REITOR PROIBINDO FESTAS NA P. VERMELHA E OFENDENDO DISCENTES!
(Weintraub foi embora, mas deixou representante: “Vade-Retro…Reitor Retrô”!)
Márcio Amaral- IPUB-UFRJ

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NOTA: pode parecer que eu tenho prazer em dizer o que tenho dito sobre um Reitor da Universidade na qual construí minha vida (desde 1971, aliás, bem antes, pois minha mãe se formou aqui também). Em verdade, não! Mas não consigo fazer reverência meramente a cargos. Pelo contrário, penso que quanto mais elevado ele seja, maior a expectativa de que essa pessoa esteja à sua altura. Infelizmente, não parece ser o caso. E então, vale o dito latino, aplicado ao que se espera de pessoas com certo nível de responsabilidade: “Corruptio optimi, pessima est” (a corrupção daquilo que há de melhor é o que há de pior). Leia-se a palavra “corrupção” no sentido de algo que se deteriora; valores em geral. Nesse sentido, a reitora (que recebeu os votos) deve também explicações à nossa comunidade acadêmica; assim como o reitor anterior que foi um dos articuladores dos esforços para entregar à exploração privada o PATRIMÔNIO por cuja guarda era o maior responsável.
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“…embora pareça uma prática tradicional, a realização de festas estudantis gera impactos negativos: barulho excessivo, sujeira, perturbação da ordem etc.” (Nota da Reitoria, “Diário do Rio” 23/5).
Como foram capazes de usar um “etc.” em um documento dessa importância…e com matiz ACUSATÓRIO!? Trata-se de um contraponto com WEINTRAUB propiciando às mentes sujas inventar à vontade. Completem o “etc.” com: “balbúrdia, uso de drogas, sexo, plantação de maconha…etc.” e weintraube se materializará. Não por acaso, a reitora foi saudada muito amistosamente por Bolsonaro e…Weintraub. Mas o mais engraçado é o “embora pareça uma prática tradicional”. O reitor e os que o cercam andam precisando de um dicionário. Eles decidem o que é ou não tradicional? Gente assim costuma considerar “tradicionais” somente acontecimentos oficiais, de preferência com salamaleques, becas e “homenagens ao Sr Diretor”. É atraso demais!!! “Vade-Retro!. O que dizer, ainda da “perturbação da ordem”? Essa seria assinada pelos defuntos ditadores a partir de 1964. Sobre a “SUJEIRA, vou me alongar um pouco mais adiante. Por fim, os “impactos negativos”! Devo dizer que ninguém causou mais impacto negativo à imagem da UFRJ do que essa reitoria. O tempo dirá!
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AMEAÇAS AOS ESTUDANTES, MAS NÃO SOMENTE!
“Em caso do descumprimento…a universidade…fará imediata apuração interna para sua devida responsabilização, sem prejuízos de acionamento de autoridades competentes.”
É óbvio que uma regulamentação das festas precisa ser promovida, mas não sob ameaças. Deve haver “autoridades competentes”, mas se o forem mesmo, não vão “meter a mão nesse vespeiro”. Quiseram dizer a POLÍCIA, mas ela interfere quando há flagrante violação da LEI e isso…a reitoria teria que provar. Ou estaria pensando em acionar “conhecidos” nos governos Estadual ou Municipal para meramente REPRIMIR? Esse reitor é mestre em blefar, ou como dizem no nordeste: “Fazer farol com o chapéu dos outros”. A UFRJ já teve reitores cuja saída foi comemorada (JH Vilhena, imposto por FHC). Nenhum, entretanto, deixou uma herança tão deletéria ao nosso patrimônio e nome. Parece mais um movimento em função dos “ATIVOS IMOBILIÁRIOS” (novo nome do “Viva”). Agiu como um “Síndico de Massa Falida”, mas a única falência vista aqui é a da sua gestão. Vai deixar para trás a tarefa de fazer recuar a ocupação que usa o Canecão como desculpa. A primeira pergunta a ser feita pelas “autoridades competentes” (a Justiça, no caso) seria: trata-se de determinação para os diversos campi da UFRJ, ou é uma “ordem seletiva”, apenas para o Campus PV? Se é assim, alguém pode interpretar essa atitude como a de um CORRETOR de imóveis preocupado com a clientela para a qual quer entregar um patrimônio para uso PRIVADO, com garantias de não haver vizinhos barulhentos.
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E A “SUJEIRA”?! BEM MENOR DO QUE A PROMOVIDA PELA REITORIA EM 2019!
É a máxima HIPOCRISIA de toda essa história. No auge da nossa resistência ao tal “VivaUFRJ”, a reitoria simplesmente ABANDONOU o Campus PV à própria sorte. Sim, por mais de 6m, esteve sem firma responsável pela sua limpeza. O mato cresceu sem limites nos campos de futebol. Havia montes de lixo acumulados em vários pontos do campus, especialmente no muro que o separa do IP PINEL. Registramos ali até um DESCARTE de caixas de remédio (configurando crime), cuja procedência conseguimos estabelecer: as pessoas já estavam se acostumando à ideia de haver lixo espalhado por todo lado. Chegamos a mobilizar trabalhadores do IPUB para que ajudassem a recolher lixo, fora da sua área oficial de ação. Vizinhos da L. Müller tiraram fotos para se queixar e o Diretor da ALMA, Sr Abílio, fez várias fotos dos locais acompanhado por mim. Fizemos uma REPRESENTAÇÃO junto ao MPF, o que levou a Reitoria a, finalmente, regularizar a situação. A aposta da Reitoria parecia ser: tornar inabitável o ambiente para que as pessoas dele quisessem se livrar. Era óbvia a estratégia de abandono para posterior derrubada generalizada. Tiveram que recuar e nunca deram explicações para a conduta. Com que autoridade falam agora de sujeira no Campus?
Por fim, e independentemente de apoios eleitorais, nunca uma nova gestão foi aguardada com tanta expectativa. Sobreviveremos aos múltiplos ataques e a UFRJ ainda vai se orgulhar pela preservação do CAMPUS PV e outros, também ameaçados pela sanha devoradora do CAPITAL que ataca os povos originários, florestas, rios…etc. Todos sabemos que os colegas recentemente eleitos para a REITORIA têm forte compromisso com esses valores, com a saúde pública e com a preservação do AMBIENTE, para o qual as áreas livres são essenciais*.
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*Difícil é a situação daqueles que receberam do quase ex-reitor um apoio determinante na sucessão no IPUB; apoio esse confessado na posse (provisória, pois está em julgamento um M. DE SEGURANÇA).