UM CABRA DA PESTE EM CURITIBA: ENFRENTANDO A L. JATO-I

(BRINCADEIRA MUSICAL EM I ATO, com música e diálogos: um “Singspiel)

NARRADOR- “Depois de “Uma Italiana em ARGEL” e de “Um Americano em Paris”,apresentamos: “UM CABRA DA PESTE EM CURITIBA” (As Patéticas Peripécias de uma Procuradoria- PR)

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CENÁRIO– Duas bancadas nas laterais, onde se sentarão 10/15 pessoas do povo com predominância nordestina, funcionando como o CORO GREGO: fazendo comentários, nos seus ritmos e melodias típicos, mas sem tomar parte direta na trama até quase o final. 

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CENA 1: PROCURADORES homens e uma mulher (“Minha querida“), todos de preto. CIRANDA CIRANDINHA. 

Cantando agachados, girando e procurando pelo ambiente: 

“Procurando…procurando…vamos todos procurar!/Uma prova contra o LULA/Haveremos de encontrar!//Já tá tudo preparado/Falta só a acusação/O maldito nordestino/Vai cair na nossa mão//Falso sítio ou cobertura…/Qualquer coisa “vamo” usar/Contrato sem assinatura/ Há de vir bem a calhar”//….Aquele bom cabra da peste/Vai aprender uma lição/Por mais que o povo proteste/O Brasil tem um patrão!”

Entre as estrofes alguns diálogos: Um diz “Minha querida!” E a mulher protesta: “Querida é o cacete! Dobre a língua! É Sra PROCURADORA…ouviu? …Até v.! Aprendeu com o nordestino? O outro: “Que é isso meu bem? Tá pensando que tá no Teatro…quer dizer…no Tribunal!?” Deixa prá lá…é quase a mesma coisa…( EM OFF e falando de lado: “Acho que o pai dela também deu uma FRAQUEJADA”

Um deles pega uma bola de cristal, fica alarmado e canta: “Tá vindo aí um deputado/Que é negrinho e cabeludo/Vai ser bem ruim pro NOSSO Estado/Pois fica fuxicando tudo//Essa gente toda acha/Que acabou a ESCRAVIDÃO/OK! A gente relaxa/Só queremos SERVIDÃO!”

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CENA 2- O CORO NORDESTINO (cantando e dançando um XAXADO)

“Todos eles vestem preto/Mais parece uma FUNERÁRIA/Sempre falam de DIREITO/Prá esconder que são CANÁIAS//De tanto eles se agachá/ Nunca mais sobem prá arriba/Mas se o povo não lutar/(recitativo) Eles ainda vão Gritar (PAUSA os procuradores gritam ameaçando saudação nazista):…..”Todo poder prá CURITIBA!” …nhãm.. nhãm…nhãm//São meninos de plaigraunde/Ai que gente mais sem graça/Ganharo o primeiro raund/Deixa estar que o povo amassa…//Eles detestam o NORDESTE/Mas é lá que vida vibra/São pirralhos e pivetes E…Se ouvem falar de SOVIETES/ Gritam…(PAUSA)…Todo PODER PRÁ CURITIBA// 

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CENA 3– “IMPOSTOR D’ALLANGOLA” (pendrive na cabeça, microfone pendurado e trejeitos). 

“Ei…ei…Vs se lembram da minha voz? Continua a mesma….mas o meu pendrive…quanta diferença!… …Fiz outro…novinho em folha! “

(Homens de preto com expressão de descrédito): “Fica na tua, Ô D’Allangola! V. já teve a sua chance. Lembra daquela “bala de prata”? Aquilo foi a maior das RATAS!  (CANÇÃO no link)

VOZ FEMININA CANTANDO EM “OFF” ( Galinha d’ Angola-“ARCA DE NOÉ” ):

—“Coitado…coitadinho do IMPOSTOR D’ALLANGOLA/Não anda ultimamente regulando da bola (repete)//Toda a sua força tava dentro dum pendrive/Um ARTEFATO de intenções inconfessáveis/Seu caso agora tá ficando muito grave/Dizem até que anda imitando aquela AVE…”. “TÔ FRACO…TÔ FRACO….“(Ele fala o “tô fraco”)// REPETIR: “Coitado…coitadinho do “IMPOSTOR” D’ALLANGOLA/Junto com o MARRECO cada vez mais se enrola…!

