B. MUNDIAL: REUHF-EBSERH SOLAPANDO S. PÚBLICOS!
(REHUF embeleza..EBSERH engole..privatistas exploram. O Capital nunca se dá mal)

NOTA: Trata-se da reformulação de texto publicado em 2013 (blog IPUB). O acesso está bloqueado. Aparecem apenas duas indicações que não abrem:
Brazil – Federal University Hospitals Modernization Project : WASH., March 31, 2011 – The World Bank’s Board approved the following project: IBRD Loan: US$150 million.
The World Bank Group works in every major area of development. We provide a wide array of financial products and technical assistance, and we help countries … (…Tão bonzinhos!)
A LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO certamente permitiria o acesso. Seguem citações confiáveis. Tentei rever para eliminar possíveis imprecisões, mas…Devem ter razões para dificultar acessos.
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“A participação do Banco vai facilitar a ‘governança’ e o manuseio das reformas, PORQUE ele vai aplicar sua enorme “expertise” em governança e manuseio de setores públicos…”. (parág 40)
(“…The Bank‘s participation will facilitate the governance and management reforms BECAUSE it will bring to bear its substantial expertise in governance and public sector MANAGMENT…” .
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Nem todos se lembram, mas o Projeto inicial da EBSERH previa convênios com planos de saúde, nos moldes do HCPA (RGS): pacientes divididos em primeira e segunda classes. Vieram os protestos e ela passou a ser (por ora) 100% SUS*. O objetivo de acabar com os Servidores RJU foi mantido. Está no núcleo do projeto, afinal, somos o maior empecilho ao poder total do Capital. Lembram daquela história do “RISCO associado ao investimento”? Servia de justificativa “moral” para lucros e vantagens do capitalista. Hoje, esse risco está restrito aos que mordem a “isca do empreendedorismo”, esse instrumento de transferência para os BANCOS das suadas economias dos tolos da C. Média que acalentam o sonho de mudar classe. Alguns até conseguem: para cima (poucos) e para baixo. O grande capital não trabalha mais com risco. Aprendeu a parasitar o erário público, tomando as rédeas dos governos; por vezes descaradamente, em outras mediante seduções, sempre com participação decisiva da MÍDIA GLOBAL. Uma paródia de C. Buarque: “Ai a EBSERH ainda vai cumprir seu ideal/Ainda vai tornar-se um braço do CAPITAL!”.
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CRONOLOGIA DOS FATOS: RELAÇÃO GOVERNO PT-B. MUNDIAL
No material de que disponho não há como ter a certeza se as conversas BM-Governo estavam na origem do REHUF/EBSERH ou se essa relação foi estabelecida logo depois. A cronologia nunca se constitui em prova, mas pode ser muito sugestiva e dar boas indicações para investigações:
1-REHUF**– D. Pres. 7082, de 27/01/2010– Por que era necessário um DECRETO para reformar HUs? Bastava uma PORTARIA. Indício de COMPROMISSO com entes externos: acenar com credibilidade?
2-REHUF– Regulamentação: 05/7/2010– Aparece a possibilidade de “doações internacionais”. Hoje não sabemos como está a situação.
3-EBSERH-Decreto visando sua criação, em 31/12/2010. Último dia do governo Lula.
4-B. MUNDIAL- Publicação do doc., Março 2011– Foi o BM atraído para a “colaboração” ou foi sua inspiração? O envolvimento observado no documento faz pensar na segunda possibilidade.
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GOVERNO PRESTANDO CONTAS AO B. MUNDIAL
Mais adiante a confissão de uma garantia dada ao BM por nosso governo de “boa gestão dos recursos” (segundo parâmetros do BM, é claro):
“O MEC informou que não está previsto transferir aos Hospitais a condução de atividades (ou de recursos) do Projeto, exceto para o total de US$1 milhão para os HUs Fed”.(Par. 46)
(“…The Ministry of Education informed that it does not expect to (i) make any transfers to the hospitals to conduct the Project‘s activities, except for the total of US$1 million for the Federal University Hospital‘s (FUH) subprojects of hospital costs…”).
