VORTIOXETINA-III: DETERMINADA LIBERAÇÃO DO MENOR ACAUTELADO!
(Por atos bizarros, 3 dias após início da substância: liberação massiva de Dopamina?)
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“Prezado, Dr. Marcio (Mensagem d@ criminalista responsável pelo caso)
Venho informar que usei sua consultoria sobre os malefícios da droga, que levou o menor ao surto, para despachar com o Juiz; entre outras medidas jurídicas e fomos vitoriosos. O menor encontra-se em liberdade junto aos familiares. Muito Obrigado (a) (ver textos anteriores)
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(ver abaixo)
https://www.instagram.com/reel/C-lIzo2vCQJ/
Foi com enorme alegria que recebi a mensagem acima. Sei que não posso repetir a afirmação d@ CRIMINALISTA: “…que levou o menor ao surto…” , apesar de totalmente adequada nas palavras da defesa do jovem, pois precisam estar convencidos até para convencer outras pessoas. Em relação à ciência, e quanto à nossa possível chegada a conclusões, precisamos ser mais cuidadosos. No campo da INTERVENÇÃO medicamentosa, especialmente em relação a novos medicamentos, os controles de suas primeiras aplicações devem partir da VALORIZAÇÃO extrema de qualquer indício de prejuízos a eles relacionado e o caso da TALIDOMIDA é paradigmático. Em relação ao papel por mim assumido, são SUFICIENTES: suspeita razoável e esforço de bem FUNDAMENTAR as correlações assinaladas. Nesse sentido, estou certo de que o material por mim levantado, estudado e exposto atingiu plenamente os OBJETIVOS desejados*. Já em relação às possíveis “certezas” (se é que há muitas) e sua procura, essas precisam ficar por conta dos responsáveis pela introdução da nova substância no uso generalizado. Uma coisa é certa: sua divulgação para os médicos seguiu a FALTA DE PADRÃO de seriedade que se generalizou nesses casos. Os médicos jovens precisam desenvolver “anticorpos” para se defender de manipulações.
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DOS RISCOS INEVITÁVEIS PARA NOVOS MEDICAMENTOS!
Não podemos esquecer da Talidomida—sedativo, anti-inflamatório e hipnótico—-cuja introdução marcou a década de 1950 pelas mal formações provocadas. Depois de um início de uso promissor, revelou-se um dos piores desastres da história das intervenções médicas. Ou seja, esse tipo de risco precisa estar “no radar” para todas as substâncias, especialmente as recém introduzidas. O que não é aceitável é a DESONESTIDADE da “criação de um clima de ôba-ôba”, como se o produto fosse um novo cosmético. Têm-se falado muito (e com razão) no processo assim chamado de “ADULTIZAÇÃO” de menores nas REDES sociais, mas nada se diz daquilo que está na sua origem: A INFANTILIZAÇÃO de adultos pelas MÍDIAS oficiais e empresariais. Assisti, a contragosto, vários deles e não encontrei referências a observações graves já assinaladas e agora reforçadas pelo novo material (2015) do qual extraímos duas afirmações a discutir:
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4296590
—“O mecanismo de ação da vortioxetina não é totalmente compreendido…”
Os autores não aplicaram o termo “MULTIMODAL”: ação quase simultânea em vários sistemas intermediados por diferentes NEUROTRANSMISSORES. A “novidade” teve conotação propagandística. Vista de forma crítica, é uma “receita” de desastres anunciados. Por isso associei a tal “ação multimodal” ao “APRENDIZ DE FEITICEIRO”: aprendeu a disparar feitiços, mas não sabe como os controlar ou fazer cessar.
—“É necessário monitorar tendências suicidas e alterações incomuns no comportamento…devem ser rastreados para transtorno bipolar, pois o tratamento apenas com antidepressivo pode aumentar a probabilidade de um episódio maníaco.”
Fica a pergunta: o que quiseram dizer com “alterações incomuns no comportamento”? Nunca li nada parecido associado a uma nova droga. Fica a certeza de que essas tais “alterações” aconteceram. Estranho é que evitem nomear. Pioraram a situação, pois naquela advertência cabem TODAS as possibilidades.
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*Estando eu em final de carreira universitária e tendo sofrido múltiplos atos de isolamento ativo, foi uma grande oportunidade. O mais claro daqueles ATOS se deu quando eu dirigia o IPUB. Apresentei, ao nosso J. Brasileiro de Psiquiatria, artigo para ser avaliado em “peer rewiew”. Valendo-se do anonimato, colegas (ligados à ABP) de outros estados não apenas o vetaram como dele debocharam. Constrangida, a funcionária responsável tudo fez para não me entregar a “sentença”.