ATÉ MINHA GENEALOGIA SOB ATAQUE…! INQUISIÇÃO? 

(GENEALOGIA lotou Campos de Concentração, é bom não esquecer!)

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“Calomniez, il en reste toujours quelque chose” (Caluniem! Qualquer coisa sempre restará) Beaumarchais

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DA PERSEGUIÇÃO À GENEALOGIA AO C. DE CONCENTRAÇÃO!

Quem fez e quem curtiu precisa dizer: “Fomos irresponsáveis!” Só isso pode salvar sua imagem.

A propósito de me caracterizar como autoritário, alguns colegas associaram minha imagem à de um parente ligado ao regime militar (Amaral Neto) com quem não convivi. O OPORTUNISMO não tem fronteiras! Através da genealogia, muitos judeus, ciganos e outros povos foram parar em C. de Concentração nazistas. Mas tudo começou na Espanha (1492), quando os judeus foram caracterizados como tendo “sangue ruim”! Foi com esse tipo de baixaria que, entre nós, as falsas esquerdas atiraram muitos bons técnicos no colo da DIREITA. Quem está disposto a ter seu nome envolvido nesse tipo de sujeira? Oprimidos, muitos bons técnicos se “abrigaram” sob o que há de pior! Ninguém é responsável por sua própria genealogia. Decifrei-a e ela não me devorou! Já os caluniadores…sairão chamuscados e vão me obrigar a falar sobre minha própria GENEALOGIA! Voltando ao “autoritário”, para que assim me caracterizem, terão que inventar um tipo todo especial: o autoritário que não quer o poder e se recusa a dar ordens.De uma coisa, porém, talvez eu não consiga me desvencilhar: da autoridade natural que emana de quem julga ser regido por PRINCÍPIOS e pelo INTERESSE PÚBLICO. Quem confunde essa autoridade com autoritarismo caiu em uma “geleia moral”, daquelas que terminam por engendrar o próprio autoritarismo. Não tenho medo de exercer a minha autoridade quando acho necessário, sempre escutando e refletindo a respeito. 

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FAMÍLIA PATERNA: “FACISTAS-CAMISAS VERDES”! JÁ A MATERNA…SOCIALISTA! 

Quem desconhece o papel de Filinto Müller e Plínio Salgado (líder dos “camisas verdes”) no fascismo que por aqui se instalou com o E. Novo (1937)? O primeiro foi responsável por uma das maiores vergonhas de nossa história: a entrega de Olga Prestes, grávida de bebê brasileiro, à Alemanha nazista. O segundo apenas protagonizou episódios ridículos. Pois bem: quando tinha 6 ou 7 anos (antes da ruptura familiar), ouvi na casa do avô paterno a corruptela fascista da belíssima “Marcha Regresso”, que encerrava os carnavais do Recife, citando os nomes de vários compositores de frevos e outras canções. A marcha original começava assim (ver link): 

Felinto …Pedro Salgado…/Guilherme… Fenelon/Cadê teus Blocos famosos?/”Bloco das Flores”… “Andaluzas”/”Pirilampos”…. A pôis Fum”../Dos carnavais saudosos…!

Pois bem: os fascistas a cantavam assim: “Filinto…Plíno Salgado….”. Eu, embalado pela beleza da melodia, cantava sem ter qualquer ideia da origem daqueles nomes. Meu avô era fascista de carteirinha…literalmente.

Já o avô materno, participara da criação do Sindicato dos Bancários de Sergipe e de lutas políticas por aqui. Contavam na família da sua decepção com L. Carlos Prestes quando de sua aproximação com G. Vargas—presidente quando Olga foi entregue aos nazistas—em função de interesses politiqueiros e de momento. Lembram-se do oportunismo? Aquele era um limite que um homem de princípios não poderia tolerar. Conheci meu avô já amargo em relação à política.

