“ESPAÇO-TEMPO”: FÍSICOS TORNANDO “COISA” JUNÇÃO DE 2 ENTES INEXISTENTES!
(Como dois bêbados, abraçados para não cair no “colo da gravidade”…que também está caindo!)


A constatação de que o Universo está em expansão contínua não provocou, entre os físicos, a perplexidade que deveria. Afinal, essa expansão estaria em total desacordo (à primeira vista pelo menos) com o que foi denominado gravidade; isto é, caso não se devesse à interferência de Deus, como o próprio Newton chegou a supor diante dos argumentos irrespondíveis em contrário de Leibniz. A rigor, era de se esperar o oposto: uma atração generalizada e tendência à aproximação. Esse não seria um achado suficiente para “cassar” a gravidade, mas o que parece ter acontecido foi, em vez de uma reflexão profunda e investigação, um esforço para “segurar o teto da casa” que parecia estar caindo. Em função disso, apelaram para argumentos nada científicos que transformaram o cosmo em “terra de ninguém”: as leis da física não funcionariam por lá. Ao lado disso, se houver corpos celestes vagando a esmo, não seguindo qualquer órbita, seria um reforço à ideia da REPULSÃO generalizada, pois somente forças de IMPULSÃO poderiam responder por seu movimento. A verificar:
“O sol e a lua giram em seu curso em função da REPULSÃO do ar”. Anaxágoras-Cosmologia,
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“É sobrenatural que os corpos se atraiam de longe, sem intermediação alguma; que girem em círculos, sem se afastarem pela tangente, ainda que nada os impeça…esses efeitos não são explicáveis pela natureza das coisas” (Leibniz, Correspondência com S. Clarke, porta voz de Newton).
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A imagem de uma manta esticada (como “ilustração” do que se passaria no “espaço”), na qual é colocada uma bola pesada é o máximo de redução que se pode imaginar para algo tão complexo. E tantos físicos a têm utilizado! Como não reparam haver ali a indução de passividade da Terra: sustentada por um “espaço” que se curva para recebê-la…carinhosamente?! Pois bem: ponham essa imagem do “espaço” de pé e se aproximarão um pouco mais do que realmente se passa! Parece haver, à volta da Terra, uma área de segurança, criada por sua própria força, funcionando através de REPULSÃO! Façam isso e lá se vão: gravidade…espaço…tempo…vácuo, conforme foi antecipado por GW Leibniz!
O quase deus Newton DECRETARA que tempo e espaço formariam uma espécie de palco para a natureza (“Princípios Matemáticos”):
“I- O tempo absoluto, verdadeiro e matemático, flui sempre igual por si mesmo e por sua natureza, sem relação com qualquer coisa externa….”
II- O espaço absoluto, por sua natureza, sem nenhuma relação com algo externo, permanece sempre semelhante e imóvel…”.
Seguem-se mais dois “decretos” a respeito que poderiam ser seguidos pela advertência: “Aceitem e calem-se para sempre”. Em vez do “Faça-se a luz!”, a escuridão nas mentes à volta. Quase todas se curvaram…como o “espaço”. Newton ameaçou expulsar o crítico J. Locke de seu “paraíso” (que recuou incontinenti) e moveu ataques cerrados contra o rebelde Leibniz que lutava contra os grandes poderes da época (os cartesianos inclusive). Passaram-se 250 anos e foi DEMONSTRADO que o alemão tinha razão: tempo e espaço são relativos (só “existem” nas relações humanas): “A radiação cósmica de fundo em micro-ondas é uma radiação eletromagnética que preenche todo o universo”, Penzias e Wilson receberam o Nobel de Física em 1978 por essa descoberta”
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Radia%C3%A7%C3%A3o_c%C3%B3smica_de_fundo_em_micro-ondas
Conclusão: o espaço físico e independente de “coisas” é um artifício insustentável.
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TENTANDO SALVAR A GRAVIDADE A QUALQUER CUSTO?
Capturados pelo fantasma Newton—não foi Einstein ao seu túmulo pedir desculpas por ter “relativizado” tempo e espaço!?—os físicos ficam procurando disfarces para o “ídolo da tribo”. Na dimensão humana, suas formulações tinham utilidade, mas parecem não estar resistindo à investigação mais “invasiva” do Cosmo. Newton repetiu Ptolomeu, cujos cálculos e “demonstrações” (do sistema geocêntrico) também tiveram alguma utilidade na observação do espaço, mas não resistiram a Copérnico e ao telescópio de Galileu. Agora, são os decretos de Newton que não estão resistindo aos telescópios lançados ao espaço e à impressionante tecnologia desenvolvida para lidar com o observado. Se os astrônomos escrevessem: “sensação de espaço-tempo” estariam mais perto da verdade, pois é o que se passa conosco em relação ao espaço e ao tempo (separados, por favor)! A tendência de queda dos objetos em direção ao centro da Terra é uma questão, e Leibniz avançou na tentativa e de explicar o fenômeno: “…mercúrio e água são massas de matéria pesada, com poros através dos quais passam…fluidos insensíveis, que determinam o peso dos corpos volumosos… O peso dos corpos sensíveis em direção do centro da Terra deve ser produzido pelo movimento de algum fluido” (“Correspondência com Clarke”).
