CULTURA DEMAIS OFENDE QUEM DESTRUIU SUA PRÓPRIA CULTURA!

(Não bastava criticar, era preciso tentar DESTRUIR o VALOR que afrontava o alemão)

Márcio Amaral (tema aprofundado em “A MORAL E A ÉTICA NA FILOSOFIA”)

Disse NARCISO: “Vivemos em um dos países mais lindos do mundo….Perguntei aos jornalistas quem queria ficar no Brasil…todos ficaram felizes em sair daquele lugar”. Quanta desonestidade! Por melhor que seja um lugar onde eu possa estar, vou sempre querer voltar PARA O MEU PAÍS e para a minha…CULTURA! O que estava em jogo era o esforço NARCÍSICO de reforçar a vida SEM CULTURA dos alemães. “Sujo é o que sai da boca dos homens!”. E os jornalistas…Bem…como alemães obedientes e comportados, CALARAM-SE…como aluninhos do primário

NIETZSCHE: NÃO HÁ CULTURA ALEMÃ

“Que espetáculo lamentável: um aleijão se pavoneado diante de um espelho…Não existe, até hoje uma CULTURA alemã original…Cultura é unidade de estilo em todas as manifestações de um povo. Ter muitos sábios não é meio de cultura, frequentemente seu contrário: a BARBÁRIE; confusão caótica de todos os estilo” “Considerações Intempestivas” Quando d vitória da Alemanha contra a França (1870), AMEAÇANDO A CULTURA

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Muito típico dos povos que destruíram sua própria Cultura é fazer a APOLOGIA da CIVILIZAÇÃO. No caso alemão o problema atingiu até a própria língua: o termo “KULTUR” é usado tanto para CULTURA como para CIVILIZAÇÃO: uma aberração. Afinal, a civilização: implicando todo o processo de organização e ordenação das cidades (e nações), com frequência se volta contra as manifestações culturais dos povos. Quem pode não apreciar a civilização? Mas que ela se faça não como um fim em si mesma (como tem acontecido), mas em função da CULTURA de seu próprio povo. O melhor exemplo dessa OPOSIÇÃO (artificial) podemos ver nas polícias e nos carros de limpeza, com seus jatos de sabão atingindo carros alegóricos e pessoas que desfilam em atos culturais nas cidades do sul dos EUA… por aqui também! Sua mensagem é óbvia: “Toleramos vs apenas por não ser possível sua extirpação”! E foi com esse espírito que o narcisista olhou para os pés do PAVÃO! 

“Não há nada de errado com os pés do PAVÃO, mas nos olhos de quem é cego para a beleza” (“A GAIA CIÊNCIA”, Nietzsche)

POBRES ALEMÃES! A MORTE DE SUA CULTURA LEVOU AO MILITARISMO…NAZISMO…

“Uma severa disciplina e obediência submissa não têm relação com a CULTURA…perdeu-se, na Alemanha o conceito de CULTURA…O povo alemão em uma caótica confusão de todos os estilos…barraca de feira”  (IDEM)

Em 723, S. Bonifácio, durante os confrontos para “cristianizar” (no pior sentido que a palavra pode ter) os povos germânicos, promoveu o corte do assim chamado “Carvalho de Thor” sob o qual se reuniam suas tribos. Significativamente, a acusação era de que os pagãos prestavam culto à NATUREZA; tudo aquilo cujo resgate se tornou a grande luta Nietzsche. A outra acusação era a de que promoviam sacrifícios (não especificados). Se aconteciam ou não, é difícil asseverar. Agora…que “os cristianizadores” partiam da intenção específica de sacrificar, não restam dúvidas. A ironia foi a associação desse acontecimento à árvore de Natal: “Desse evento e da pregação de Bonifácio, que usou um pinheiro para explicar a Santíssima Trindade (Talvez pelo aspecto triangular e o fato de apontar para o céu…como o “carvalho do céu”, surgiu a tradição da Árvore de Natal, como um símbolo cristão de vida” (WP). Quem diria que algo tão singelo tem essa origem tão terrível. Décadas depois, foi a vez de C. Magno (772 d.C): “que destruiu o Irminsul, importante objeto pagão, reivindicando a suserania sobre a Saxônia. Dez anos depois, promoveu a execução de 4.500 saxões em sua campanha para cristianizar os saxões. O massacre ocorreu em Verden, Alemanha. O evento é atestado em fontes francas contemporâneas, incluindo os Anais Reais Francos”(WP). Mas o pior veio depois: A SUBMISSÃO TOTAL DOS GERMÂNICOS e o colapso de sua CULTURA original. Resultado: “…até o presente, os alemães não tiveram cultura, digam o que disserem…A cultura não pode nascer, crescer e se desenvolver senão juntamente com a vida…entre os alemães, é tratada como uma flor de estufa” (IDEM)

ÓDIO AOS JUDEUS: PRESERVARAM CULTURA E REPUDIARAM NAÇÕES!

Do lado germânico, a ausência de CULTURA e, no vazio decorrente e dramático, o crescimento de um culto permanente à NAÇÃO e ao militarismo, perante os quais, cada indivíduo (quando em contraposição) seria NADA: “Du bist Nichts” (Hitler). Do outro lado, entre os cultos semitas, havia exatamente o sentimento oposto: ausência de NAÇÃO ou mesmo de um projeto consequente nesse sentido. Mais do que isso, a própria ideia de nação era condenada por separar os povos. É o que afirma um dos mais respeitados pesquisadores da área: “O traço essencial, que distinguia os semitas em relação aos antigos cultos públicos (séc. VII a. C.)…era que eles não tinham por fundamento o princípio da nacionalidade, reunindo homens de todas as raças dispostos a aceitar a iniciação em seus sacramentos…” (“L’ Aurore de la Philosophie Grecque”, J. Burnet, Payot-Paris 1952).

      O que havia de comum entre os povos germânicos e os de origem semita? Resposta: as violências sofridas por parte dos que se diziam cristãos. Ocorre que, enquanto os semitas preservaram sua cultura e crenças, os germânicos abraçaram a cultura e as crenças dos seus “conquistadores”. É fato bem conhecido: aqueles que “passam para o outro lado” acabam por ser tornar os mais violentos contra os que perseveraram na luta por sua liberdade e cultura. Foi o caso dos negros que se tornaram “Capitães do Mato”, caçadores de escravos fugitivos. Conclusão (um tanto especulativa, mas cheia de razoabilidade): a simples existência dos semitas representava a atualização da VERGONHA sentida pelos germânicos, por não terem conseguido lutar por sua própria CULTURA. Por isso precisavam ser eliminados! A hipótese de haver um inconsciente coletivo (G. Jung) parece muito razoável. 

Disse HITLER um dia “Du bist Nichts”  (“Você não é nada”, quando contraposto à NAÇÃO “über Alles”). Penso que esse sentimento quanto a NÃO SER NADA, individualmente em função de ser membro de uma CULTURA pujante e sempre renovada, atormenta os alemães até hoje. Daí o seu repúdio à CULTURA DO POVO que está conquistando o mundo, exatamente através de sua…CULTURA pujante, diversa e sempre renovada. Enquanto isso, os FILHOS DE CHOCADEIRA (K. KATINGUIRI e outros) vibram com essa tentativa de nos desclassificar. 

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