I. NEWTON: TODOS OS SEUS “GRANDES CONCEITOS” CAÍRAM POR TERRA-I

(Tempo…Espaço…Vácuo…Átomo (indivisível): só faltava a GRAVIDADE…FALTAVA!)

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NOTA: muitos haverão de se perguntar o que um psiquiatra tem a dizer a respeito. Só o faço por me apoiar nas formulações e PRINCÍPIOS de GW Leibniz, que são de uma lógica impressionante, permitindo múltiplos desdobramentos. Além disso, os físicos estão tão perdidos sobre o Cosmo que estimulam outras intervenções (ver abaixo). Em vários textos aqui publicados, sempre apoiado no pensador, apontei o quanto a hipótese da GRAVIDADE não parecia ter lastro algum, apesar da sua aceitação generalizada. É o que os físicos estão começando a admitir…320 anos depois da demonstração por Leibniz. Quem hoje a tenta sustentar talvez o faça mais por vergonha e constrangimento do que por convicção. Em relação ao interesse que esse texto possa despertar, penso que a capacidade de julgar um conjunto de IDEIAS apenas por elas mesmas, independentemente de quem as formulou, demonstra HONESTIDADE INTELECTUAL. Um dia os físicos haverão de se curvar diante da obra de GW Leibniz e sua antecipações geniais ao apontar:

“…as noções incompletas dos filósofos, como o vácuo, os átomos (indivisíveis, de Epicuro e Newton), o repouso absoluto…; como a “primeira matéria” que se concebe sem forma…, como o tempo, o espaço e outros seres da matemática pura” (GW Leibniz, “Nouveaux Essais…” (Livro II-CAP 1)

https://ia600504.us.archive.org/9/items/nouveauxessaissu00leib/nouveauxessaissu00leib.pdf

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A gravidade era o último resquício do GEOCENTRISMO: tudo convergiria para o centro da Terra, através de uma ação que nem o próprio Newton ousou tentar explicar: “…Até aqui, não fui capaz de descobrir a causa das propriedades da gravidade”  (“Princípios Matemáticos”). Um pouco mais adiante, porém, ele tenta filosofar: “…um certo espírito que penetra e jaz escondido em todos os corpos sólidos…através de cuja força e ação as partículas dos corpos se atraem entre si a distâncias próximas (!?). E vejam que ele faz uma distinção entre essa “força” e o magnetismo: “os corpos elétricos operam a distâncias maiores, tanto se repelindo como atraindo…” . Mas é quando se refere ao Cosmo que a pequenez de sua concepção fica mais evidente: “…e para que os sistemas das estrelas fixas (?) não caiam, devido à sua gravidade, uns sobre os outros, Ele (Deus) colocou esses sistemas a imensas distâncias entre si”. Deus parece até um dono de loja de brinquedos! Não somos obrigados a encontrar explicações para tudo. Antes das explicações razoáveis, porém, costuma haver um esforço enorme de eliminar muitas delas, através da aplicação de PRINCÍPIOS. Bastaria aplicar o da “Razão Suficiente” (Leibniz) para AFASTAR o recurso aos milagres e forças ocultas. Newton, aliás e com frequência, faz a defesa de “milagres”, assim como S. Clarke, escalado por Newton para levantar “cortinas de fumaça” contra Leibniz. Escreveu Clarke: “…o sol atrai a Terra através de um espaço vazio…temos aí simplesmente um fato atual descoberto pela experiência…a simples vontade de Deus não é uma razão suficiente para operar de uma maneira antes que de outra…? (“Quinta réplica de Clarke contra Leibniz”). Essa não é fala de quem tem espírito científico. Bem pior foi a humilhação a que J. Locke se deixou submeter por respeito ou medo de Newton. Ver discussão a respeito neste blog: “E A GRAVIDADE…UM DIA TAMBÉM VAI CAIR!” (maio/2021):

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ATMOSFERA: UM ESCUDO CONTRA OS “ATAQUES DO CÉU”?

“O conflito é o pai e a mãe de todas as coisas” Heráclito de Éfeso (cerca de 500 AC)

A ideia de um céu plácido, ilustrado por uma atração platônica entre todos os astros, em permanente e respeitosa atração, é consequência da crença em um Deus que tudo regeria com perfeição. A simples observação das inúmeras catástrofes bíblicas, como a destruição de Sodoma e Gomorra e tantas outras, associadas ao bombardeio de meteoros, deveria ser suficiente para fazer intuir exatamente o contrário. A mitologia grega já antecipara a necessidade da Terra se defender do Céu para poder gerar a vida (Hesíodo): URANO (o céu) oprimia GAIA (a Terra), impedindo-a de se expandir e trazer seus filhos à luz. Por isso, Gaia tramou com seu filho CRONOS a emasculação de seu pai (Urano) durante o ATO de penetração (por ela indesejada) para afastá-lo de vez. Esses gregos! Diante disso, a tragédia de Édipo, como diz o povo, é pinto! Deixemos de lado essa história de “atração platônica entre os astros” (gravidade) e abracemos a ideia de uma REPULSÃO ATIVA—imprescindível para o surgimento da vida—contra a opressão e o bombardeio cósmico. Que Newton descanse em paz e que os físicos parem de adorar o “ÍDOLO DA TRIBO” (deboche de Leibniz a partir da formulação de F. Bacon) e de tentar arranjar saídas honrosas para seus erros. Que repitam com LEIBNIZ e J. Locke: só um milagre poderia “explicar” aquela atração à distância. Só a submissão a Newton pode ter levado os físicos ao absurdo repetido:

Não podemos entender o interior de um buraco negro porque lá as leis da física não funcionam” (Chris Impey, Univ. do Arizona)

https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/nada-escapa-da-gravidade-avassaladora-dos-buracos-negros-explica-professor/

Parece-me uma afirmação pouco responsável! Que “leis” seriam essas que “não funcionam”? Não estariam levando a RELATIVIDADE um pouco longe demais? Se está se referindo à “Lei da gravidade”, que tal deixar de lado a ATRAÇÃO, trocando-a pela REPULSÃO generalizada no Cosmo? Tenho a impressão de que tudo se resolveria.Estariam todos (astros, matéria escura e possíveis outros) se empurrando eterna e mutuamente. Nesse caso, e como costuma acontecer em um sistema onde todos “se empurram”, caso exista um ponto de fragilidade (no qual um dos entes para de exercer sua pressão) seria provocado um movimento em sua direção (os buracos negros?). Durante todo esse processo, e necessariamente, seria gerada uma pressão muito para além da capacidade de mensuração por nossos instrumentos. Digam o que disserem…Aqui tem lógica!

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