​IPUB: GOLPE OU CONTRAGOLPE? PRINCÍPIOS X TORTUOSIDADES

(Direito ao voto entregue ao sabor de maiorias eventuais!)

“As inscrições utilizadas nesta pesquisa são em pedra e mármore…relativas a decisões de instituições da polis acerca de leis ou outros assuntos da comunidade…uma ata de reunião oficial tende a começar com o clássico “aos xx dias do mês xx…” Estas fórmulas variavam em períodos diferentes, mas auxiliam na reconstrução destas partes das inscrições”. LUIS FERNANDO TELLES D’AJELLO-“Golpes Oligárquicos e Consciência Democrática, Atenas Século V a.C”.

Democracia Ateniense (Link externo)

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Eleições são acontecimentos muito importantes, sempre! Por isso as decisões quanto ao direito (individual e/ou de grupos) ao voto precisa respeitar PRINCÍPIOS bem estabelecidos e claros. Para se ter uma ideia do quanto o processo que decidiu pela EXCLUSÃO de alguns colegas na C. Eleitoral foi VICIADO, basta atentar para:  
1- Cada candidato teve direito a indicar três representantespara a C. Eleitoral;
2- Havia, a princípio, três candidatos. Um deles (eu mesmo) declinou da indicação dos seus três representantes, pois nunca poderia imaginar esse tipo de “votação”
3- se os tivesse indicado, seriam mais três favoráveis ao voto de todos os professores
Ou seja: o resultado teria sido 6×3 e os EXCLUÍDOS não mais o seriam. Pode alguém levar todo esse “processo” a sério? Como algo tão grave foi entregue ao sabor de caprichos do gênero? Aquela votação foi apenas o “fruto podre da árvore podre”. Só por curiosidade, alguns amigos foram à minha sala me criticar por não ter indicado pelo menos UM representante. É mesmo difícil se pautar por PRINCÍPIOS! Quando nos damos conta…fomos arrastados por “continhas” muito deformadas e deformantes! Trata-se da PERVERSÃO utilitária…a PRINCÍPIOS tão contrária! Dizer isso ofende a alguém? PACIÊNCIA! Só se for à vaidade…e de todos os lados. São apenas fatos, atos e suas consequências. Foi isso o que tentei demonstrar, inclusive à Comissão. Por isso, e por falta de argumentos contra mim, estou sendo acusado de…misoginia!!!

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TENTANDO TIRAR A FALA DO DIRETOR EM REUNIÃO POR ELE MESMO CONVOCADA!
Todos os colegas têm o DIREITO a solicitar salas e anfiteatros para reuniões e conduzi-las a seu bel prazer. Quando, porém, há uma CONVOCAÇÃO da Direção, tudo muda de figura. Falando em nome da C. Eleitoral, sua presidente solicitou à Direção que CONVOCASSE uma Reunião da Comunidade Acadêmica, o que foi atendido pela Secretaria. Só para estabelecer PRINCÍPIOS: somente a Direção tem o poder para esse tipo de CONVOCAÇÃO.  Ao fazê-lo, passa a RESPONDER pelo que vai ocorrer por lá. Por isso é sua a CONDUÇÃO dos trabalhos, caso não a queira DELEGAR. Simples assim, como dizem os jovens. A Direção lá chegou com antecedência. Quando da chegada dos solicitantes da reunião, foi visível sua surpresa e incômodo com a nossa presença à mesa. Que coisa estranha, não é mesmo: uma Direção presente e responsável! Saíram e conferenciaram por logo tempo. Por fim, ousaram contestar PUBLICAMENTE nossa presença à frente da reunião e os DIREITOS e PODERES da DIREÇÃO. Segundo eles a reunião seria apenas um “Encontro de esclarecimento e apresentação da Pres. da Comissão Eleitoral”. Tentavam escantear a DIREÇÃO: as coisas deveriam ser tratadas como uma aula e/ou apresentação em congresso. Só faltou o “pendrive à D’ Allangnol” ou “VIVA…”. A Direção do IPUB que se enquadrasse nas “DECISÕES” da C. eleitoral. Um colega chegou a INTERROMPER a fala do Diretor, sob a desculpa de uma “questão de ordem”, retirando dele o microfone e provocando protesto entre os presentes (ver vídeo)! Há aí uma total inversão de valores, não? Estava sendo ali gestado um GOLPE contra a DIREÇÃO, diretamente! A Comissão tratava a si mesma como INTOCÁVEL; suas decisões não estariam sequer em discussão. ATENÇÃO: não queriam discutir! Que violência contra o ESPÍRITO UNIVERSITÁRIO, não é mesmo?! Somos ou não o TEMPLO DO DEBATE? E foi quando eu levantei umas plaquinhas com os dizeres: “DIREÇÃO CONVOCOU A REUNIÃO”; “DIREÇÃO CONDUZ OS TRABALHOS“; “QUEM TEM MEDO DA DISCUSSÃO?“; “E O CONTRADITÓRIO?”. Chamaram-nos de autoritários, mas que autoritários são esses que querem DEBATER? Não se fazem mais autoritários como antigamente!

