FINANÇAS-IPUB: DO “ANO PROMISSOR” AO PESADELO DIÁRIO!

(C. Hospitalar não tem mais sentido com a entrada da EBSERH em algumas unidades )

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A crise financeira por que passa o do IPUB atingiu praticamente todas as áreas, desde a falta de medicamentos à comida, passando até por material de escritório. Como poderão ver, na sua mensagem de início do ano, o diretor do IPUB falou em um ANO PROMISSOR; apontou algumas dificuldades pelas quais as Universidades Públicas estariam passando (min 7)—chegou a usar a palavra PENÚRIA—mas reafirmou seu otimismo, uma vez que o atual governo seria um apoiador dessas universidades. Parecia até uma expressão de FÉ de crentes em seus deuses: “O Sr é meu pastor e nada me faltará!”. Aquilo que os colegas da DIREÇÃO parecem ainda não ter entendido, é que, há muitos anos, a distribuição, entre nossas várias UNIDADES, dos recursos encaminhados pelos governos nunca foi JUSTA e PROPORCIONAL, tendendo a beneficiar o HUCFF sem aplicar um mínimo de critério. Temos sido tratados (a exceção foi durante a gestão de A. Teixeira) como os “primos pobres” da UFRJ. Por isso, quando o diretor fala em “PENÚRIA DA UFRJ” (como um todo), está reforçando a deformação e abdicando do esforço de tornar mais justo aquele repasse interno de recursos. Uma coisa é certa, se essa deformação não for resolvida, o problema continuará, pois o HUCFF é um verdadeiro sorvedouro de recursos. Alguém tem notícias do C. Hospitalar? Não faria mais sentido, considerando as imensas diferenças nas situações Que os recursos sejam destinados INDIVIDUALMENTE e a partir de critérios claros e justos. 

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DIREÇÃO EM UM DILEMA “HAMLETIANO”: “To be or not To be…”!?

Não tenho condições de balancear a origem do atual DESFINANCIAMENTO: se o fator principal é a não destinação de recursos pelo ME ou se o problema maior é o repasse insuficiente e injusto desses recursos pelas autoridades da UFRJ. De mais uma coisa, porém, estou convencido: para que avancemos, a Direção vai precisar confrontar as forças que nos estão “estrangulando”. A comunidade do IPUB precisa ter a certeza de que sua DIREÇÃO está disposta a realizar aquilo para o que foi empossada: lançar mão de TODOS os recursos legais para defender a INSTITUIÇÃO-IPUB, nas duas frentes de embate. Caso contrário, começaremos a achar que os compromissos partidários e a tentativa de manter boas relações pessoais estariam determinando uma eventual INAÇÃO. 

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REHUF…EBSERH? ESTARÍAMOS SENDO PUNIDOS “EXEMPLARMENTE”?

     Eu, que defendo o atual governo como o mais consequente para liderar os avanços no país (e são muitos), sei que ele está longe de ser homogêneo. Os dois MINISTÉRIOS, com os quais temos relações mais próximas (Educação e Saúde), por exemplo, estão capturados pela mentalidade PRIVATISTA. Quem duvida de que a EBSERH implica um abraço perverso entre os dois? Na mesma mensagem, diz o diretor ter o IPUB “perdido sua segunda fonte de financiamento, o REHUF, cuja origem é o repasse do MS para apoiar unidades hospitalares universitárias que prestam serviços ao SUS”. Não há ali uma sombra de LÓGICA. Talvez um SILOGISMO ajude:

1-o REHUF implica “repasses do MS para apoiar HUs que prestam serviços ao SUS”;

2- o IPUB é uma dessas UNIDADES;

LOGO: o IPUB deveria continuar a receber os repasses do MS (o que parou de acontecer).

Falta um dado que vai esclarecer. Desde sua origem (2010), o REHUF escondia uma malícia: os valores repassados visavam reformas e “melhorias” nos HUs com o objetivo de os ENTREGAR “arrumadinhos” a uma certa EBSERH. Ficamos reconhecidos com a iniciativa, até que a malícia se revelou na plenitude (“Laranja madura/Na beira da Estrada…). Assim, a única maneira de conferir lógica à fala do diretor seria*: ESTAMOS SENDO PUNIDOS pelas derrotas que o IPUB infligiu à EBSERH e aos PRIVATISTASA EBSERH só queria mesmo o “filé”…e tinha que estar “ao ponto”. Por isso, um “naufrágio” daqueles que derrotaram a EBSERH serviria de exemplo para todos os que ousassem protestar no futuro.

Para esclarecer outra informação errada: a finalidade do REHUF nunca foi o CUSTEIO de despesas, como é fácil concluir do que foi dito acima. Seu uso para custeio implicava uma perversão de finalidade. Como sua chegada não tinha regularidade, não poderia mesmo ser voltada ao essencial no dia a dia. 

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SUGESTÃO: ESCLARECER O DESFINANCIAMENTO E AGIR:

1-Levantar a variação dos valores encaminhados para o IPUB, através de suas fontes principais, nos 5 anos anteriores à PANDEMIA: RECURSO FEDERAIS; RECURSOS PAGOS POR SERVIÇOS (SMS); REHUF e outros eventuais.

2-Tomar a média desses valores como referência, após a correção monetária e, se for o caso, DEMONSTRAR a perda de recursos nos últimos anos.

3- Promover ampla divulgação e discussão desses dados, não somente na UFRJ, mas com todos os entes interessados: ME, MS, SMS, participantes da rede de acolhimento e assistência ao extrato mais frágil das sociedades em geral.

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*Não sei se continua o aporte desses recursos às unidades que aderiram à EBSERH.

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