ELEIÇÕES IPUB: IMPASSE COLOCANDO EM RISCO TODO O PROCESSO-III
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NOTA: Quando este texto estava pronto, recebemos um comunicado da REITORIA que nos deixou muito reconhecidos (ver ANEXO). Julguei que o impasse em relação às nossas eleições estaria resolvido, uma vez que estão ali configurados: 1- o DIREITO e estímulo ao voto de TODOS os membros do DEPARTAMENTO voltado à atividade exercida na UNIDADE; 2- a necessidade da aprovação de regras em colegiados da DIREÇÃO; 3- o papel puramente executivo das COMISSÕRES ELEITORAIS. Não foi esse, porém, o entendimento da Presidente daquela Comissão que acabou tomando a temerária atitude (da qual certamente um dia não se orgulhará) de criar uma espécie de “LISTA DE SCHINDLER” entre os membros do Departamento determinando quem tem e quem não tem o direito de votar. Em última tentativa, antes de RECORRER a INSTÂNCIAS EXTERNAS, tentaremos promover um posicionamento mais efetivo da REITORIA. Caso não ocorra, e na defesa do DIREITO do DEPARTAMENTO, em geral, e de alguns colegas em particular, não nos restará outro caminho se não a JUSTIÇA.

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Quando INTERESSES, de grupos ou individuais, se sobrepõem a um mínimo de RACIONALIDADE, argumentos caem no vazio e os impasses são uma consequência natural que somente o intercurso de outras instâncias podem resolver.
Quando pessoas, que fizeram da INCLUSÃO um fundamento de seus discursos, promovem a EXCLUSÃO do DIREITO de voto de colegas (ver textos anteriores), tratando-os como se fossem membros “de segunda classe” de um DEPARTAMENTO da UFRJ—umbilicalmente ligado às atividades do IPUB—podemos ter certeza de que a situação enveredou por sendas sem volta. Como não repararam que, com isso, estão antecipando a EXCLUSÃO do próprio Departamento? Afinal, depois que a “Besta da Exclusão” dispara, não costuma parar por ela mesma. Quais serão os próximos excluídos? Onde parariam os “direitos especiais” e privilégios? Pertencer diretamente ao IPUB conferiria “mais direitos” do que pertencer ao DEPARTAMENTO? Seria uma violência contra o Espírito Universitário. Fiquemos em ALERTA, pois o que está em jogo é algo bem maior. Dependendo da evolução dos acontecimentos, o próprio Departamento corre risco de exclusão.
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TORNANDO PALAVRA…DIMINUINDO RISCO DE CONFLITOS!
Algumas mentes estreitas certamente verão, nessas palavras, a procura por conflitos, mas é exatamente o contrário. Como muitos por aqui repetem à exaustão: tornar palavra costuma ser o primeiro passo para se resolver problemas. Trata-se de uma espécie de lema de nossa atividade. Mas, quem disse que as pessoas sempre levam para suas vidas seus discursos pomposos e frequentemente vazios? Para que se tenha ideia do quanto sou movido (ou paralisado) por PRINCÍPIOS, na última reunião do DEPARTAMENTO fui contrário à promoção de votação interna para aprovar uma resolução a respeito, certamente na defesa do DIREITO de VOTO a TODOS os seus membros; a imensa maioria daqueles colegas defende, como eu, o DIREITO AO VOTO DE TODOS OS NOSSOS MEMBROS. Aprecio a discussão a respeito entre nós, mas fui, sou e serei contrário a “votações” que primam também pela EXCLUSÃO. Caso essas votações sejam levadas a efeito, estaríamos fazendo com as “minorias”—no caso provavelmente os membros do Departamento que defendem proposta contrária: da exclusão do voto de alguns—o mesmo que outros tentam agora fazer com os colegas da M. Legal, membros plenos do Departamento. É bom não esquecer de é no RESPEITO AO DIREITO DAS MINORIAS que o Espírito Democrático mais se afirma. Pessoas que não são providos desse espírito costumam usar maiorias eventuais para esmagar minorias. É isso o que queremos?
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USANDO NORMAS APÓCRIFAS PARA A EXCLUSÃO!
Um agravante considerável, indicador mesmo dos “valores” que estão “norteando” muitos colegas em todo o processo, é que tenham tomado como referência (para sua argumentação excludente) “NORMAS” apócrifas, nunca aprovadas em Reuniões oficiais e pelas quais ninguém se responsabiliza; “NORMAS” essas que mais parecem um RASCUNHO e das quais emerge a curiosa sentença, capaz de envergonhar qualquer um, especialmente a PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS (sobre os critérios para “poder votar”): “Do Colégio Eleitoral- ITEM 1.1.1- NA CATEGORIA DOCENTE …exercendo atividades regulares, com frequência mínima mensal”. (PONTO FINAL). Fala de “mínima mensal”, mas sem dizer QUAL!!! Logo poderão estabelecer outros “mínimos”, cirurgicamente dirigidos a outras EXCLUSÕES. Quando isso se inicia… E dizer que essa ABERRAÇÃO foi aceita em eleição anterior! Apenas por “comodidade”, quando se criou uma “URNA PARA VOTOS DUVIDOSOS”, sequer contados, tal a diferença constatada. Não há mais espaço para esse tipo de “comodidade” entre nós.
COLEGAS! Quando tudo isso está em curso, então podemos ter certeza de que não é possível a chegada a algum ACORDO, baseado em PRINCÍPIOS, apenas entre os entes envolvidos.
ANEXO – Carta enviada da Reitoria (Referente a Eleição IPUB)