“CAVALO DE TROIA”-II: QUANTAS BIOGRAFIAS SENDO MACULADAS!
(ESTACIONAMENTO bloqueado: nem em BRUZUNDANGA houve atitude tão despropositada)
AOS IRRESPONSÁVEIS, TUDO PARECE TÃO FÁCIL…!

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Fico pensando se os colegas, que hoje respondem pelo IPUB, sabem a definição de uma EMERGÊNCIA na MEDICINA em geral e sua aplicação na intervenção em S. MENTAL: situações que emergem, implicando risco de morte ou lesão grave para o próprio paciente ou para os demais. Saberiam, talvez, que o conceito se aplica também à PSIQUIATRIA? Ou pensam que lidamos somente com as situações lúdicas (que muito valorizo, diga-se de passagem)? Já ouviram falar que o simples fato de alguém sofrer de um transtorno mental implica ELEVAÇÃO marcante do risco dessa pessoa atentar contra a própria vida? Dos jovens que pregam os cartazes irresponsáveis nem digo nada. Afinal, como disse o poeta H. Heine: “Os pintos piam como os galos cantam”! São também VÍTIMAS da IRRESPONSABILIDADE reinante, que contamina e prejudica sua formação. Além disso, e considerando que muitos dos que cercam o atual Diretor já indicaram INTERNAÇÕES PSIQUIÁTRICAS (em unidades públicas e/ou PRIVADAS), há no seu silêncio uma certa hipocrisia. Não há como tergiversar: os cartazes não visam melhorar os critérios para a internação ou torná-las mais breves. Isso se faz no DIA A DIA e estudando caso a caso, não em cartazes que EMPORCALHAM o IPUB nos dois sentidos da palavra: concreto e subjetivo. NÃO! Estão julgando, do alto da sua ignorância e CONDENANDO nossas práticas de forma generalizada; o que inclui GESTÕES ANTERIORES, é bom não esquecer.
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EXPERIÊNCIAS DE OUTRAS UNIDADES PODERIAM MUITO NOS ENSINAR!
Conheço razoavelmente o funcionamento de pelo menos 2 UNIDADES PÚBLICAS de acolhimento e intervenção em S. Mental; o que envolve a possibilidade e realização de INTERNAÇÕES: CPRJ e HPJ. Suas gestões têm à frente colegas que foram e são muito ligados ao movimento (mal denominado) “REFORMA PSIQUIÁTRICA”, do qual participei desde a primeira hora, mas não na linha de frente; junto com João Ferreira, ajudando a capacitar o IPUB a ampliar o acolhimento e alcance do apoio ao fechamento de unidades privadas. Não conheço o processo pelo qual os colegas passaram, individual e coletivamente, nas suas impressões sobre o papel das INTERNAÇÕES em psiquiatria, mas seria interessante que dissessem algo a respeito. Certamente reconhecem o quanto são, eventualmente, imprescindíveis, em função de PREVENIR riscos muito graves. Uma coisa é certa: suas UNIDADES parecem lidar bem com a indicação eventual de internações.
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ESTACIONAMENTO BLOQUEADO! CAPRICHO DE UM CANDIDATO A “REIZINHO”?
Nem nas monarquias absolutistas um rei pode fazer o que quiser! Um bom exemplo é Ludwig II (da Baviera), que, por suas extravagâncias e loucura (das quais R. Wagner soube se aproveitar) foi afastado e morreu misteriosamente. Mesmo na “REPÚBLICA DE BRUZUNDANGA*” era esperado um mínimo de lógica norteando as condutas dos poderosos. Sendo assim, fica a pergunta (que talvez nunca tenha resposta satisfatória): quais as razões subjacentes à conduta estapafúrdia do “Sr Diretor” do IPUB? Eu teria uma hipótese baseada em NIETZSCHE e sua “VONTADE DE PODER”: nosso colega se sente tão “desempoderado”; tão desadaptado à função, que, em um arroubo incontrolável tomou a atitude esdrúxula. Desde então, e como diz o ditado (“Palavra de Rei…”), estaria com dificuldade de reconhecer a tolice que tem prejudicado tanta gente. Mas eu fico pensando também na incapacidade de seus “conselheiros” para convencê-lo do desgaste. De qualquer maneira, e se nada mais vier a ser lembrado da sua gestão, ficará registrado nos anais do IPUB o “Nunca dantes” realizado…BLOQUEIO DO ESTACIONAMENTO por cerca de um mês.
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*LIMA BARRETO criou um país fictício para debochar dos desmandos da REPÚBLICA militarista que “desmandava” no Brasil de seu tempo.