“VIVA…”: FINGINDO-SE DE MORTO…VENDO O QUE PODE ABOCANHAR!

(UFRJ: a “Sra de 100 anos” que o vice-reitor queria INTERDITAR e…..)

NOTA: Dias depois da sua posse, o vice-reitor agendou visita ao IPUB. Na sua chegada, cumprimentei-os—juntamente com o Prof Jorge Adelino e nosso Prof. Titular—e saí. Quando retornei, encontrei nosso diretor um tanto abismado repetindo:“Ele disse que nós vamos ter que sair daqui…!”. O resto todos sabem: o IPUB se levantou (com apoios isolados, a participação da C. da Ciência e da ALMA) e gritou: “DAQUI NÃO SAIO/DAQUI NINGUÉM ME TIRA!”. Os que ameaçavam sentiram o tranco e começaram a recuar; tempo necessário para que novas forças se levantassem contra o ABSURDO da trama. Mas ainda há riscos!

O vice-reitor está sempre se superando em “frases d’ efeito”! Há poucas semanas (“live” interna), chamou a UFRJ de “latifundiária da ZS”.  De repente, porém, depois de estranha metamorfose, teria se tornado uma “Sra de 100 anos com muito a dizer!”...(1:20min). Sim, mas a REITORIA fez tudo para não ouvir sua própria comunidade! Teria a tal “Sra de 100 anos” sido acometida de “DEMÊNCIA AGUDA” para aceitar que um pequeno grupo falasse por ela?! Bem…É verdade que muitos entre nós, como vários membros da gestão anterior, foram tomados por uma estranha “demência paralítica”; enquanto vários diretores de unidades agiram mais como crianças ingênuas: engoliram o “doce” do: “São apenas estudos!”. Por ironia, as INTERDIÇÕES de idosos frequentemente se dão para evitar dilapidação de patrimônio. Já por aqui… O futuro da UFRJ está sendo salvo e garantido pela mobilização da sociedade. A nota boa do momento é que ninguém mais fala de uma certa dívida que alguns teriam, indevidamente, assumido com um dos bancos envolvidos na “transação”, “em caso de não realização do projeto”. É o capitalismo sem risco! Todo ele fica por conta do erário público. Era irregular; um blefe para assustar. De repente…desapareceu.

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TROCANDO O FALSO LATIFÚNDIO POR UMA REAL EXPLORAÇÃO CAPITALISTA

Nossos colegas, porta-vozes dos interesses do CAPITAL IMOBILIÁRIO, devem se achar muito “modernos”! Queriam promover uma “revolução burguesa” na P. Vermelha. Esqueceram-se de que, historicamente e associados a essa tal “revolução”, sempre há arremedos variados de democracia e discussão política. Mas nesse ponto, seu atraso foi total. Não houve um debate interno sequer digno do nome sobre o tema, apenas “sessões-pendrive à la Dallagnol” que ficarão na nossa história para nossa vergonha. Aliás, o que é feito da Sra Nadine Borges? Agiram, em verdade, como um certo presidente: pensam ter obtido “carta branca” para dilapidar nossa história, patrimônio público e natureza…pensando bem, quanta semelhança! Por isso, a tal “Sra de 100 anos” precisou sair à rua clamando por ajuda contra acordos espúrios que se faziam em seu nome e para prejuízo geral…à exceção do CAPITAL. Nesse ponto, até que a metáfora da “Sra de 100 anos” encontra significado. Há sim, muitas delas aprisionadas e exploradas em asilos e casas de parentes. Algumas até conseguem escapar e são abrigadas pela sociedade. É o que está acontecendo. Por fim, o vice-reitor reclama de “perda de autonomia”! ATENÇÃO: ele quer usar a autonomia contra a sociedade!!! Esquece-se de que o único sentido da A. UNIVERSITÁRIA é o INTERESSE PÚBLICO. Usada em função de interesse de GRUPOS ganha outros nomes nada edificantes como espírito de corporação e outros piores: máfia, milícia, etc. Por isso reafirmo meu profundo reconhecimento às Associações de Moradores e órgãos sociais de controle urbanístico. Sem elas, o Campus PV corria sério risco e a UFRJ seria ferida gravemente.

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DESVENCILHANDO-SE DO “VIVA UFRJ”! …FICA O ZUMBI!

Quanta ironia! Agora estão repudiando o nome hipócrita! Eu que me recusava a dizer este nome, agora vou repeti-lo à exaustão! Mais do que isso: VIVA a aproximação da UFRJ para com nossa CIDADE! Um dia fomos U. do Brasil e disso nos orgulhamos. Hoje, somos do RIO DE JANEIRO e também precisa ser motivo de orgulho, práticas respeitosas e interações permanentes. Recentemente, dei-me conta de que as inúmeras estátuas do CRISTO REDENTOR pelo Brasil afora (perto de 40) são um reconhecimento de que o RIO exerce papel central no Brasil, do ponto de vista cultural, mas não somente. Precisamos estar à altura desse papel. Quem sabe reservar um espaço no possível aparato cultural para EXPOSIÇÕES PERMANENTES das nossas diversas universidades federais? Mas, inspirado na fala da Sra Sônia Rabello (a 1h e 55 min no vídeo), digo: há que ter cuidado e exigir que TUDO seja muito bem especificado e acompanhado de perto. Falas como a do S. de Planejamento (reconhecendo seu preparo técnico):“Toda aquela mancha do anexo não quer dizer que vai ser construído…” não devem ser aceitas por sua ambiguidade. Não há espaço para ingenuidades no trato com os que defenderam o “VIVA UFRJ”! Tudo farão para “relativizar” os controles. Que a casa de espetáculos fique restrita ao espaço ocupado atualmente; que respeitem os gabaritos oficiais e as áreas TOMBADAS. Não disse o vice-reitor que “patrimônio parado é desperdício”!? Quem diz isso é contra tombamentos em geral! Chega a ser irônico ouvi-lo dizer: “As figueiras nunca estiveram sob risco…” quando tentou fazer do IPUB (e suas enormes figueiras) uma “terra arrasada”…Chegou a proibir obras no Campus PV, “pois teriam que ser demolidas depois…”! E foi aí que seu “Castelo de Cartas…e de Corta-Corta” começou a cair. 

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