IPUB-SEM PODER DISCUTIR NORMAS ELEITORAIS…-II
(…PUBLICAR suas graves deformações foi o recurso para corrigir certos caminhos)

Há muitos docs comprovando quantas foram as vezes em que duas das candidaturas à Direção do IPUB tentaram contactar, sem sucesso, a Comissão Eleitoral para discutir o DIREITO AO VOTO DE TODOS OS COLEGAS DO DEPARTAMENTO. É compreensível que tenham julgado que tentaríamos alguma ação espúria. Posso até imaginar como falaram mal de alguns de nós… Disso resultou a decisão de ir à JUSTIÇA para sanar graves deformações (pelas quais a Comissão não é responsável) na aplicação de critérios. Esperamos que nossa Reitoria perceba não haver nenhuma predisposição ou hostilidade em relação a ela. Sua inclusão na discussão deu-se por 3 razões:
1- Acharmos ser mesmo sua a obrigação aprovar um REGRAMENTO para as CONSULTAS nas diversas UNIDADES da UFRJ. Apenas isso, nada de INTERVENÇÃO.
2- Sua recusa em fazê-lo
3- A deterioração aguda das relações no IPUB em função da ruptura de diálogo entre duas das chapas e a Comissão Eleitoral.
Esperamos que os colegas da Reitoria entendam a necessidade absoluta em que estávamos e ainda estamos, uma vez que não foi ainda acordado plenamente o direito ao voto.
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AS MUITAS DEFORMAÇÕES NOS PROCEDIMENTOS HÁ ALGUM TEMPO.
A tentativa da EXCLUSÃO de colegas da VOTAÇÃO, baseada em NORMAS que traziam já a IRREGULARIDADE em sua própria redação, foi apenas o último acontecimento em uma série de deformações.
1- Ainda no início do ano, tivemos notícia de que o candidato autodenominado “de oposição” teria ido à Direção do CCS, sem sequer comunicar à Direção do IPUB seus motivos*. Ao que tudo indica, buscava a participação (recusada) do CCS no processo. Consideramos aquela NÃO COMUNICAÇÃO anterior e o não reportar posterior (o resultado da consulta) uma conduta no mínimo POUCO ÉTICA. Era um DIRETO do candidato fazer a consulta, mas sempre se espera pelo respeito a todos os envolvidos. De imediato, instei o Diretor a solicitar OFICIALMENTE a participação da Reitoria em todo o processo, participação essa recusada.
2- Quando o atual Diretor ainda era candidato, indicou para presidir a Comissão Eleitoral o nome de um colega que, na Década de 1990, fizera parte, junto com ele, de uma gestão no IPUB. Considerando que o outro candidato (autodenominado “de oposição”) não receberia bem a indicação, CONTRAINDIQUEI o procedimento, reafirmando ser muito importante que a Presidência da COMISSÃO tivesse a aprovação OFICIAL de todas as candidaturas.
3- Tendo o Diretor declinado de sua própria candidatura, o candidato “de oposição” por ele procurou (sem comunicar aos demais) sugerindo o nome da colega que hoje preside (muito bem) as eleições o que foi aprovado, apenas pelos dois. Não respeitaram, para comigo, o PRINCÍPIO e CUIDADO pelos quais eu me batera: os dois e somente os 2 decidiram pela INDICAÇÃO, fato que só me foi comunicado depois do primeiro debate. Até então eu julgava ser a colega uma indicação da REITORIA. Senti isso como um golpe traiçoeiro. As águas ficaram de tal maneira TURVAS em torno desses “acordos” que nem sabemos mais o que significa ser “de oposição”. Há mesmo quem se movimente muito bem em “águas turvas”. Havia já aqui o desrespeito a um PRINCÍPIO, suficiente para que todo o processo fosse questionado. Evitando prejudicar o andamento do processo— e como ficamos com muito boa impressão em relação à colega e sua condução dos trabalhos (que certamente não foi informada dos fatos acima)—deixamos que as coisas seguissem em frente achando ainda ser possível algum CONSENSO.
4- Foi quando soubemos que os critérios para composição do colégio eleitoral estariam sendo votados na Comissão. Fui até criticado por pessoas próximas por não ter indicado membros para Comissão, pois diante de um “empate”, poderia haver um “VOTO DE MINERVA” (apenas SUPOSIÇÃO). Vejam que situação esdrúxula seria criada: se eu indicasse 3 membros, o resultado (em torno dessa questão) seria 6 contra 3 “a nosso favor”. Alguém considera isso um EXERCÍCIO DE DEMOCRACIA? Haveria a indução de candidaturas artificiais só para ter número maior de “votos” na COMISSÃO. Convenhamos: beira o ridículo. Nem em grêmios estudantis cheguei a ver coisa parecida! A Presidente certamente vai atentar para as deformações das tais “NORMAS” (ver texto anterior).
Por fim, reafirmo: o DIREITO sagrado ao voto de vários colegas estava em risco e não encontrávamos INTERLOCUTOR. Disso resultou aquela COMUNICAÇÃO como ÚNICO caminho possível para o resgate de alguma HARMONIA entre nós. Confiante de que o BOM SENSO e o Regramento claro e JUSTO prevalecerá.
“Seriedade!? É conseguir resgatar a maneira como as crianças brincam” (Nietzsche, “Além do Bem…”)
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*Como muitas informações me têm sido sonegadas na Direção, caso não tenha sido assim, desculpo-me.