IPUB-UFRJ: A “POSSE” DA CHAPA QUE NOS FOI IMPOSTA!
(Aquilo que os ATOS arbitrários já “gritavam”…as palavras sublinharam)
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“Queria agradecer à Decania…pelo trabalho cuidadoso…de nos ajudar na condução desse processo” (P. Gabriel Delgado: min 42 e 38 segundos).
Falar de “perda de isenção”, das autoridades universitárias da UFRJ nas eleições do IPUB, talvez seja eufemismo. O que parece ter havido (e a fala do reitor o sugere fortemente) foi a formação uma verdadeira “FORÇA TAREFA” para nos impor uma certa Direção. A INTERVENÇÃO, com o afastamento do Diretor eleito e sua substituição por colega que declarara total apoio aos “plurais”, parecia “gritar” pela reitoria: TEMOS CANDIDATO! Mas as verdades não resistem a se expressar…e por palavras! Nesse sentido, aquela “posse” não deixou a desejar: muita gente viu ali uma profusão de VERDADES ditas quase que em “estado bruto”. A interpretação de falas ambíguas é livre, desde que as referências sejam fiéis. Curioso foi ver a mesma pessoa (o vice-reitor) tecendo loas em homenagem à INSTITUIÇÃO cujas instalações e árvores tentou destruir. Quem se esqueceu de que, em jul/2019, ele entrou pelo nosso Gabinete dizendo: “Vocês vão ter que sair daqui!”? Há quem mude de discurso mais rapidamente do que “IRMAVAP” mudava de roupa. O material que segue será de grande valia, caso seja necessário um AGRAVO ao M. DE SEGURANÇA IMPETRADO.
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“DIRETOR” AGRADECENDO AJUDA DA DECANIA NA CONDUÇÃO DO PROCESSO!
Confessar que foram “ajudados” era já uma fala muito ambígua. Afinal, esperava-se que a ajuda tivesse sido à INSTITUIÇÃO. Como, porém, no período das “ajudas”, ele não falava pela INSTITUIÇÃO, a ambiguidade pareceu desaparecer. Mas podia piorar…e piorou. Dizer: “nos ajudar na condução desse processo” , implica dizer “NÓS CONDUZIMOS O PROCESSO…com a ajuda da Decania”. Há certas revelações que parecem escapar pelos poros, à revelia dos falantes. E como teria sido essa “ajuda”? Impedir a GESTÃO ELEITA de realizar o pleito, sem apresentar justificativas, foi uma “ajuda” e tanto. Promover e se associar à INTERVENÇÃO que promoveu a ILEGALIDADE outra. Quem quiser que estabeleça a relação direta entre os fatos! Como verão, a fala do reitor foi ainda mais sugestiva.
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REITORIA ACOMPANHANDO SITUAÇÃO DE PERTO E…”COLABORANDO”!!
“Nós estivemos sempre cientes do que estava acontecendo, colaboramos onde pudemos e estamos muito felizes com o resultado do processo!”
(Prof Carlos Frederico, aos 59 min da gravação)
Quando reporto essas falas, o sentimento que me invade é o de VERGONHA: pelos falantes, pela UFRJ e pelo IPUB. Insira aí o gaguejar do falante, como que se dando conta do que confessava, mas sem poder mais recuar, e a cena constrangedora estará completa. Dizer: “estamos muito felizes com o resultado do processo!” soa a uma confissão sem retorno. Mas ele continuou:
“Estou em final de gestão e essa é a posse de unidade mais festiva em que estive. Mostra que valeu a pena todo esse trabalho…”.
INTERPRETAÇÃO LIVRE: “Talvez tenha agido de forma irregular, mas vendo essa animação, me asseguro de que “valeu a pena…”. E como “deu trabalho”! Parece ter sido uma PRIORIDADE. Ele nunca deglutiu o vexame que o IPUB lhe impôs no “Viva…”. Atribuí-lo especificamente a mim e me “derrotar” era irresistível. Não deixa de ser uma homenagem!
Curioso foi ouvi-lo criticar a perspectiva mercadológica na gestão da COISA PÚBLICA. Mas não foi ele mesmo quem: 1- intermediou a entrega, ao MERCADO, de territórios da UFRJ sob sua guarda?; 2- ofendeu a UFRJ chamando-a de “A maior latifundiária da Z. Sul”?; 3- “trocou a roupa” do “Viva UFRJ” passando a chamá-lo “Valorização de Ativos Imobiliários”? Linguagem mais mercadológica impossível! Poucas vezes vi cena de hipocrisia tão explícita! E ele foi aplaudido pelos “plurais”, que parecem ter uma MORAL “MUITO PLURAL” e pastosa.
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DECANIA AGRADECENDO À COLEGA QUE “…Iniciou esse processo aqui…”!
Foi a colega (Mônica Pereira) que inventou um “VOTO DE MINERVA”, excluindo do processo eleitoral membros do Departamento de Psiquiatria e Med. Legal. Parece haver aqui também uma CONFISSÃO, pois, segundo consta, foi a DIREÇÃO eleita que iniciou o PROCESSO ELEITORAL. O único “processo” que a colega iniciou foi o da VIOLAÇÃO da LEI 5540/68 (LEI da REFORMA UNIVERSITÁRIA), da qual não tinha conhecimento, é verdade. O mesmo não se pode dizer de TODOS os componentes da mesa: são VIOLADORES DOLOSOS DA LEI. Sua prática está sob avaliação e aguardando julgamento.
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“DIRETOR” FALANDO APENAS PARA SEUS APOIADORES…!
Os ingênuos, ainda crentes em que o espírito universitário poderia inspirar o “empossado” a atitudes acolhedoras para com TODOS, deveriam ouvir seu discurso com atenção. Dirigiu-se exclusivamente aos que o “elegeram”; aos “coletivos”(Mestrado Profissional e da Residência Multi-Profissional), não à COLETIVIDADE. Foi um discurso de FACÇÃO, não de quem tem uma responsabilidade INSTITUCIONAL. Bem…pelo menos não foi hipócrita: “…minha gratidão ao coletivo IPUB-PLURAL…a todas as pessoas que formaram minha equipe e que vão formar a Direção…e a todos os colegas que têm participado dos debates….”. Nenhuma palavra aos demais. Poderia ter prestado mais atenção ao discurso do Decano que enfatizou o aspecto institucional. É fácil imaginar o que poderá nos esperar se essa pessoa não for apeada do poder pela JUSTIÇA.
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UMA FALA ESTRANHA E INTRIGANTE!
A mais intrigante (até porque parece intriga mesmo), foi o agradecimento do Decano (min.55) “ao ex diretor do IPUB, Jorge Adelino…pelos numerosos esforços despendidos no sentido de levar à frente o processo de escolha da nova direção”. COMO ASSIM?! Está louvando os esforços cujo prosseguimento ele mesmo BLOQUEOU sem dar suas razões (eram inconfessáveis?)? A frase é tão SURREAL e ABSURDA que ficamos pensando haver ali algo ainda não revelado. Quem sabe se referia ao fato do colega ter nomeado uma presidente da C. Eleitoral, a pedido do Prof. P. Gabriel? Que nosso colega cobre do Decano um esclarecimento a respeito. Bem mais prudente foi o discurso melífluo e etéreo da agora EX-INTERVENTORA.