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ATAS DE REUNIÕES: PÚBLICAS POR NATUREZA! QUE É FEITO DELAS?! 
As ATAS têm por finalidade precípua: 1- registrar fielmente o que passou em reunião oficial e de interesse público; 2- tornar PÚBLICOS os fatos ocorridos e as decisões ali tomadas. Pois bem: houve 4 reuniões da referida Comissão, nenhuma até hoje teve ATA divulgada. Explicação nada convincente: problemas de secretaria. Ora…se fosse do interesse sua divulgação, providências imediatas seriam tomadas para resolver o problema. Os rascunhos de cada ATA de cada reunião teriam que ter sido lidos e aprovados nas reuniões subsequentes. Parece que não o foram! Logo, seu valor já pode ser questionado. De passagem, e na REUNIÃO acima, a Presidente da Comissão leu algumas das primeiras propostas para a determinação dos que teriam direito a voto (sic) e qual não foi minha surpresa: constava delas uma que EXCLUÍA TODOS OS MEMBROS DO DEPARTAMENTO (essa afirmação precisa do documento original ou de seu rascunho). E dizer que eu já o antecipara em publicação anterior: ERA O PRÓPRIO DEPARTAMENTO o atacado. Disse eu até: “Depois que a BESTA DA EXCLUSÃO dispara, quem haverá de frear seus ataques?”. O objetivo pleno já fora formulado. Estava tudo dito. Que os colegas fossem para a FAC. DE MEDICINA e “deixassem o IPUB em paz”. O ataque ao ESPÍRITO UNIVERSITÁRIO—abrangente, acolhedor e democrático por natureza—estava já plenamente formulado com a tentativa de isolamento do IPUB em relação à UFRJ. E como estranhei que os membros da Comissão não tivessem compartilhado esse dado tão grave, sequer com aqueles que representavam! Quem sabe em função de um espírito de “maçonaria e escotismo” criado na Comissão?! Havia um PACTO DE SILÊNCIO entre seus membros? Tão ANTIDEMOCRÁTICO e infantil!
NOTA DE ÚLTIMA HORA: Fomos informados, OFICIALMENTE, pelo servidor responsável por secretariar as reuniões, que ele encaminhou as 4 ATAS à PRESIDENTE DA COMISSÃO e que ela teria dito que só as liberaria DEPOIS DE ENCERRADO O PROCESSO ELEITORAL. Poucas vezes vi atitude tão pouco institucional e antidemocrática. Ademais, passados mais de um mês e sem a aprovação da ATA anterior a cada reunião, quem pode confiar nos registros do que cada um disse? Diante disso, resta à COMISSÃO declarar sua incompetência para exercer a função.

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“FALA SUAVE” COMO O GRANDE VALOR NAS RELAÇÕES HUMANAS?
Há mesmo quem tenha erigido a “fala mansa e suave” como o grande critério para julgar pessoas e condutas! Esquecem-se, porém, de que as manipulações mais efetivas costumam se associar a esse tipo de fala e atitude. Já eu me pauto por valores bem mais difíceis de alcançar: a procura por PRINCÍPIOS e a luta por eles. Quase inevitavelmente, esse processo se associa a alguns “transbordamentos”, especialmente nas lutas políticas. Nunca descambo, porém, para a grosseria e/ou ofensas pessoais. Que me apontem uma! O anúncio do afastamento da Pres. da Comissão Eleitoral do IPUB foi associado a algumas publicações e falas minhas e do Diretor Titular, sempre baseadas em PRINCÍPIOS e argumentos. Fui acusado de agressividade, mas o que o vídeo mostra é exatamente o contrário: fui ameaçado, microfone foi retirado do Diretor, houve gritaria, ouvi exortações para que os mais jovens ficassem longe de mim para não se contaminarem e outras condutas! Enquanto eu permanecia impassível em meus PRINCÍPIOS. Mas as coisas se agravaram quando a colega disse: “Queria ver o que fariam se fosse um homem na minha posição?!”. A partir daí, vieram acusações de misoginia, etc. Diante da indagação sem resposta, dou um exemplo da confrontação política com um homem: depois da Denúncia de que estariam ocorrendo internações sem indicação clínica no IPUB, enviamos aos denunciantes pedido de indicação de casos para VERIFICAÇÃO, tudo em linguagem cuidadosa. O Prof. Pedro Gabriel acusou a Direção estar fazendo uso eleitoral do fato e de constranger servidoresexigindo que sua CARTA fosse publicada na página do IPUB. Foi prontamente atendido, com uma RÉPLICA que preparei. A emenda parece ter sido BEM PIOR do que o soneto…para ele. Certamente, sem poder responder à argumentação ali contida, passou a cobrar da DIREÇÃO QUE TODA A POLÊMICA FOSSE EXCLUÍDA DA PÁG DO IPUB. É o último recurso de quem não consegue argumentar: A CENSURA.  https://www.ipub.ufrj.br/resposta-ao-prof-pedro-gabriel/

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