IPUB: A DENÚNCIA IRRESPONSÁVEL DE UM CANDIDATO!

(Teriam ocorrido internações sem INDICAÇÃO CLÍNICA no IPUB?)

Os Debates- “Parquinho Temático” coibiram a pergunta que eu faria ao Prof Pedro Gabriel: “O Sr teve um cargo no MINISTÉRIO no período em que foi gerado o “OVO DA SERPENTE-EBSERH” e nunca trouxe essa informação. Quando ele eclodiu, o Sr já estava aqui e, nas grandes lutas de 2012 (quando a derrotamos), o Sr nunca fez uma declaração pública a respeito. POR QUÊ?”

NOTA: COMO MENINOS CHORAMINGANDO! ESTRAGUEI SUA BRINCADEIRA?!

O texto abaixo estava pronto quando recebi mensagem da chapa “IPUB-PLURAL” com um “choro bem SINGULAR” (ver ANEXO). Eu pensava estar lidando com gente experimentada nas coisas da política! Retirada de candidaturas é procedimento comum e ABSOLUTAMENTE LEGÍTIMO. Os colegas (que quase molharam o papel com lágrimas) deveriam nos poupar dessa infantilidade. Parece até desculpa para DERROTA. Teria eu tanto poder assim, a ponto de tudo fazerem para me calar? Em 2018 até conseguiram! Estraguei seus planos? Causei BALBÚRDIA no seu “parquinho temático”, como diria Weintraube? Se tudo o que têm para dizer de mim é isso…! Todos sabem que minha candidatura se deu a partir DA RUPTURA COM O DIRETOR e quando ele ainda era candidato. Ou seja: ERA DE OPOSIÇÃO DESDE A ORIGEM. Se não sou um bom articulador, paciência! Se, no curso dos debates, resolvi apoiar outros colegas…paciência! Por fim, como dizia J. Saldanha: “Quem esperneia…já perdeu”! Qualquer pessoa aqui citada terá DIREITO DE RESPOSTA garantido nessas páginas.

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O candidato à sucessão no IPUB, auto denominado “de oposição”, apresentou grave DENÚNCIA no último debate (15/06): estariam ocorrendo internações sem indicação clínica em nossas enfermarias. Considerando que, na clínica, nada é meramente inócuo, aquilo que não é terapêutico tende a ser antiterapêutico. Nunca o termo IRRESPONSÁVEL (derivado de “aquele que responde por”) foi tão bem ilustrado: cobrado diretamente, e no momento, o candidato apelou para pessoas na PLATEIA que vociferaram confirmando sua afirmação. Ou seja: quem respondeu pelo candidato foi a….PLATEIA, anônima por natureza! Ficou a forte impressão de que ele falava “por ouvir dizer”. E vejam que não falou em situações “duvidosas, suspeitas ou indícios”: afirmou categoricamente. Sua única desculpa talvez seja não se dar conta da gravidade do que disse. Só parodiando o “Homem da Galileia”: “Perdoai-os Sr! Eles não sabem do que falam!”. 

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Diante do exposto, nossa DIREÇÃO precisa iniciar, de imediato, uma INVESTIGAÇÃO PRELIMINAR visando descobrir se há ou não algum INDÍCIO do que foi denunciado. Que desconfianças não fiquem pairando no ar! É bom lembrar que os Diretores Técnico e Clínico precisam se pronunciar, além dos responsáveis pelos PLANTÔES, nos quais a suposta “má prática” teria ocorrido. De minha parte, estranhei demais que algo de tão difícil caracterização fosse apresentado de forma tão inconsequente. Há que convocar os DENUNCIANTES a apresentarem à DIREÇÃO casos onde o problema teria ocorrido para uma investigação preliminar, com a participação de alguém da confiança dos denunciantes. Dependendo do resultado, novas medidas poderão ser tomadas. Todos entenderão que a GRAVIDADE da DENÚNCIA não permite aguardar pelo final de processos eleitorais ou outras atividades. Trata-se de PRIORIDADE. Lembro que a JUSTIÇA e os ÓRGÃOS DE INVESTIGAÇÃO da SOCIEDADE, diante de um ilícito qualquer, fazem-se sempre a pergunta: “Com que interesse?”. Posso até imaginar o que pensaria um ouvinte ocasional, sem qualquer ligação com o IPUB, diante de uma DENÚNCIA dessa gravidade.

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“MELHORAR O PROCESSO DE DECISÃO TERAPÊUTICA…!”. (do Candidato no Debate)

Nosso colega parece ter reservado os assuntos mais polêmicos para o finalzinho…quando não havia mais tempo para aprofundar discussões. Foi o caso dessa sua última colocação. Quem não conhece essa história pode não entender bem as consequências da fala um tanto enigmática. Se a DENÚNCIA parece ter sido só por irresponsabilidade mesmo, essa fala foi muito pensada e vai âmago do que há de mais sensível nas relações entre PROFISSIONAIS DE S. MENTAL: a afirmação das PRERROGATIVAS de cada profissão e a delimitação de competências. Todos somos testemunhas do quanto os RMulti foram bem recebidos por aqui e o quanto seu trabalho é valorizado; participando das discussões sobre o rumo das intervenções clínicas nos seus grupos específicos. Muita gente, entretanto, se esquece de que muitas das competências mais específicas: internações, altas, licenças, prescrições e outras são de RESPONSABILIDADE MÉDICA prevista em LEIS. Sendo assim, e repetindo um PRINCÍPIO óbvio: aquele que responde LEGALMENTE É QUEM QUE TOMA A DECISÃO FINAL. Vejam que, quando se tratam de procedimentos específicos de RESSOCIALIZAÇÃO, os médicos vão para um segundo plano. Seria bom que o candidato falasse com clareza a respeito.

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