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A vida seguiu e minha mãe, acossada pelo autoritarismo da família do marido, separou-se e assumiu plenamente sua própria história: voltou à Faculdade (UFRJ-1961) e se formou psiquiatra no IPUB. Entrou para a “LIGAS CAMPONESAS”, recebendo em casa Francisco Julião, Pe Alípio de Freitas (antes do golpe militar de 1964) e outros que se esconderam na Rua Miracema-23, Niterói! Se há algo de que me orgulho é da diversidade de opiniões em minha casa: membros do PCB e outros se entendiam por ali. Algum tempo depois do golpe, minha mãe foi presa por curto período. Como sempre teve muita ligação com a sociedade, inúmeras vozes se levantaram em seu favor. 

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Nossa ruptura com o outro lado da família foi quase total, embora eu sempre tenha conseguido cultivar bons sentimentos por aqueles que, um dia, eu amara. Ainda no secundário (Col. Rivadavia Corrêa), participei de atividades contra o regime militar e das grandes marchas de 1968. Na Faculdade (1971), entrei para o PCB ainda no primeiro ano, tendo como “assistente de base” aquele que se tornou o saudos Reitor Aluísio Teixeira. O “Partidão” ganhara um perfil mais democrático e eu me sentia muito bem: fui representante e orador de turma. Com as prisões de 1975, os assassinatos de V. Herzog e Manuel F. Filho e a fuga de nossas lideranças, o PCB foi tomado novamente pelo assim chamado “Centralismo Democrático” que nunca consegui obedecer! Dele fui expulso! Seguir os próprios sentimentos e sua própria intuição (um dia formulados em torno de PRINCÍPIOS) leva mesmo a que sejamos tratados como “desajustados” em muitos lugares. Essa palavra—que os alfaiates adoram para “ajustar” ternos, etc.—devia envergonhar a psiquiatria por constar das nossas Classificações. Tenham certeza: em uma sociedade perversa, quem muito se ajusta perverso é…ou se tornará! 

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DE COMO DESENVOLVI UMA DEFESA “CONTRA NARCÍSICA”!

Quem acompanhou nossos debates eleitorais reparou quantas vezes o “candidato” se referiu debochadamente ao fato de eu ter sido vice-diretor do IPUB por décadas. Em situações do gênero, repito com S. T. de Aquino: “os homens medem os outros pelo metro da sua própria inteligência… generosidade, etc.”. Um “CARREIRISTA de carreira” nunca conseguirá entender aquele desprendimento: são “alpinistas sociais” e sua “ideologia”…um verniz! Até por necessidade de salvar sua imagem interior, reduzem as condutas dos outros à sua própria pequenez! Pensam: “Deve ter alguma malícia escondida!”. Pois bem! Quem me conhece bem sabe o quanto tenho aversão aos acordos de “altas rodas” ou de grupos com essa pretensão. É assim que certas pessoas “sobem na vida”. Sabem aquelas pirâmides de pessoas? As “tribos” estão sempre tentando erguer alguns dos seus, mais ou menos talentosos, esperando que, na sua subida, eles mesmos subam “no vácuo”. Para isso, porém, precisam abrir mão de sua individualidade, repetir discursos e até cometer deslizes. Nunca me foi possível abrir mão da minha consciência mais profunda. Como cresci em ambiente muito narcisista e vi a queda de meu pai e meu irmão que se deixaram levar por certas vaidades, penso ter desenvolvido uma defesa intransponível para os “sucessos devoradores”. Mas eu sei muito bem que toda a energia que alimenta esse meu processo vem do seu OPOSTO: a procura por sucesso não me é estranha. A questão é: o que estamos dispostos a sacrificar em função dele? 

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E ASSIM TERMINA A MARCHA REGRESSO, FECHANDO O CARNAVAL!

Nas madrugadas das quartas-feiras de cinzas, depois dos desfiles dos blocos de frevo, seus componentes retornavam ao ponto de partida cantando a bela MARCHA REGRESSO que termina assim: “…Adeus, adeus minha gente/Que já cantamos bastante/E Recife adormecia/Ficava a sonhar/Ao som da triste melodia.” : https://www.kboing.com.br/elba-ramalho/frevos/

Elba começa com a MARCHA REGRESSO e continua com outras canções! Nada como o LIRISMO e a POESIA para desmontar a mesquinhez!

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