CULTURA DEMAIS OFENDE QUEM DESTRUIU SUA PRÓPRIA CULTURA!
(Não bastava criticar, era preciso tentar DESTRUIR o VALOR que afrontava o alemão)
Márcio Amaral (tema aprofundado em “A MORAL E A ÉTICA NA FILOSOFIA”)
NIETZSCHE: NÃO HÁ CULTURA ALEMÃ
“Que espetáculo lamentável: um aleijão se pavoneado diante de um espelho…Não existe, até hoje uma CULTURA alemã original…Cultura é unidade de estilo em todas as manifestações de um povo. Ter muitos sábios não é meio de cultura, frequentemente seu contrário: a BARBÁRIE; confusão caótica de todos os estilo” “Considerações Intempestivas” Quando d vitória da Alemanha contra a França (1870), AMEAÇANDO A CULTURA
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Muito típico dos povos que destruíram sua própria Cultura é fazer a APOLOGIA da CIVILIZAÇÃO. No caso alemão o problema atingiu até a própria língua: o termo “KULTUR” é usado tanto para CULTURA como para CIVILIZAÇÃO: uma aberração. Afinal, a civilização: implicando todo o processo de organização e ordenação das cidades (e nações), com frequência se volta contra as manifestações culturais dos povos. Quem pode não apreciar a civilização? Mas que ela se faça não como um fim em si mesma (como tem acontecido), mas em função da CULTURA de seu próprio povo. O melhor exemplo dessa OPOSIÇÃO (artificial) podemos ver nas polícias e nos carros de limpeza, com seus jatos de sabão atingindo carros alegóricos e pessoas que desfilam em atos culturais nas cidades do sul dos EUA… por aqui também! Sua mensagem é óbvia: “Toleramos vs apenas por não ser possível sua extirpação”! E foi com esse espírito que o narcisista olhou para os pés do PAVÃO!
“Não há nada de errado com os pés do PAVÃO, mas nos olhos de quem é cego para a beleza” (“A GAIA CIÊNCIA”, Nietzsche)
POBRES ALEMÃES! A MORTE DE SUA CULTURA LEVOU AO MILITARISMO…NAZISMO…
“Uma severa disciplina e obediência submissa não têm relação com a CULTURA…perdeu-se, na Alemanha o conceito de CULTURA…O povo alemão em uma caótica confusão de todos os estilos…barraca de feira” (IDEM)
Em 723, S. Bonifácio, durante os confrontos para “cristianizar” (no pior sentido que a palavra pode ter) os povos germânicos, promoveu o corte do assim chamado “Carvalho de Thor” sob o qual se reuniam suas tribos. Significativamente, a acusação era de que os pagãos prestavam culto à NATUREZA; tudo aquilo cujo resgate se tornou a grande luta Nietzsche. A outra acusação era a de que promoviam sacrifícios (não especificados). Se aconteciam ou não, é difícil asseverar. Agora…que “os cristianizadores” partiam da intenção específica de sacrificar, não restam dúvidas. A ironia foi a associação desse acontecimento à árvore de Natal: “Desse evento e da pregação de Bonifácio, que usou um pinheiro para explicar a Santíssima Trindade (Talvez pelo aspecto triangular e o fato de apontar para o céu…como o “carvalho do céu”, surgiu a tradição da Árvore de Natal, como um símbolo cristão de vida” (WP). Quem diria que algo tão singelo tem essa origem tão terrível. Décadas depois, foi a vez de C. Magno (772 d.C): “que destruiu o Irminsul, importante objeto pagão, reivindicando a suserania sobre a Saxônia. Dez anos depois, promoveu a execução de 4.500 saxões em sua campanha para cristianizar os saxões. O massacre ocorreu em Verden, Alemanha. O evento é atestado em fontes francas contemporâneas, incluindo os Anais Reais Francos”(WP). Mas o pior veio depois: A SUBMISSÃO TOTAL DOS GERMÂNICOS e o colapso de sua CULTURA original. Resultado: “…até o presente, os alemães não tiveram cultura, digam o que disserem…A cultura não pode nascer, crescer e se desenvolver senão juntamente com a vida…entre os alemães, é tratada como uma flor de estufa” (IDEM)
ÓDIO AOS JUDEUS: PRESERVARAM CULTURA E REPUDIARAM NAÇÕES!
Do lado germânico, a ausência de CULTURA e, no vazio decorrente e dramático, o crescimento de um culto permanente à NAÇÃO e ao militarismo, perante os quais, cada indivíduo (quando em contraposição) seria NADA: “Du bist Nichts” (Hitler). Do outro lado, entre os cultos semitas, havia exatamente o sentimento oposto: ausência de NAÇÃO ou mesmo de um projeto consequente nesse sentido. Mais do que isso, a própria ideia de nação era condenada por separar os povos. É o que afirma um dos mais respeitados pesquisadores da área: “O traço essencial, que distinguia os semitas em relação aos antigos cultos públicos (séc. VII a. C.)…era que eles não tinham por fundamento o princípio da nacionalidade, reunindo homens de todas as raças dispostos a aceitar a iniciação em seus sacramentos…” (“L’ Aurore de la Philosophie Grecque”, J. Burnet, Payot-Paris 1952).
O que havia de comum entre os povos germânicos e os de origem semita? Resposta: as violências sofridas por parte dos que se diziam cristãos. Ocorre que, enquanto os semitas preservaram sua cultura e crenças, os germânicos abraçaram a cultura e as crenças dos seus “conquistadores”. É fato bem conhecido: aqueles que “passam para o outro lado” acabam por ser tornar os mais violentos contra os que perseveraram na luta por sua liberdade e cultura. Foi o caso dos negros que se tornaram “Capitães do Mato”, caçadores de escravos fugitivos. Conclusão (um tanto especulativa, mas cheia de razoabilidade): a simples existência dos semitas representava a atualização da VERGONHA sentida pelos germânicos, por não terem conseguido lutar por sua própria CULTURA. Por isso precisavam ser eliminados! A hipótese de haver um inconsciente coletivo (G. Jung) parece muito razoável.
Disse HITLER um dia “Du bist Nichts” (“Você não é nada”, quando contraposto à NAÇÃO “über Alles”). Penso que esse sentimento quanto a NÃO SER NADA, individualmente em função de ser membro de uma CULTURA pujante e sempre renovada, atormenta os alemães até hoje. Daí o seu repúdio à CULTURA DO POVO que está conquistando o mundo, exatamente através de sua…CULTURA pujante, diversa e sempre renovada. Enquanto isso, os FILHOS DE CHOCADEIRA (K. KATINGUIRI e outros) vibram com essa tentativa de nos desclassificar.