DEBATE DO IPPUR: UM PROF. VICENTE NADA CONVINCENTE!

(Triste foi ver a decepção dos representantes dos cidadãos com a UFRJ!)

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NOTA: foi melancólica a participação do Prof Vicente Ferreira (representando a Reitora) no DEBATE promovido pelo IPPUR. Depois de passar 8mins em uma introdução, na qual quase pedia: “Não me batam…ou batam com cuidado, por favor!”; ultrapassou em muito o tempo regulamentar; falou “meias verdades” (como a “aprovação” do projeto pelo CONSUNI que só aprovou seu estudo); mistificou o conceito de transparência e ainda disse que o “Viva” teria surgido depois de “pedido casual”, cuja finalidade ele nem sabia. Mas “mostrou a cara” e isso há que ser elogiado. Quando havia expectativa de “louros a colher” era a Sra Nadine quem se apresentava como que “passeando, montada num pendrive“. Mas uma coisa é certa: como são despreparados para a luta política os nossos adversários! Se a Reitora não planejava ir, por que se desgastou e ainda deixou que seu nome aparecesse, dando uma DIMENSÃO maior a um debate que haveria de lhes ser muito desfavorável? É verdade que o debate superou em muito as expectativas e hoje podemos dizer: O “VIVA”… JÁ MORREU! Resta saber se será enterrado no FUNDÃO ou na P. VERMELHA mesmo. Ademais, aquele vídeo de representantes do “Viva…” com Crivella, dando tudo como já resolvido, há de envergonhá-los (e a nós também) por toda a vida.

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Tratou-se do PRIMEIRO DEBATE digno do nome sobre o tema. E como foi bem conduzido! Até agora, a Reitoria fizera apresentações meramente demonstrativas, em “pendrive” e como que dirigida a escolares (inclusive ao CONSUNI); sempre finalizada por uma seção de perguntas e respostas apenas para “tirar dúvidas”. O espírito era: “tudo já está resolvido; restam alguns detalhes”. A “PLATEIA” (colegas tratados como tal) ficava como que num “curralzinho” bem delimitado. Parafraseando a Sra Regina Chiaradia, nossos colegas criaram pequenas bolhas dentro de bolha um pouquinho maior. Mas, o que se esperar daquelas pessoas, se TODA a CAMPANHA ELEITORAL (que os levou à Reitoria) foi assim, em uma triste bolha?! Diria que aquele foi o pior momento em nossa história; assustador mesmo! Mas o “evento” mais curioso foi a assim chamada “CONVERSA NO CAMPUS”. Conversa…tenho com amigos, estranhos e até não muito amigos. Difícil era dizer se se tratava de “conversa mole ou fiada”, mas foi convocada por Diretores de algumas unidades do “outro lado da via central” (poupado momentaneamente no “bota abaixo”), excluindo IPUB, INDC, C. da Ciência e outros. E ainda acham que aquilo foi um DEBATE INSTITUCIONAL e para o bem da transparência! Fui até a porta, mas não participei da encenação. Mesmo lá e apesar das restrições….parece que a conversa não foi “entre amigos”.

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VICENTE, O PROFESSOR TRANSPARENTE…MAS JÁ AGIU COMO TRATOR! 

Para fazer a afirmação da “total transparência que aplicaram por todo o processo”, nosso colega deve estar sofrendo de amnésia lacunar, no mínimo. A Direção do IPUB estava em sua sala quando, no final de jul 2019 (dias depois da posse da atual Reitoria), ele chegou à nossa porta acompanhando o VICE-REITOR (aliás, por onde anda essa pessoa outrora tão ativa?). Despedi-me e os deixei com nosso Diretor, pois tinha outra atividade. Quando voltei, encontrei o diretor perplexo com a COMUNICAÇÃO recebida: TERÍAMOS QUE SAIR DO LOCAL QUE OCUPAMOS HÁ MAIS DE 80 ANOS; deixando para trás os prédios e as árvores que nos viram crescer, entregando-as ao corte. O projeto estava todo pronto e nos concederiam a misericórdia da “lateralização”: poderíamos ficar em um dos cantinhos do outrora CAMPUS PV, em um prédio daqueles que a PANDEMIA adora*. Transparentes quase ficamos nós, tal a palidez que vi em meus colegas ainda abismados. Passado o SUSTO inicial, aquele terminou por ser um fator de UNIDADE institucional, pois TODOS se manifestaram contrários e dispostos a lutar contra a violência que nos ameaçava, aos nossos usuários, à região que nos acolhe e à cidade como um todo. E veio outra perplexidade: tudo se originara na gestão anterior que tivera nosso apoio. Mas esses colegas hoje não pesam mais na equação; eclipsaram-se totalmente, atacados que foram por uma espécie de “burnout” coletivo.

