“SOCIEDADE PARTIDA”: APOSTANDO NA DIVISÃO…COMO OS BOLS…-III

(Pobre PRESIDENTE! Com esse tipo de apoiador não precisa de inimigos!)

Márcio Amaral (Este espaço é aberto àqueles que quiserem responder às críticas aqui publicadas)

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NOTA: esse é mais um esforço de desmistificar ideias que têm toldado a visão de muita gente. Costumo chamar as UNIVERSIDADES de “O TEMPLO DOS DEBATES”, pois essa foi—desde a primeira, PARIS (século XIII)—a nossa principal característica. Quem acompanhou as escaramuças sub reptícias, tramas e “conversas ao pé do ouvido” na REITORIA/DECANIA/OUVIDORIA (anteriores) com aqueles cuja candidatura apoiavam, sabe do que foram capazes para impor uma direção ao IPUB. Estudaram até minha GENEALOGIA para me atacar (a partir de parentes distantes)! Os “super progressistas” não se envergonharam de uma prática HIGIENISTA. Na tentativa de minha difamação, o conferencista chegou a dizer publicamente não ser “normal que eu não me candidatasse a diretor; devia haver algo escondido”; frase que seu porta-voz quase oficial escreveu. Como nada disso colou e caminhavam para a derrota, a Reitoria, ofendida pelas derrotas VERGONHOSAS que lhes infligimos (“Viva….”, EBSERH…), promoveu INTERVENÇÃO, nomeando diretora uma apoiadora declarada do conferencista. Veio a violência contra o COLÉGIO ELEITORAL e seus PRINCÍPIOS estabelecidos pela LEI FEDERAL 5540. O resultado é provisório. Será julgado em breve, pois há um M. DE SEGURANÇA em curso. Vamos a um resumo das teses a discutir sobre a conferência…a conferir!

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OMITIR A LEI DA R. PSIQUIÁTRICA: COMPARÁVEL À OMISSÃO DO “GRITO DO IPIRANGA”!

Já imaginaram um resumo OFICIAL dos acontecimentos que levaram à INDEPENDÊNCIA DO BRASIL omitindo o GRITO DO IPIRANGA só por alguém não gostar de PEDRO-I? Poderia relativizar, criticar, até debochar daquele “grito”…OMITIR…nunca! Foi o que o colega fez com o ponto culminante da nossa luta, e não por ignorância. Lendo detidamente o TEXTO: “Reforma Psiquiátrica e Política de S. Mental no Brasil”- M. da Saúde-2005, pensei: quem sabe foi dirigido aos membros de um PARTIDO que tentavam se apossar (dirigir seria legítimo) do PROCESSO? Algumas de suas candentes sentenças parecem um ALERTA aos aventureiros: “A Reforma Psiquiátrica é maior do que novas leis e normas; maior do que o conjunto de mudanças nas políticas governamentais e nos serviços de saúde” e outras. Quem o redigiu certamente era um(a) SERVIDOR(A) de CARREIRA do M. Saúde envolvido(a) em todo o PROCESSO. Quem sabe antecipava e tentava evitar seu uso perverso e mesquinho por interesses partidários?! Nunca saberemos! A palavra PARTIDO deriva “uma PARTE” (da sociedade), talvez por isso o conferencista adore falar em SOCIEDADE PARTIDA. Só na divisão consegue sobreviver politicamente. Uma coisa é certa: o conferencista nunca esteve à altura daquele grande acontecimento. Por isso todos os esforços em reduzi-lo ao alcance de seus próprios valores e…mãos. Sua surpresa quanto a eu não querer ser DIRETOR—em função de saber o quanto atrapalharia as relações IPUB/ABP, com a qual tenho contencioso insolúvel—é outro exemplo desse esforço de reduzir os fatos aos seus próprios “valores”.

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TÍTULO DA CONFERÊNCIA: ALÉM DE CHULO…DISFUNCIONAL E ERRADO!

O incômodo causado pela sua leitura foi imediato: um Diretor de órgão público; em acontecimento OFICIAL e público; referente a práticas públicas de um governo (por isso IMPESSOAIS, segundo o PRINCÍPIO da IMPESSOALIDADE) citando o nome do presidente…! Queria mostrar intimidade? Nunca esteve tão distante do presidente, que se esforça por encontrar um “MMC” na difícil situação atual. Parecia ser só de mau gosto, até eu ler o título do Documento citado: Reforma Psiquiátrica e política de Saúde Mental no Brasil”. Pena que o conferencista não tenha aprendido nada com seus chefiados no M. DA SAÚDE. Estava tudo dito ali: a partir da LEI da Reforma Psiquiátrica, era estabelecida a política de saúde mental que TODOS os presidentes teriam que aplicar. Nem Bolsonaro conseguiu feri-la seriamente. O fato de ter sido aprovada no governo FHC em nada a diminui, até porque as lideranças dos movs que a viabilizaram ajudaram a levar o atual presidente ao poder, com meu apoio crítico. 

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E A CONFUSÃO FEITA COM DADOS NUMÉRICOS….!

Números podem muito esclarecer, mas também podem levantar “cortina de fumaça” quando a serviço de mistificações. O conferencista usou o percentual de aumento do número de CAPS a cada 3 anos (período que ele mesmo desrespeitou), para “demonstrar” que no governo do Vice (pós impeachment-2016-8) teria havido elevação de apenas 2,2%. “Esquecia-se” (ativamente, talvez) de que quanto maior o número ABSOLUTO a cada período, MENOR tende a ser o percentual de elevação nos seguintes. Aquela diminuição vinha já ocorrendo desde o final do primeiro período, quando houve um “boom” de novos CAPS. Se aplicarmos a tolice percentual à elevação, durante os 2 primeiros anos (2001-2, gov. FHC) de instalação de CAPS, os resultados são estratosféricos. Afinal, partiam de quase ZERO e chegaram a 500. Nosso colega se arvorou falar em números, mas parece não muito versado no assunto. Uma PERÍCIA TÉCNICA, para avaliar a exposição e sua crítica, talvez seja interessante. (https://www.ipub.ufrj.br/)

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