Vejam a referência àquele milhão de dólares, sem que sua origem seja assinalada! Teria vindo do BM ou do nosso governo? Se era INTERNO, por que “prestar contas” a um ente externo?
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B. MUNDIAL TENTANDO ASSUMIR O CONTROLE
Voltando à citação inicial, eles iriam melhorar “the governace” porque eles são bons em governança (resta saber no interesse de quem); enquanto nós…! São mesmo uns engraçadinhos! Já o “management” melhor traduzir para manipulação dos S. Públicos. Se têm “expertise” não sei, mas ESPERTEZA…com certeza. Agora a demonstração do quanto ELES mesmos estavam de olho no projeto. Foram até dramáticos (par. 40):
“…um ‘não projeto’ alternativo foi considerado, mas…o MEC atribui tal importância a este, que estabelece parceria entre ministérios para modernizar…” .
“…A ‘no project’ alternative was considered but…MEC attaches a high degree of importance to this project which has established an inter-ministerial partnership to modernize…”.
Nunca ouvi falar em um “NÃO PROJETO”. Precisa de explicação. Ao que tudo indica, porém, o projeto inicial “fez água”(a partir dos nossos protestos, é claro) e não sei se o BM se desinteressou por tudo. Das manobras, restou a EBSERH que ninguém sabe ao certo o que é. De minha parte, penso que estão sempre se preparando para retomar o projeto inicial, quando tiverem governos “mais simpáticos”. No período BOZO, a UFRJ foi um entrave.
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OUTRAS “PÉROLAS” DO DOCUMENTO
Documentos servindo a intenções inconfessáveis precisam ser “traduzidos”:
1-Inicia-se pela desqualificação de tudo o que é público (par. 2). Tão U.S.A.! Tão BM!
2-Afirmam (baseados em estudos promovidos por eles mesmos) que os Hospitais de “administração autônoma” (OSs e outros) funcionam muito melhor do que os sob administração federal direta(par. 5). Se fossem sérios, não comparariam grandezas incomparáveis: H. Estaduais ‘Vs’ HUs. Os primeiros são apenas assistenciais, enquanto os HUs… Atenção: está ali dito: o ENSINO atrapalha o “desempenho”= LUCRO e “PRODUTIVIDADE”. Esse é o ESPÍRITO EBSERH, indissociável! Quer dizer, se tivessem espírito! E ainda se dizem cientistas! Bastaria aquela comparação para todo o documento ser desqualificado.
3- Falam de AUTONOMIA, mas SÓ para o CAPITAL: sem “amarras” e sem SERVIDORES RJU.
4- O “novo modelo de gestão” seria mais “aberto” (arrombado, em verdade) pela participação de diversos “entes” no “financiamento”, levando uma maior “flexibilidade e participação dos ‘pagantes privados’ (“private payers”) na definição do perfil dos HUs”(Par.-14).
5-“O MEC está se beneficiando da experiência obtida em projetos similares federais e nos Estados…”.(par. 39). Comendo “pelas beiradas”: primeiro aplicaram seu modelo em SP, onde o governador e o prefeito são “mui amigos” do BM e da EBSERH. Bem…FHC, e outros tucanos até apoiaram abertamente Haddad, um dos parteiros da EBSERH!
6- Por fim, uma sentença digna dos tempos da “Aliança para o Progresso”: estariam oferecendo: “…uma transformação cultural das práticas governamentais e tornando-as mais transparentes (“accountable”) para o público”. Faltou dizer: PÚBLICO…PAGANTE. Já aqueles que não podem pagar…danem-se! E ainda falam em TRANSPARÊNCIA!
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*Os colegas do PT agiam como se fossem ficar eternamente no poder. Ensaios para acabar com o 100% SUS até aconteceram. Estou certo de que a UFRJ foi o maior empecilho. Eu acalentava a esperança de que revissem isso em eventual novo governo. Enganei-me. Haddad veio mais PSDB do que nunca.
**Quem poderia antecipar a malícia associada ao REHUF? Alguns até foram contra, mas eu só depois entendi por quê. Dois ditados do povo podem ajudar nessas situações: “Esmola alta..pobre desconfia” e “Laranja madura…na beira da estrada…”. Estava bichada e tinha maribondo no pé.