Vejam que seu raciocínio apontava para o sentido oposto ao da gravidade (embora não tenha sido muito explícito nesse caso): seriam forças do Cosmo que, em seu “ataque” e vencidas as barreiras da Terra, promoveriam essa queda: “Sabemos, porventura, se as estrelas…não exercem também influência sobre nós?” (“Novos Ensaios”, Livro IV- Cap. V). A mentalidade da maioria dos físicos não lida bem com o que se passa além da nossa possibilidade de compreensão plena: uma METAFÍSICA. Nisso se inspiram mais até em Descartes, para quem a CLAREZA era O critério para a verdade*. Não ousou S. Hawkings decretar o fim da filosofia!? Ouvi de um Prof. Emérito da UFRJ, pesquisador respeitado em psicofarmacologia, anedota sobre um pesquisador que estaria sob um poste de luz, com uma chave na mão, tentando abrir um carro que não estava lá. Alguém passa e pergunta: “Mas v. não está vendo que o carro não está aí?”. “Sim, mas aqui tem luz!”, responde ele! Não há nisso desdouro algum, apenas a constatação de que as “verdades primeiras” das coisas implicam sempre algo para além. As pesquisas precisam se dar nesse ambiente de luz (sic) e suas descobertas, ainda que frequentemente não atinjam a origem dos fenômenos, ajudam muito na evolução do conhecimento.
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ANAXÁGORAS: ANTECIPOU A REPULSÃO E O “BOMBARDEIO” GENERALIZADOS NO COSMO!
“O sol e a lua giram em seu curso em função da REPULSÃO do ar!“ (Anaxágoras, Cosmologia- ITEM 9: https://plato.spbu.ru/RESEARCH/burnet/burnet.pdf), no qual explica os eclipses pelas interposições sucessivas (sol, lua e Terra) bloqueando periodicamente a visão dos dois primeiros.
Substituamos a palavra “AR” (aplicada por Anaxágoras) pelo novo conceito de ENERGIA ESCURA (reconhecida pelos astrônomos como fator de repulsão generalizada, ou seu resultado) e o paralelismo é impressionante. Essa analogia entre o AR dos antigos pensadores e a ENERGIA ESCURA dos astrônomos contemporâneos é quase obrigatória. O estudo das propriedades do AR resultou na negação do vácuo na Terra (Empédocles demonstrou ser o ar uma “substância corporal”, &107, J. Burnet); já a energia escura, por sua expansão permanente, implica a negação de haver vácuo no cosmo. O TODO (inclusive suas partes invisíveis) sempre estaria pleno de alguma coisa: o ar, para os antigos, e a energia escura, para os astrônomos. Mas Anaxágoras foi mais longe nessa antecipação das teses aqui abraçadas (a partir da obra de Leibniz). O grego foi, em verdade, muito mais explícito na defesa da repulsão generalizada no cosmo do que o alemão, pois dela retirou algumas conclusões muito consequentes. Antecipou também o verdadeiro bombardeio a que os planetas (e demais corpos celestes) estariam submetidos, em função da REPULSÃO assinalada. A queda de um meteoro em Aegospotami (467 AC)—que exerceu papel preponderante no desenvolvimento de sua cosmologia—levou-o à conclusão de que esses corpos celestes eram como que atirados sobre a Terra à maneira das catapultas e estilingues usados nas guerras e conflitos por…espaço. Talvez seja hora de parar de imaginar um cosmo totalmente diferente em relação ao que se passa na Terra. Há, com toda certeza, diferenças importantes, mas concluir que, em certas regiões do cosmo, as “leis da física” não funcionam é beirar o esotérico que os físicos tanto repudiam. Que pensemos, nesses casos e em relação aos achados surpreendentes, como fazemos em relação aos PARADOXOS (2 opiniões que se contradizem sobre um mesmo tema): implicam limitação grave do nosso conhecimento e dos falsos conceitos que inventamos e passamos a propalar, até que alguém aponte a contradição implícita. Diante de um paradoxo qualquer, aplico um PRINCÍPIO (não muito original): A NATUREZA NÃO SE CONTRADIZ, nossa pobre razão é que vive a “trair” a natureza inventando conceitos sem a eles aplicar um mínimo de LÓGICA. O narcisismo, diante das evidências em contrário, faz o “trabalho” restante de salvar as aparências!
