VELHICE É UMA COISA! DECADÊNCIA…OUTRA MUITO DIFERENTE!
(Sobre uma sentença muito decadente ouvida nos “corredores das eleições”- IPUB)
…………………
“O seu momento de ser diretor vai chegar…Agora é a vez do……que é mais velho…!”. Dito por uma colega ao candidato mais jovem (mas que cultiva barba “venerável”).
HORÁCIO, viveu de 65 aC a 8aC

NOTA: O que se segue não se aplica ao Diretor do IPUB. Percebeu a hora de se afastar e renunciou à sua candidatura. De minha parte sei que esse tipo de cargo não deve ser um mero projeto pessoal. Precisa representar algo mais elevado: o reconhecimento de uma comunidade. Quando vejo, por ex. o #FORAAMARAL dito por adversários (inimigos, no caso), concluo: “Estou incomodando e isso é bom sinal”.
…………………
Que as UNIVERSIDADES adquiriram um matiz conservador—em choque com sua origem e história—todos sabem bem. Mas que esse tipo de argumento seria, um dia, verbalizado assim, cruamente, por um de nós, é de surpreender: a VELHICE como critério para seleção de cargos. Tratada como PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO, então, é de envergonhar. Só faltaram dizer que é a última oportunidade de alguém fazer parte da galeria de “retratos de veneráveis”! E dizer que eu me recusei a posar para ter um retrato por ali…enquanto vivo, é claro! Que tal criar uma “GALERIA DE CANDIDATOS DERROTADOS…os quase diretores?”. Nosso colega adora debochar do fato de eu ter sido várias vezes vice-diretor. Quem sabe ele será o “várias vezes candidato”?!
…………………
DO MELHOR MOMENTO PARA AFASTAMENTO DE PROFESSORES IDOSOS
Todos conhecem situações de professores que ocuparam cargos proeminentes; foram muito apreciados, mas não respeitaram a hora de se afastar. Tornaram-se um problema. O mundo avançou; muitos novos profissionais mais jovens estão lutando por renovação e aquela pessoa, outrora muito respeitada, virou um “trambolho”. Essa foi a origem das aposentadorias compulsórias (também chamadas “expulsórias”). Mas é bom não esquecer: o princípio que as norteou implicava OCUPAÇÃO DE CARGOS DE DIREÇÃO. Colegas exercendo esses cargos, sim, podem se tornar um incômodo, para dizer o mínimo, numa instituição qualquer, especialmente universitária. De minha parte, como sempre tive desprendimento em relação a esse tipo de cargo e poder (além de aversão aos “salamaleques” que seu exercício obriga), estou certo de que não provoco esse tipo de problema. Quem sabe provoco outro ainda maior, mas nada relacionado à idade?! Se o incômodo é com críticas, digo: talvez eu esteja exercendo o papel de não deixar que se imponham entre nós certas práticas e concepções precocemente carcomidas. E isso tem mais relação com outras características bem para além da mera idade. Nessas situações, lembro-me das assembleias de velhos caciques entre índios da A. do Norte, para discutir problemas mais sérios do momento (ver “Dança com Lobos”). Aliás, há que corrigir o muito tolo ditado “muito cacique prá pouco índio”. Trata-se de uma excrecência dos “civilizados” que transportam suas deformações para outros povos. Como disse o jornalista Whashington Novaes: índio adulto não obedece a ninguém. O cacique é apenas aquele que provou sua maior capacidade de liderar as batalhas e situações extremas.
…………………
DESAFINANDO O CORO DOS CONTENTES!? OSTRACISMO NELE!
Que todos saibam (e usem como quiserem), meu estilo e autonomia não são muito bem aceitos até pelos colegas mais próximos! Também eles se incomodam com o que digo, embora não as contestem publicamente. Sou mesmo um “desafinador de coros de contentes”. Vinha eu já sendo submetido a um curioso OSTRACISMO, sob a desculpa de não ter “WhatsApp”, quando, estando no exterior, tive que implorar notícias, fazendo as piores fantasias, é claro. Um dia os colegas vão, eles também, entender que, em tudo está a política, não a politicagem e o balcão de negócios que caracteriza nosso parlamento. Cheguei a produzir uma quadrinha a respeito:
“Do jogo inevitável da política/Ninguém fica de fora ou se isola/Aquele que ajoelha ou perde crítica/Está condenado a ser a bola!”
…………………
NOTA FINAL SOBRE O OSTRACISMO: eram votações (utilizando OSTRAS claras e escuras) aplicadas na Grécia para condenar pessoas ao exílio de cidades. Só recentemente me dei conta de que esse afastamento compulsório não se dava por crimes ou atitudes perversas em geral, mas frequentemente pelo seu oposto: as pessoas não queriam ficar ouvindo críticas, por mais que respeitassem o crítico. Tão atual! Bem, era melhor do que condenar ao SUICÍDIO, como fizeram a Sócrates. A própria ostra trazia um simbolismo muito rico. Difícil era saber quem ficava mais em uma ostra: o afastado ou a própria cidade que o afastou. No início, um; no seguimento, certamente outros.