POR 2 VEZES O NORDESTE SALVOU O BRASIL: 1932 e em 2022!

(ESTADO NOVO à parte, os nordestinos em S. Paulo não deixariam a italianada fracionar o Brasil) 

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Carta de Mário de Andrade Manuel Bandeira, 01 de março de 1934 (EDITORA DA UNIVERSIDADE DE S. PAULO-EDUSP-em 2000)

“Os italianos irritam poderosamente os nordestinos emigrados para cá…é observação que fiz já antes de 32: nordestino em SP abomina italiano. Em 32 isso fulgurou…com dois cearenses-paulistas que estavam lá em Lindóia e confessaram tudo com lealdade…Quando chegaram no hotel, umas ítalo-brasileiras…., falando separatista; que eram só paulistas e não brasileiras. O baiano, o gaúcho* e dois cearenses eclataram. Desaforo! Acharam em voz alta e o cearense, primeiro sargento da polícia, 9 anos em SP, ficava danadíssimo, pois as queria italianas…foi um caro custo prá eu acalmar o lampeãozinho indignado…” 

*Os gaúchos foram também mestres na manutenção de nossa UNIDADE em lutas anteriores.

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Nem vou falar do que se passou em 2022, pois tudo está muito vivo na memória. Em 1932 (também não vou discutir o mérito ou demérito da aventura) houve escaramuças, enfrentamentos, mortes…mas dali nada mais poderia resultar. Os inúmeros nordestinos de S. Paulo não consentiriam (ainda que indiretamente) sua separação do Brasil. SP estava já por demais impregnado de Brasil através dos nordestinos…Seu destino muito brasileiro, cedo ou tarde, haveria de se impor! Já no ano passado…Que perigo! Mesmo sem terem ocorrido mortes (Pandemia à parte), o desastre de um novo governo do fascismo tupiniquim (curiosamente também “italianado”, em moldes “mussolínicos” ainda mais ridículo) haveria, esse sim, de dividir o Brasil. As consequências? Melhor nem pensar!

No mais, eu que sou filho de uma nordestina, lembrei-me de uma CIRANDA (ou quase) que escrevi e gravei (sem percussão…quase imperdoável!) há alguns anos. Minha família…e mãe…nunca foram assim, propriamente! Mas eu sabia admirar aquilo que nunca tive, ainda que numa dimensão ideal…ou utópica…até deixar de ser!

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UM COZIDO NORDESTINO (com Luiz Henrique: APÊ ESTUDIO)

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Quando mamãe vai preparar um bom cozido

Deve pensar, “Terei os tolinhos reunidos,

Mamaram todos com aflição aqui no peito

E até me olhavam como a um ser mais que perfeito”

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É ela quem compra tudo que entra na panela

E quanto amor percebo em cada ato dela!

Cada legume é o preferido de cada um dos filhos

Mas…como brigamos por uma espiga de milho!

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As carnes são boas e não tá aí todo o mistério. 

Foi seu tempero que tirou papai do sério

Aos elogios sorri discreta e sem espalhafato,

SIM!…PODE O PARAÍSO SE ESPALHAR POR SOBRE UM PRATO

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Em um instante eu me transformo em um menino…

Naquelas mãos tá quase todo o meu destino.

Você quer ver como um pirão quase derrete um coração,

Pois vem provar dum bom cozido nordestino!

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Sempre há nordeste em todo canto onde há Brasil

Quem sabe foi o amor de mãe que nos uniu?

Um quase nada…recebe e aceita toda gente…

AH! Só os infelizes tratam mal o diferente

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Os muçulmanos quando rezam voltam-se a Meca

Tudo é solene e nesse instante ninguém peca

Com a gente não, seremos sempre uns bons Cabras da Peste

Mas…os olhos mareiam quando lembram do nordeste.

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