IPUB: QUAL O PAPEL DO C. HOSPITALAR NAS NOSSAS ELEIÇÕES?

(EBSERH: uma política nada pública e antiuniversitária. Do PT e abraçada pelo BOZO!)

NOTA: no meu exílio sueco (daí o teclado), sem notícias da situação, resolvi entrar nas publicações da “IPUB PLURAL”. Quem sabe lá encontraria  informações que me têm sido negadas pelos mais próximos. Enganei-me! Tudo ali está bem velhinho. O “mal da não transparência”,  entre nós, não tem cor nem ideologia: é generalizado. Tantos OFÍCIOS trocados com a DECANIA: reconhecendo o poder da Direção para decidir sobre  C. Eleitoral e outro exigindo respeito ä sua sugestão de C. Eleitoral como condição para se comprometer com as eleições e outros de que não tenho conhecimento, mas nenhuma divulgação, de todas as  partes! Eis que me deparei com um apoio explícito do Diretor do  CH ä candidatura dita “de oposição”….que corre o risco de ser entendida como de apoio … à EBSERH.

É natural que o CH se interesse por tudo o que se passa nas UNIDADES a ele vinculadas (só do ponto de vista mais especificamente assistencial)! Como, porém, eleições em unidades universitárias são, em princípio, mais voltadas ao ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO, precisa manter um cuidado procurando por uma ASCENDÊNCIA—muito natural, dada sua importância—uma vez que não tem papel especificamente institucional. Considerando que sua direção tem defendido a implantação da EBSERH em nossos hospitais, qualquer intervenção mais direta daquela instância nas nossas eleições, vai reforçar a impressão de que a EBSERH está muito interessada nos seus resultados. Quando, então, o Diretor do CH, Prof. Leôncio Feitosa declara apoio à Chapa do Prof. Pedro Gabriel, podemos ter certeza de que a EBSERH tem candidato. Todos têm direito a apoiar a quem quiser, mas que aguentem os múltiplos desdobramentos de seus atos! Considerando que aquele colega: 

1- exercia cargo de destaque  no  Ministério que gestou  “O Ovo da Serpente”

2- durante essa longa “gestação, nunca nos advertiu do que vinha sendo preparado para o último dia daquele governo: anúncio EBSERH; 

3- durante as jornadas que derrotaram a EBSERH, nunca fez pronunciamento público a respeito, 

Considerando tudo isso, é fácil perceber as muitas afinidades entre a EBSERH e o candidato “de oposição”. Afinal,  o IPUB, através principalmente de seu (atual e à época) vice-diretor, esteve à frente das lutas que garantiram, até agora, nossa AUTONOMIA. O candidato “de oposição” precisa cuidar para não se parecer com um CAVALO DE TRÓIA entre nós.

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O FINANCIAMENTO DAS UNIVERSIDADES: ORCAMENTÁRIO E CONSTITUCIONAL

Guardemo-nos contra discursos ambíguos! Quem acompanhou nossos debates ouviu o “candidato” (está gravado)  criticar a EBSERH, mas aplicar a ressalva de ser contra sua implantação, “desde que tenhamos fontes de financiamento…”. CUIDADO! Esse é o tipo do discurso que deixa aberta a porta para dizer depois:  “Já que não temos financiamento…é inevitável, etc.”. Pois eu afirmo:  SOU CONTRA, por PRINCÍPIO e vou usar de todos os instrumentos e recursos na luta contra essa perda de autonomia e agressão à nossa finalidade precípua: formação  de novos profissionais sempre associada à assistência, o que tende a melhorar sua qualidade. A verdade é que os defensores da EBSERH atacaram as unidades universitárias por sua “menor produtividade” (sic) quando comparadas com unidades apenas ASSISTENCIAIS. Acontece que, por definição e por princípio, nossa “produção” não se pode medir pelos mesmos critérios com que se julgam unidades assistenciais. Quando trabalhamos sob a pressão da produtividade meramente contábil, o que sofre é o Espírito Universitário. E é esse que, em verdade, querem matar! 

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QUEM DIRIA!? ESTÅO CONTESTANDO O DIREITO AO VOTO DE TRABALHADORES!

As publicações do “IPUB PLURAL” apresentam em destaque o apoio e a escuta aos “trabalhadores e trabalhadoras do IPUB” (não necessariamente nessa ordem). Ocorre que esse “apoio e escuta” não é lá muito amplo no que diz respeito ao DIREITO AO VOTO. Os maiores protestos do “candidato de oposição e seu séquito” se deram exatamente quando esse direito foi reconhecido para todos os trabalhadores e trabalhadoras que estão em atividade no IPUB desde 01/03/2022, data na qual se iniciaram os cursos para as novas turmas de Residência e Especialização. Foi quando todos “de oposição” se declararam fora da reunião, oficialmente convocada pela Direção (basta ver a gravação). O CRITÉRIO aplicado foi: tempo de permanência em atividade no IPUB. Nossos colegas precisam vir a público apresentar seus argumentos para restringir o direito ao voto aos trabalhadores e trabalhadoras do IPUB. Consideram que estudantes têm mais direitos e capacidades do que os trabalhadores e trabalhadoras? Que o “trabalho mais intelectual” (sic) vale mais do que o manual….d@s trabalh……? Pensam assim? Que venham discutir com os T….e….T do IPUB. Defendam suas teses! Eles certamente terão toda capacidade de ouvir (muito mais do que muitos dos “intelectuais” que conhecemos), refletir e argumentar…ou alguém duvida disso?

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