Durante a peça vai gritar qdo houver um silêncio qualquer, “TÔ FRACO!” e ameaçar entrar dançando. 

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CENA 4– TRUMP (entra empurrando prá ficar na frente): cantando canção dos soldados americanos, aquela que assobiam enquanto marcham….

Procuradores em SENTIDO, BATENDO CONTINÊNCIA e marchando. 

TRUMP– “BASTA! Parem de procurar!/ Tudo…vamos lhes entregar/ Esse…grande trabalho/Da nossa CIA e da NSA…(repetir, sempre com quase saudações NAZISTAS)// Contamos também c’ a força da nossa igreja/ Sem ela a mentira não funcionaria/ E prá que tudo seja/ Conforme a gente deseja/ Contamos com o apoio da MAÇONARIA!// (ASSOBIANDO)

REPETE A PRIMEIRA PARTE e continua: “Na linha de frente…contamos com a NOSSA GLOBO/Que em vários momentos nunca nos faltou/Há gerações ela faz a todos de bobo/Desde os velhos tempos lá do seu avô!” (na repetição, os procuradores marcham pelo palco assobiando. Projeção de imagens das homenagens que eles receberam nos EUA, mas com uma tarja preta nos olhos). A CENA se encerra com todos marchando e assobiando.

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CENA 5– PROCURADORES (dando adeusinho para TIO SAM-TRUMP, com um lenço e enxugando longamente os olhos…parecendo um tanto órfãos): de novo girando e cantando, agora baixinho e tristes. Voltar à CIRANDA, CIRANDINHA: “Procurando…procurando…” – PEQUENOS DIÁLOGOS.

CORO: COMENTÁRIO (melodia de “PEIXE VIVO”): 

“Dura Lex, Sed Lex”?…./Em Curitiba a lei é FLEX/Dura Lex, Sed Lex…/Por lá só pensam no TRIPLEX (repetir)//Como falam do vizinho!/Procuraro até o vizinho!/Não demora, não demora/Vão inventar um pedalinho (repetir)// Como vão sobreviver? /Como vão sobreviver com (pausa)/…Língua suja em boca suja/Vão morrer do seu veneno/Língua suja em boca suja/Tudo neles é PEQUENO!”

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CENA 6– Entram os DELATORES como 2 cachorrinhos, de joelhos e mãozinhas abanando: “BARÃO” (P. DUQUE) e PALHAÇO PAL-OSSI (com osso na boca: de joelhos): 

BARÃO: “TÔ cansado de latir (au au au)/Agora eu quero DELATAR/Papo para boi dormir/Tudo o que o MORO mandar// O meu dono se mandou (au au au)/Me usou e se deu bem/’gora nem sei mais quem sou/Tô sozinho e sem ninguém…!// (algum monólogo ridiculamente doloroso); repetir bem devagar e lamentoso. Ao final, chorar como um cão: 

BARÃO: CAIM…! (PAL-OSSI responde) “O quê?”…CAIM… “Pois não?”; CAIM…”Que foi?”; CAIM…”SIM”; CAIM…  “Tô aqui…pode falar Barão…Eu sou de confiança…apesar do CAIM..! Aliás…Cá comigo, tudo é IN e…mais IN…e tome IN (enfiando a mão com $$$ no bolso). 

PALHAÇO PAL-OSSI: “Tô cumprindo a minha sina/Não aguento mais as pontas/Eles nem usam vaselina/MANTEGA vai por minha conta (AI AI AI)//Sentei muito na boneca/Dos banqueiros…Eu consigo!/Tô com fogo na cueca ÚÚÚÚ/Prá Dizer: LULA É O “AMIGO” (au au au)// ‘costumei à boa vida/Mentir é minha natureza/Quem sabe Moro me convida (Prá)/Cumê o que cai da mesa?

(CONTINUA)

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