D. PAGNIN CENSURANDO FALA MINHA EM ATA DE REUNIÃO OFICIAL

(Era um registro da queda da taxa OFICIAL de SUICÍDIOS no início da PANDEMIA*)

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Luís de Leon

NOTA: Se há um traço fundamental do ESPÍRITO UNIVERSITÁRIO é a apreciação do livre curso das ideias e o estímulo à sua discussão. De Salamanca (Inquisição contra Frei Luis de Leon-1572) a Tübingen (intervenção nazista em 1939), as Universidades têm sido perseguidas exatamente por isso. Por vezes, porém, não são necessárias intervenções externas para a CENSURA. A gravação da reunião assinalada foi requisitada judicialmente, uma vez que o colega tem se recusado a cumprir espontaneamente a LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO. Apenas mais um ataque frontal ao espírito universitário! Visa fundamentar minha contestação à AÇÃO que ele move contra mim tentando CENSURAR a divulgação da sua OITIVA em C. de Sindicância (ver embaixo). É contumaz, mas tem razões para querer esconder o que disse; quase confissões de perseguição. Quando tiver em mãos a gravação, farei sua discussão. Como, entretanto, a CENSURA aqui assinalada é escandalosa e seria uma vergonha para a nossa UFF precisar de ORDEM DA JUSTIÇA para coibir certas práticas antiuniversitárias, antecipo sua divulgação. Há evitar mais desgastes. Este espaço está aberto às respostas de qualquer pessoa que se sinta atingida por algo aqui publicado

http://temasedebatesemsaudemental.com.br/2020/12/08/perolas-de-vulgaridade-em-denuncia-malograda/

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“Reunião do Depart. Psiquiatria (MSM), 24 de nov/2021-10:00- 

Assinaladas as presenças, é iniciada a leitura da ATA da reunião anterior, da qual constava uma sentença a mim atribuída: “Prof. M. Amaral fala das taxas de suicídio durante a Pandemia”. Considerando que o registro não era fiel ao que eu dissera, escrevo no “chat” solicitando o complemento que lhe daria sentido: “Prof M. Amaral diz ter havido uma significativa baixa nas taxas oficiais de suicídio no Brasil entre abril e set/2020”. Meu pedido foi simplesmente ignorado pela chefia e eu o reiterei. Prof. D. PAGNIN disse, então, que não faria o registro, desrespeitando (segundo minha impressão) o mais simples dos direitos de um SERVIDOR PÚBLICO: o registro fiel de sua própria fala em uma ATA oficial. Diante da recusa aos pedidos reiterados, digo que o melhor a fazer, então, seria excluir a sentença que estava ali perdida, o que é prontamente executado. A CENSURA venceu…por enquanto, pelo menos. No seguimento da reunião, aconteceram outros ABUSOS graves contra mim, segundo minha impressão e sentimento, mas esses serão apresentados para avaliação geral, quando tivermos os DOCUMENTOS em mãos.

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TENTANDO ENTENDER A MOTIVAÇÃO DO COLEGA!

Tendo ele me atacado gravemente em DENÚNCIA OFICIAL, investigada e desclassificada por uma C. de Sindicância cujos procedimentos foram elogiados até pela nossa PROCURADORIA, tudo o que está tentando é que as pechas lançadas grudem de alguma formaPor isso, precisa tentar me calar. Caso contrário o desgaste (diria mais: a vergonha) será todo dele. Depois de ferir os sentimentos mais atrasados dos nossos colegas (da REITORIA e outros), dizendo que eu desprezo a UFF; que só dou valor à UFRJ, etc. tudo que ele adoraria seria que eu vestisse o personagem. Mas é sempre bom lembrar: essa longa perseguição se iniciou (2018) quando eu critiquei PUBLICAMENTE a ruptura (pelo Dep. de Psiquiatria) de um CONVÊNIO PÚBLICO em NITERÓI (HPJ) e sua substituição por outro com CLÍNICA PRIVADA E NO RIO. Pode alguém duvidar de que eu estava defendendo o SUS, NITERÓI e a UFF? Só um compromisso muito profundo: com a UFF, com NITERÓI, com o SUS e com meus próprios valores pode explicar que eu continue enfrentando as situações às quais tenho sido submetido.

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*SUICÍDIO: “O REINO DOS PARADOXOS” (todos aparentes)

São tantos os aparentes paradoxos revelados que seu estudo obriga a uma revisão total de valores por todos nós: taxas se elevam na primavera/verão (H. Norte); taxas acompanham a subida brusca da renda “per capta” (ver Coreia do Sul que passou de 8/100000 na década de 1980 a mais de 30/100000 nos dias que correm em um paralelismo macabro com o “desenvolvimento”); caem de forma marcante durante as guerras e seus preparativos. 

PRINCÍPIO: o instinto gregário/social é mais determinante do que o de preservação individual!  Tudo aquilo que eleva a sensação (ainda que subjetiva) de pertencimento a uma cultura e sociedade faz com que as TAXAS caiamJá o que esgarça o tecido social, agravando o sentimento de EXCLUSÃO, eleva as taxas de suicídio. 

Quem viveu profundamente e manteve atividade presencial nos primeiros meses da PANDEMIA (e até agora, no meu caso) percebeu a mobilização generalizada das pessoas. Observei-o especialmente entre os PACIENTES internados no IPUB. Não eram mais eles somente os vulneráveis, ameaçados e afastados da sociedade. NÃO! Era TODA a sociedade submetida ao medo um tanto catastrófico. A mobilização foi generalizada e a participação dos procedimentos de prevenção e proteção atingiu a imensa maioria daqueles pacientes. Foi quando levantei a hipótese (em discussão com Residentes do HPJ) de que daquilo poderia resultar baixa nas taxas de suicídio. Foi o que se verificou entre ABRIL e SETEMBRO/2020. 

Mentes POSITIVISTAS resistem muito a sair de seus valores bem mesquinhos e haverão de concluir que o problema foi com os registros de suicídio e não com suas taxas. São pessoas incapazes para a compreensão das crises de valores e dos dramas mais profundos dos seres humanos e das sociedades. Está em curso um trabalho sobre o tema, que deverei levar a efeito juntamente com INTERNOS DA UFF.

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