CULTURA: A GLOBO E OS ESTEREÓTIPOS QUE TENTAM GRUDAR NOS POVOS ORIGINAIS!

(Cultura brasileira “TÁ NA MODA”…CUIDADO! Os estereótipos matam!)

“Quando o sentimento de um povo se endurece de tal modo; quando a história passa a servir à vida passada, se mumificando, é quando a árvore começa a morrer, de uma morte que não é natural; aquela que parte das ramas e vai descendo até a raiz, que também acaba por apodrecer!” (“Da Utilidade dos Estudos Históricos”, segunda das “Considerações Extemporâneas”* NIETZSCHE AOS 30 ANOS)

NOSSA CULTURA ORIGINAL MUITO MAIS RESILIENTE DO QUE PENSAM!

“Limpa a Cultura de Vocês aí!” (L Hulk)

“A verdade dessa gente salta pelos poros, mesmo quando as intenções parecem boas. Os “Globais” foram capturados pelos personagens estereotipados que representam e querem aplicar o mesmo aos povos originais. Depois de apontar a necessidade da LUTA que cada povo precisa travar pela sua CULTURA, Nietzsche aponta também o perigo OPOSTO!

Os “primeiromundistas” sempre pensam que o sonho de todos os povos é “chegar ao seu próprio nível”. Os exemplos não são auspiciosos e não é pelo uso de um celular ou vestimenta que deixarão de ser quem são! O tal “primeiro mundo” parece meio perdido, especialmente do ponto de vista do respeito mútuo e cooperação. E então…guerras e mais guerras! Por curiosidade, aqui compartilhamos CULTURA (no SUL: Brasil/Uruguai, ver abaixo) que ignoram fronteiras. E por lá? O que é feito da Alsacia e Lorena, joguete nas guerras França X Alemanha? Conseguem compartilhar CULTURA? Sua situação precisa ser estudada, como um “LABORATÓRIO” para o papel da CULTURA na aproximação dos povos! Na Europa, os deslocamentos, especialmente dos germânicos, para a R. Tcheca, países Bálticos e outros, foram usados segundo a perspectiva do expansionismo e da guerra, sugerindo um não compartilhamento de CULTURA. O tal “pangermanismo” e seu correlato perverso: o arianismo, traziam a marca da violência contra a CULTURA em geral e a todas as culturas em particular. Já por aqui…!

BRASIL, URUGUAI, ARGENTINA, CHILE, PARAGUAI…A CULTURA PARA ALÉM DAS NAÇÕES!

“’Quero conquistar minha liberdade’, diz a si mesma uma alma jovem. Mas isso parece proibido pois a acaso quer que duas nações se odeiem e se combatam; que exista um mar entre dois continentes e que, à sua volta, se ensine uma religião que não existia há milhares de anos”(Nietzsche em “Schopenhauer, Educador”).

Nunca a filosofia foi tão poética como através da pena de Nietzsche. Leio ali um grande lamento pelas coisas serem como eram e ainda são: tantos são os determinantes de “valores” que nos aprisionam! Do ponto de vista COLETIVO, os mais perversos se dão em torno das NAÇÕES (e suas fronteiras) e das diferentes ETNIAS. Nesse sentido, a CULTURA, com seu compartilhamento e mútua fecundação, é SEMPRE o melhor instrumento para a aproximação entre os povos em geral: onde impera a cultura, a harmonia perdura! É o que se passa no SUL da América do Sul, a partir do compartilhamento de uma CULTURA: “Essa cultura promove uma forte identidade regional, muitas vezes mais ligada à geografia do pampa do que às fronteiras políticas, e é um fator importante na integração regional e no sentimento de pertencimento compartilhado.”(WP)

UMA PALAVRA SOBRE A “PROVÍNCIA CISPLATINA: “são 2 prá lá, 2 prá cá!”

“A cultura daquela região, mas não somente, tem sido apresentada no Rio, sob CURADORIA d@s violonistas Maria Haro (uruguaia), Vera Andrade e Marco Lima.

Visitei, há já muito tempo, uma exposição sobre o “O Império Português no Brasil”. Em uma das barracas, havia alguns mapas com os dizeres no alto: “Quando aqui estávamos, o Brasil representava 51% da A. do Sul; hoje são 49%”. Aproximando-me, constatei: os tais 2%, de diferença, eram o território que é hoje o Uruguai! Que coisa ridícula! Parecia uma brincadeira de crianças, apenas que no pior dos sentidos: um “LEGO LEGO”. Em relação aos tais 2% e os seus “movimentos”, prefiro ficar com o bolero de A. Blanc e J. Bosco“São 2 prá lá…2 prá cá!…Quer dizer…ao contrário: foram 2 prá cá…2 prá lá…de volta e tornados 100%…URUGUAI! Que esses movimentos sejam sem fronteiras e com um pé em cada nação…mas não a danação que certamente decorreria do militarismo! E não é que, no idos de Médici, chegaram até a elaborar um plano de “reanexação” do Uruguai! Pobre humanidade, quando fica na mão desse tipo de gente! Ganhamos todos! Nem todos os esforços, de ingleses e outros (dividir para reinar) derrotaram nossa cultura, aliás, de todos os povos da região! O samba abaixo foi concebido como um Samba Enredo: TODOS OS DEUSES REVIVEM NA AVENIDA!

OS DEUSES NO EXÍLIO (inspirado em livro do poeta H. Heine: tocar e aguardar um pouco)

Vi…Eu vi meu filho
Uma procissão de deuses no exílio!
Vi….a dança ser pecado
Vi… o riso amaldiçoado (mas)
Revivem hoje, agora e aqui de novo
Pela força da arte e a inspiração
Dos semideuses que vivem em nosso povo!
EU VI….
Vi… Atena se esconder!
Vi…Dionísio esvanecer!
Vi até mesmo Apolo se curvar
Sob o peso da palavra e o poder
Do homem que mais nos soube amar!
PORÉM!
Porém, muita gente se esqueceu
De que todos os deuses são sagrados…
Sagrados, pois temidos e amados.
E bem melhor que vencedor e derrotados
É tê-los todos sempre do seu lado
(REFRÃO)
Voa, voa Orixá
Vem com a força da maré!
Desce aqui nos inspirar
De mãos dadas com o Pajé!
Faz crescer, meu Orixá
Em todo homem a nossa fé!
Vem no meu corpo baixar
Por coração, cabeça e pé!
EU VI……….

…………………………….

*Tão expressiva a denominação: “Extemporâneas” (ou “Intempestivas”, como alguns preferem traduzir). Sabia do quão solitário haveria de ser o seu caminho. Sua crítica ao símbolo maior daquele “nacionalismo”, o velho David Strauss, calou tão fundo que provocou um silêncio generalizado em torno de Nietzsche…por quase toda a sua vida 

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