IPUB: UM DIRETOR A SER CHAMADO “O BREVE”?!
(“TITANIC” afundando…!? “Violinos ao convés…entreter os viajantes”)
Márcio Amaral-vice diretor demissionário (ao perceber a farsa em curso)
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NOTA: Nossas alianças mostram bem quem somos. Os mesmos “magníficos” reitores que: 1- tudo fizeram para nos escorraçar do nosso espaço; 2- bateram palminhas com Crivella, comemorando a TERRA ARRASADA planejada; 3- chamaram a UFRJ “a maior latifundiária da Z. Sul“; 4- estão tentando nos enfiar a EBSERH “goela abaixo”, são os que beneficiaram um certo candidato, a partir da imposição de uma INTERVENTORA apoiadora de sua chapa.
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Ser denominado “O BREVE”, à maneira de Pepino IV, poderá ser o caso do colega eleito por um COLÉGIO ELEITORAL formado a partir da AFRONTA à LEI DA REFORMA UNIVERSITÁRIA e ao PRINCÍPIO DA ISONOMIA! Esperemos! Talvez seja o último “PEPINO” de uma gestão desastrosa (para dizer o mínimo) na REITORIA! Nesse caso, a grande questão, transcendental mesmo, seria: Terá ele o direito a um quadro pendurado na GALERIA DOS EX-DIRETORES? O que os antigos membros da galeria achariam de ter alguém que promoveu um burla à LEI ao seu lado? No decorrer inevitável do tempo, um dia perguntarão: “Quem foi?” e ninguém se lembraria de que teria sido (?) “O BREVE”.
Só para fazer um contraponto entre perfis, apesar de ter esse “direito”, declinei. Sentiria uma ponta de vergonha em fazer algo tão contrário às minhas disposições fundamentais: minha AVERSÃO A ARTIFÍCIOS! É algo insuperável para mim e que me tem fechado muitas portas. Há, nas UNIVERSIDADES, o cultivo de formalidades que me são impossíveis. Talvez seja fruto de um compromisso profundo com a gente simples do povo. No caso dos quadros, porém, as coisas tomam proporções esmagadoras: é difícil imaginar uma prática mais superada pela própria vida!
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—“NÃO É NORMAL!”,DO PRÓPRIO, PELO FATO DE EU SER VICE-DIRETOR POR 20 ANOS!
(E ter declinado de possíveis candidaturas…Sim, é muito fora dos padrões das UNIVERSIDADES!)
O “QUASE BREVE” nunca explicou direito o que quis dizer com esse “não é normal”. Seu “ghost-writer” (Manoel Olavo), porém, encarregou-se de “esclarecer”: “Não é normal…deve ter alguma coisa escondida por ali”. Sem querer debochar, quem sabe algum tesouro de valores não contábeis e abstratos, inacessíveis a eles mesmos? Como disse S. Tomas de Aquino, os homens julgam as coisas segundo o metro da sua própria inteligência. “Alpinistas sociais” não compreenderão nunca esse desprendimento quanto a cargos e “comendas”. Não disse um colega (da área do Direito) que eu não teria DIREITO a IMPETRAR o MANDADO, por não ser candidato e não ter interesse específico? É A MORAL DA UTILIDADE, ou seja: a inexistência de qualquer moral para além do INTERESSE.
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E O QUADRO? ELE VAI POSAR DE IMEDIATO? OU….
É questão TRANSCENDENTAL. Imagino até um diálogo entre um LEGALISTA e um FORMALISTA (caso o MANDADO tenha acolhimento):
LEGALISTA– “De forma alguma ele teria esse DIREITO! É o PRINCÍPIO da árvore podre, cujos frutos serão todos podres! Esses, aliás, mais podres do que nunca! A SENTENÇA condenou todos os ATOS, e de TODOS os envolvidos! Juntamente com o RESULTADO de eleições-farsa, foram “condenados”: Reitoria, Decania, Ouvidoria, Interventora e seu maior beneficiário, próprio candidato”.
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FORMALISTA–“Atenhamo-nos tão somente aos fatos muito concretos! Ele assumiu? Sim! Assinou documentos que tiveram algum valor legal (apesar da ilegalidade de origem)? Esquentou ele a cadeira destinada ao Diretor? Representou seu papel, recebendo os “al salamaleques” previstos? SIM! Então, independentemente do prazo exercido e dos motivos que determinaram seu afastamento, merece ter seu quadro pendurado nas paredes. Façamos um paralelo com os DITADORES que estão na lista dos PRESIDENTES DO BRASIL e têm seus quadros respeitados! A LEGALIDADE não é o fator determinante nesses casos, mas os FATOS e as FORMALIDADES.”
Fica a questão transcendental para os que virão!