DEMISSÕES EM MASSA NO IPUB: DIRETOR OU “SÍNDICO DE MASSA FALIDA”?

(Reitor e Diretor tentando não associar seus nomes àquilo que os ENVERGONHA)

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NOTA: com alguma frequência, Direções de unidades públicas são forçadas a adotar medidas não muito “populares”. O que não podem é tentar escapar de RESPONSABILIDADES intransferíveis. Vejam um trecho da COMUNICAÇÃO das demissões, sem qualquer assinatura. Trata-se de um bom exemplo da definição de burocracia (H. Arendt): “Governo de ninguém, dedicado a ninguém”. Além disso e segundo informações fidedignas, nosso vice-diretor, quando da ausência do titular, se recusa a assinar documentos essenciais para o funcionamento da instituição. A situação é tão esdrúxula que não precisamos comentar. Há certas responsabilidades que não se podem assumir apenas “em parte”. 

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Prezados profissionais extraquadro…

…Ao final do mês de Março, infelizmente, por determinação da Pró-Reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças (PR-3), serão encerrados todos os vínculos remanescentes dos profissionais extraquadro, em virtude da falta de verba.

Atenciosamente, Departamento de Pessoal IPUB” 

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O desleixo e descaso dessa comunicação impressiona. O que dizer daquele“por determinação da pró-reitoria”? Como assim? Nenhuma pró-reitoria tem o poder de tomar decisões do gênero. Sua função, no caso, seria apenas a adoção das providências administrativas para a viabilização de uma ordem superior. Em verdade, falou mais alto o constrangimento dos gestores que estão sempre falando “em defesa dos interesses dos trabalhadores”“SOLUÇÃO”: tentar se esconder atrás de subordinados. RESULTADO: a maior impessoalidade possível diante da mais dolorosa e difícil atitude para um gestor público, adotada como algo meramente burocrático. O mesmo procedimento irresponsável (no sentido da responsabilidade pelo ato) se deu internamente: nenhum documento referente à tal “ordem” foi apresentado e o DIRETOR não assinou o comunicado, apelando para o muito impessoal…”Dep. do Pessoal”. Vejam que sequer é dito ali, como de hábito, estarem cumprindo uma “ordem da DIREÇÃO”. Confesso que fiquei envergonhado pelos colegas e pelo fato da nossa instituição ser tratada dessa forma por quem deveria ser seu GUARDIÃO: o Reitor Roberto Medronho e o Diretor do IPUB, Pedro Gabriel Delgado! 

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TRABALHADORES TRATADOS COMO ÍTENS DESCARTÁVEIS

O que dizer, ainda, da chula sentença tentando “justificar” o ato: em virtude da falta de verba”? Quem tem um mínimo de experiência em GESTÃO PÚBLICA sabe que essa sentença deve ser traduzida para “Não é prioritário!”. Sempre há VERBAS para aquilo que uma gestão considera prioritário, simples assim. Considerando o colapso que deverá ocorrer em alguns serviços do IPUB, especialmente na área de Tecnologia de Informação (essencial em várias áreas e cujos trabalhadores serão afastados), podemos concluir: O bom funcionamento do IPUB não é prioritário para a REITORIA. Já em relação ao Diretor, na melhor das hipóteses*, parece não estar disposto a se “desgastar” com seus “superiores”, defendendo interesses dos trabalhadores e da instituição que dirige. O mínimo dele esperado, considerando o prejuízo que certamente virá para o nosso funcionamento, seria um protesto público. Se tivesse um pouco mais de preocupação institucional, faria uma REPRESENTAÇÃO AO M. PÚBLICO FEDERAL, órgão público responsável pela garantia dos interesses da população. Estou convencido de que qualquer movimento seu nesse sentido receberia apoio e reconhecimento generalizados.

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ALGUÉM DUVIDA DOS GRAVES PREJUÍZOS INSTITUCIONAIS QUE VIRÃO?!

A Instituição será a maior prejudicada, não restam dúvidas. Basta aplicar uma lógica rasteira para sua demonstração. Quando se recorreu àquelas contratações—1995, em função da suspensão de concursos públicos por FHC—esses trabalhadores foram considerados essenciais para nosso funcionamento. Considerando que não estão previstos CONCURSOS para sua substituição e que o IPUB expandiu muito suas ações no período, um grave prejuízo certamente decorrerá do ato pouco responsável. Nega-lo implicaria dizer que a UFRJ pagou salários por décadas a milhares de pessoas improdutivas, ideia que não passa na cabeça de quem tem discernimento.

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*Na pior das hipóteses—e o colega deveria refletir sobre isso—o diretor não se importaria muito com um eventual colapso daquilo que muitos no seu entorno continuam a chamar MANICÔMIO. Seu drama pessoal parece ser enorme: dirigir uma instituição cuja origem e finalidade considera perversas. Cartazes nas paredes do IPUB como “…LOUCURA NÃO SE PRENDE” são dirigidos à própria instituição e sob o beneplácito de quem a dirige. Isso se confirmou quando arrancaram um pequeno cartaz que pus ao lado: “ASSISTÊNCIA…QUEM APRENDE?”,cujo princípio era: só quem não tem noção sobre ASSISTÊNCIA à S. Mental pode chamar PRISÃO aquilo que é voltado à PROTEÇÃO…se necessária. Enquanto o IPUB vagueia por UTOPIAS, unidades de emergência da cidade seguem sobrecarregadas na nobre função de ACOLHIMENTO, ASSISTÊNCIA e PROTEÇÃO.

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