UM CABRA DA PESTE EM CURITIBA: DERROTANDO A L. JATO-II

(Um “Singspiel”: brincadeira musical sobre uma “vergonha nacional”!)

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CENA 7- (NARRADOR) Chegou a hora de apresentar um dos protagonistas do duelo que se aproxima: O JUIZ S. MORO. Para isso nada melhor do que um “podcast” com admiradores que o conhecem muito bem (PÂNICO, 27 de Jan de 2020). Disse um deles:

“O Sr é a reserva moral de nosso país….Se eu fosse mulher eu DAVA A BUNDA pro Sr…”. Tudo isso para INTRODUZIR (huuum) uma pergunta quanto ao amor que o juiz teria pelo “Homem Aranha”. Muito respeitosamente o Juiz sequer declinou da contundente OFERTA (bem…o que teria acontecido depois é um mistério) e respondeu que SIM; que sempre apreciou os super heróis, especialmente o H. Aranha… Por fim, ninguém entendeu o porquê da introdução da “mulher” naquela fala. Afinal, se há coisa de que todos dispõem (…põem ou não põem…em tamanhos variados) é a tal B… Sem preconceitos, até porque cada um sabe o que faz com a sua…BUNNN….(desculpem-me, mas a ABUNDÂNCIA da minha reserva moral não me permite falar aquela palavra em PÚBLICO…aliás, parece que, por ali,  tudo é PÚBICO) …………

Mas o juiz pediu uma autorização para declarar, em versos, sua própria POTÊNCIA…com alguns problemas, é verdade. (“ciranda”)“:

A POTÊNCIA é toda minha/Não há quem comigo possa/O problema é a voz fininha/Quem sabe um dia ela ENGROSSA!…Quero sair de CU…RRALINHO/E abraçar uma PONTA GROSSA! (cidades).

(Monólogo onde MORO diz que só o “IMPOSTOR D’ALLANGOLA” pode abrir um caminho):

––“Parece que ele descobriu alguma coisa…! Se não encontrar, vamos logo prás OITIVAS!“.

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CENA 8- O Impostor Dallangola; com um boné de “SHERLOCK” e uma LUPA enorme na mão…“WATSON” ao lado. (monólogo a pensar). A mesma canção e dança:

“Coitado, coitadinho do Impostor Dallangola/Não anda ultimamente regulando da bola…/Anda cismando que encarnou o tal SHERLOCK/Acho que agora só mesmo levando CHOQUE/Com esse boné mais se parece com o CHAVES (Ele: “isso…isso…pulando como o Chaves)/Mas sempre acaba/imitando aquela AVE: TÔ FRACO…TÔ FRACO…”

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CENA 9– NARRADOR (debochando das OITIVAS): Os simples mortais, costumam temer muito as OITIVAS de verdade. Mas alguns…são nelas tratados de maneira tão especial que sentem como se…Finalmente tivessem chegado aqueles seus 15min de FAMA…E como aproveitam! Ficaram até com saudades do acontecimento! É o caso do TRIO CAIPIRA composto pelo DOLEIRO “TudAberto Yousifu”, e pelos operadores. CANÇÃO: “OITIVA não é PEDREIRA!” (adaptação de “Oi Tava na Peneira…”)

—“OITIVA não é ‘PEDREIRA’/Lá eu tava passeando/’gora é só tornozeleira/E ir do roubo aproveitando (repetir)// Eles mandavam…Eu mentia o que pediam/Eu e eles no NA..MORO/ Eu e eles namorando// “(OITIVA não é…)//Nunca pensei que tinha tanta regalia/Juro que até pensei/Ter entrado numa fria//(“OITIVA não é PEDREIRA…….”)//São tão bonzinhos, até parecem minha tia/ Se eu soubesse que era assim/ Queria OITIVA todo dia…..”

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CENA 10- NARRADOR: —Chegamos ao grande momento dessa noite: Antes, porém vamos apresentar uma versão da canção que o povo de MARINGÁ (cidade do JUIZ), está cantando. : “MORO VÁ! MORO VÁ”! (melodia da canção “MARINGÁ…”).

CORO (com gestos típicos): “…MORO VÁ! MORO VÁ!/Vê se baixa o dedo em riste,/Nós aqui tamo tão tristes/D’ OCÊ nos representar//MORO VÁ! MORO VÁ!/Para haver felicidade/É preciso que a mardade/Vá bater noutro lugar//MORO VÁ! MORO VÁ…/Seu destino é a escuridão/…Torturou D. Mariza…(PAUSA)/ Que se prepare para a PISA/Do nosso CABRA DO SERTÃO// . (a versão/base é tão bela que preciso referir: PAULO SANTANA, VIOLEIRO)

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CENA 11-– (BATIDAS): Entra um MORO (CABEÇÃO), acompanhado por maçons com aventais ridículos. É levado para trás de uma mesa onde estão procuradores e outros. O JUIZ faz um aceno chamando pelo ACUSADO, com gestos arrogantes. Um BEDEL anuncia: “Que entre o ACUSADO! (Relâmpagos e Trovões: muito barulho): EM OFF:

“Se entrega CORISCO!”; LULA: “Eu não me entrego não!” (REPETE)—“Não me entrego a juiz Moro/Nem me entrego a DALLANGOLA/De um vou arrancar o couro/Enquanto o outro a gente esfola/Nunca dantes no país/Teve um cabra que me enrola”:

https://www.letras.mus.br/sergio-ricardo/1275827/

Entra LULA (vestido de CANGACEIRO, dançando um XAXADO, canção de S. RICARDO) CORO: “…O Sertão vai virar mar,/E o mar vai virar sertão!//Tá contada a minha estória,/Verdade.. imaginação./E eu espero que o sinhô/Tenha tirado uma lição:/Que assim mal dividido/Esse mundo anda errado,/Que a terra é do homem,/Não é de Deus nem do Diabo! (Repetir)

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CENA 12– LULA se senta,…faz-se um longo silêncio, até que MORO pergunta (VOZ MORO…GARGALHADAS NO CORO). MORO:

“Calados, senão mando EVACUAR NA SALA…! “Sr ex-presidente Lula…” O advogado pede a palavra e MORO:—“Não adianta Dr…É perda de tempo…”

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CENA 13, FINAL: (batidas) Um bedel anuncia solenemente o VEREDICTO:“TODOS DE PÉ!O MERITÍSSIMO JUIZ VAI ANUNCIAR O VEREDICTO!”

MORO ABRE A BOCA, mas a cena paralisa. Começa a canção “AROEIRA” DE G. VANDRÉ e todos se movimentam lentamente, como para cercar o JUIZ:

“Vim de longe vou mais longe/Quem tem fé vai me esperar./Escrevendo numa conta/Prá junto a gente cobrar./No dia que já vem vindo/Que esse mundo vai virar…/Madeira de dar em MORO/Vai descer até quebrar/É a volta do cipó de AROEIRA/No lombo de quem mandou dar” (no andamento rápido, começam a dançar, inclusive a PLATÉIA)…“É a volta do cipó de AROEIRA/No lombo de quem mandou dar…”. Há um Crescendo na canção e subitamente, fecham-se as luzes e o som.

FIM

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