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E VEIO A VOZ DA VIDA! PELA PALAVRA DE 2 MULHERES!

Finda a fala melíflua, sem qualquer centro ou verdade, vieram a face, a voz e o verbo de quem sabe estar defendendo valores maiores e os interesses de toda uma comunidade. Sem precisar de arroubos ou ênfases artificiais, a Sra Regina deixou clara sua decepção com a conduta da nossa Reitoria ao ignorar os moradores e suas Associações que deveriam ter sido ouvidos durante todo o processo. Admirava-se também da insensibilidade aos efeitos desastrosos que um empreendimento daqueles causaria em seu entorno e em toda a Z. Sul, promovendo uma agressão à cidade que a acolhe e é sua razão de ser. Em seguida, a Sra Sônia Rabello também expressou sua decepção com o fato da UFRJ estar agindo como qualquer outro “agente econômico”; propondo “puxadinhos nas leis” quando deveria servir de exemplo no seu respeito. Falou também dos esforços por um PLANO DIRETOR para a CIDADE, previsto para o final de 2021, agora sob ameaça de ser atropelado exatamente por quem deveria ter o maior interesse no seu respeito. Assinalou ainda que, apesar da UFRJ ser a dona do território, os ÍNDICES CONSTRUTIVOS são um patrimônio da cidade e precisam ser respeitados. Por fim, e sem mais delongas, falaram o Prof. Pedro Gabriel e o Prof. C. Vainer que fez também uma apresentação muito ilustrativa, deixando clara todas deformações que um projeto dessa natureza implica para uma cidade que já sofre de tanto adensamento populacional.

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TIVEMOS TEMPO PARA REFLETIR: E COMO ISSO FOI BOM!

Quem tem consciência de estar fazendo algo não muito regular sempre tem pressa: tudo tem que ser decidido e assinado naquela hora, senão as “vantagens” serão perdidas, etc. As PECs estão aí para não deixarem ninguém mentir. E como gostam da calada da noite! Nosso Parlamento, aliás, é o maior palco desse tipo de conduta e atitude: como têm tentado ( e conseguido) violentar a CONSTITUIÇÃO! Nossa Reitoria não está em muito boa companhia nesse procedimento. Com esse tal “Viva… tudo estava tão atropelado que víamos a possibilidade de, em um fim de semana e a partir de certas “liminares” liberadas por “juízes de algibeira”, veríamos tratores derrubando algum dos nossos prédios. A “Casa da Ciência” (sempre conosco na luta) era a mais frágil, e confesso que sentia o risco. E então, fomos à luta lançando mão dos instrumentos de que dispúnhamos. Em relação ao IPUB, eu tinha um dito: “Preparem os tanques e o camburão, pois aqui não passarão; vão ter que nos arrancar do chão”. Criamos o “DAQUI NÃO SAIO…DAQUI NINGUÉM ME TIRA”, promovemos muitos movimentos que culminaram em uma ALA no BLOCO “TÁ PIRANDO” no CARNAVAL, composto por moradores da região e muitos outros. Para a Sra Regina, e todos os que ela representa nessa questão (quase toda a população do Rio), digo, impactado por sua fala quanto às pessoas atiradas nas pistas de rolamento por falta de calçadas em BOTAFOGO: se há um lugar onde isso acontece, é EM TORNO AO CAMPUS PV. Os pontos mais sensíveis são na W. Brás, entre o IP PINEL e a Pasteur (menos de 1m de calçada em local de alta velocidade e para pessoas deficientes) e na aproximação da esquina da L. Müller com o Rio Sul (também menos de 1m de calçada). Seria tão fácil e barato um pequeno recuo ali dos nossos muros para ampliar as calçadas!!! E como os moradores ficariam gratos. Seria uma boa maneira de nos redimir das ameaças que fizemos.  Até um projeto para um PONTO DE ÔNIBUS na L. Müller chegamos a fazer.   

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