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SISTEMA SOLAR FIGURANDO O IMPÉRIO INGLÊS… E O DE NEWTON TAMBÉM?

“Uma série de guerras nos séculos XVII e XVIII com a Holanda e a França deixaram a Inglaterra…como a potência colonial dominante.” (WIKIPÉDIA).
A projeção sobre o cosmo das crenças e concepções para o funcionamento das coisas sempre foi a regra, não a exceção, especialmente pelos poderes dominantes de uma época. Assim se deu com os mitos, o grego em particular; assim foi no tempo do poder dito cristão, que tentou submeter o mundo e talvez tenha sido assim também com a GRAVIDADE “milagrosa” de Newton. Imaginemos um “SOL REI” (não confundir com o “Rei Sol”-Luiz XIV) cercado por entes como que capturados e iluminados pela fonte maior de luz. Pensemos neles girando à sua volta, dóceis e comportados, mas dos quais o “Império” mantém uma distância segura e então a figuração estará quase completa. Newton tornou-se um verdadeiro Imperador nas ciências, em um paralelismo impressionante com o Império inglês (chamado britânico a partir dos acordos com a Escócia no auge do poder de Newton, 1707). Só isso explica os vários DECRETOS por ele como que baixados (ver acima). Só faltou um arauto para desenrolar e ler a ordem de “S. Majestade” em praça pública. E então, quase todos se calaram. Talvez seja a hora de uma inversão total no raciocínio e de aplicar metáforas para confrontos e enfrentamentos, em vez do “platonismo” da atração à distância: os planetas fariam parte de uma espécie de escudo, móvel e giratório, projetado pelo sol em sua própria “defesa” contra os “ataques” do cosmo; um escudo que gira sem se afastar em função da pressão oposta e externa (gerando o equilíbrio constatado). Toda a pressão envolvida seria exercida através da assim chamada energia escura. O que chamamos gravidade, tendência ao movimento em direção ao centro da Terra, seria consequência dessa energia (fluidos, segundo Leibniz) que ultrapassa a barreira que a própria Terra também conseguiu erguer. O efeito da lua sobre as marés é óbvio e sempre foi visto como consequência de ação “gravitacional” (atração). Mas também aqui pode haver uma inversão: pensemos na subida da maré, em uma certa região, como fruto da “proteção” da Terra, pela interposição da lua, contra a ação de repulsão exercida (através da energia escura) pelo sol. Quando, em um sistema de forças contrárias, uma delas é bloqueada, especialmente em se tratando de água, essa mesma água tende a se deslocar no sentido da força que foi bloqueada. É bom lembrar, ainda, que a força de repulsão do sol tenderia a contornar a lua e como que “espremer” a Terra pelas laterais, o que aumentaria ainda mais o deslocamento da água. Talvez algumas contas sejam suficientes para a confirmação da hipótese, mas essa é tarefa para outros que dominam melhor esses instrumentos e cálculos.
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“GRÁVITON”: MISTIFICAÇÕES “NEWTONIANAS” ATINGINDO OS MAIS GRAVES TONS!
“A detecção de um gráviton, se ele existir, provou ser bastante problemática. Devido ao fato da força gravitacional ser tão incrivelmente fraca: um ímã de geladeira pode gerar força suficiente para elevar uma massa contra a força de gravidade gerada por um planeta inteiro.”
Aqui chegamos ao máximo da mistificação, superada apenas pela invenção de uma “energia negativa” física, não esotérica ou simbólica. Alguns físicos se deram conta de que seria necessário caracterizar alguma partícula intermediadora da gravidade, à qual até já batizaram por antecipação e passaram a gastar muitos milhões na sua procura. Quem sabe reproduzirão o mito do “monstro do lago Ness”?! Mas esse até que dá algum lucro com turismo e outras atividades de passatempo e curiosidade.
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*“…Náo pode ocorrer que eu me engane, porque toda concepção clara e distinta é, sem dúvida, algo de real e positivo” (Descartes, “Meditação Quarta”); “…as coisas que concebemos mui clara e distintamentr são todas verdadeiras…” (“Discurso do Método”, quarta parte). Esse mesmo pensador defendeu a “geração espontânea”: “…todos os dias as moscas e inúmeros outros animais…são produzidos pelo sol, pela chuva e pela terra, nos quais não há nenhuma vida, como há nesses animais…”