EBSERH: DIRETOR DO HUCFF, UM INTERVENTOR NA UFRJ?
(Nem o cerimonial para com a REITORIA está sendo respeitado)
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“O general disse: Eu vou cuidar da casa de vocês para vocês poderem trabalhar!” (Prof. Marcos Freitas, Dir. HUCFF em audiência pública na C. dos Vereadores).
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Não se sacrificam valores e princípios impunemente. Quando um é violentado, a derrocada vai de cambulhada. Eu que pensava terem sido aquelas palavras uma inconfidência fortuita (e reveladora, é claro)—de algo ouvido em um dos “encontros privados” nos quais o futuro da UFRJ é “decidido”—estou vendo sua transformação em ATOS! Como não houve protestos efetivos (até agora) e, ao que tudo indica, todos acharam muito “natural”, é provável que o general tenha se sentido “em casa”. Há quem entenda mesmo muito mal a “Canção do Amigo” (M. Bandeira e Villa Lobos): “…A casa é sua…Não faça cerimônia…Vá pedindo…Vá mandando…Seja seu tudo o que tenho de meu..!”. Ao que tudo indica, o general (em acordo com o Min. Educação) se achou no direito de nomear uma espécie de “interventor informal” na UFRJ para assuntos ligados à EBSERH….A princípio, é claro, pois quando a casa é arrombada, tudo vai de cambulhada! O mal-estar que aquele diretor vem causando entre os colegas é enorme (e a Reitora parece não estar tendo forças para controlar seus movimentos): atropelou o C. Hospitalar e seus procedimentos formais e recebeu, diretamente recursos repassados pela EBSERH. Além disso, fomos surpreendidos pela denúncia de um colega de que estaria “convidando” (alguns diriam assediando) colegas de outras unidades para levá-los para o HUCFF, sem que o assunto fosse discutido com seus diretores. Seria um retorno do “canibalismo institucional”, inaugurado pelo “VIVA…de Triste Memória“!? Lembram da cambulhada? Certas condutas nunca são isoladas! Mas…não disse ele em nota oficial: “O meu partido é o HUCFF”!? Eis uma frase de quem não tem espírito universitário e/ou público. E quanta ignorância! Não sabe que “partido” deriva de “partes da sociedade” por eles representadas? Não se aplica a órgãos públicos! Sei que serei criticado por reportar o que se segue, mas duvido que seja contestado publicamente.
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NÃO RECONHECE COMO IGUAIS OS OUTROS DIRETORES?
Segundo mais de uma fonte, o colega simplesmente não compareceu à reunião dos diretores de HUs com a Reitora (M. Escola 03/03/22), sem apresentar justificativa. Quem conhece e respeita os bons protocolos—aqueles que se baseiam em PRINCÍPIOS—sabe que a simples presença da Reitora obrigava à presença de todos os implicados, exceto para impossibilidades documentadas. Assim, somos obrigados a aventar 3 possibilidades, todas ruins para nossas relações institucionais:
1- Não foi convidado pelos organizadores, o que seria inaceitável; era reunião OFICIAL, sobre tema ligado à instituição que dirige, tudo agravado pela presença anunciada da Reitora.
2- Considera-se acima da Instituição-UFRJ. Nesse caso, acima até da própria Reitoria e de todas as “formalidades civis”—-pois a hierarquia militar ele parece respeitar muito—em tudo o que refere à EBSERH, na medida em que seus contatos são “diretos e independentes”.
3- Sua absoluta incapacidade para sustentar uma discussão qualquer com argumentos razoáveis; incapacidade essa que disfarça tentando aparentar superioridade e falando sem parar.
Lembro que as hipóteses levantadas não são excludentes, pois compartilham alguns aspectos.
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ESTARIA A REITORA PRECISANDO DE NOSSO APOIO CONTRA CERTOS “AMIGOS”?
Tendo ouvido, na reunião, várias reclamações em função de atitudes daquele diretor, a Reitora teria dito que conversaria com o próprio a respeito. Ou seja, teria reconhecido nele um “PODER À PARTE” com o qual precisaria negociar, até em função de PRINCÍPIOS! Nossas questões institucionais estão sendo tratadas como se fossem pessoais ou de amizade! Nem ATAS mais se fazem! A EBSERH está nos devorando por dentro, como um “bicho de goiaba”! Considerando suas derrotas—nas grandes jornadas de 2012-13—sua direção deve estar saboreando nossa humilhação. Nem alguns cuidados que teve para com outras instituições está adotando para conosco. E dizer que alguns entre nós repetiam, em defesa da EBSERH e de forma arrogante: “Nosso contrato vai ser especial e customizado…somos a UFRJ!”! Bem…especial…só se for “refino do mal”. Não faz muito tempo, a Reitora precisou enquadrar um colega que, falando em nome da Reitoria (defendendo a entrega de nosso CAMPUS PV para exploração privada), afirmou ser a UFRJ “…a maior latifundiária da Z. Sul”. Talvez ela esteja precisando de nosso apoio para reafirmar seu poder junto a certas autoridades que não respeitam seu papel para além dos salamaleques e adulações. Afinal, amizade implica respeito, especialmente à grandeza do seu papel de REITORA de uma UNIVERSIDADE do porte da UFRJ. E esse, segundo minha opinião, não está sendo respeitado. Precisamos estar à altura de nossa história e da história das UNIVERSIDADES em geral.
NOTA POSTERIOR: Em reunião com pastores (ditos) evangélicos, o presidente afirmou que iria “DIRIGIR” o país no sentido que eles quisessem! É o mesmo verbo que inspirou a denominação do FÜHRER: “führen”, guiar, dirigir, conduzir em alemão. Em seguida, vangloriou-se: “Quem esperava um dia, no M. Educação, um pastor como o Milton aqui do lado?”. Confundem educação com condução (“führen); podemos imaginar para onde. Interpretando a confissão: para dirigir (“führen”) um país precisamos controlar a educação. Demos o primeiro passo. É na mão dessa gente que nossa REITORIA está se entregando com a EBSERH.