UFRJ LATIFUNDIÁRIA?! MAIS RESPEITO, Sr VICE-REITOR!
(Há que ser cobrada explicação quanto ao que disse ou quis dizer!)
NOTA: Queiramos ou não, um Vice-Reitor (quando não desautorizado) fala por uma gestão, especialmente em se tratando de discussão OFICIAL e sobre tema envolvendo diretamente perspectivas futuras da instituição representada. E só há uma pessoa que pode desautorizá-lo: a REITORA. Ela foi a depositária da confiança da instituição e de seu corpo de servidores. Os prejuízos causados às nossas relações, institucionais e em relação à população da cidade que nos acolhe, são já muito evidentes. Não precisamos aprofundá-los com falas irresponsáveis. É hora de nossa Reitora descer do pedestal e dizer o que pensa de ter sido classificada como “gestora de um latifúndio”.
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Numa “LIVE” que se desenvolvia muito bem, chamou a atenção o esforço do Vice-Reitor em “dividir responsabilidades” (“cumplicidades”?): “As três chapas aprovaram o VIVA…, etc.!”. Curiosa era a sentença/confissão repetida várias vezes: “Ninguém discutiu…Só uma minoria era contra!”. Sim! Ninguém discutiu! O mesmo se deu para com o CONSUNI: a aprovação foi apenas de estudos sobre o tema. Uma coisa é certa: quando ninguém quer se apresentar como o “pai da criança”, podemos ter certeza de que o “barco afunda a olhos vistos”. Que a Sra Nadine Borges dele tenha saltado é outro indicador de colapso*. Mas o mais importante mesmo, na referida “LIVE”, foi a beleza e profundidade da NOTA lida em grande estilo pela Profa Katya Gualter, Diretora da nossa Fac. de Ed. Física! Quando vejo o tanto de VERDADE que emana dessa e de outras manifestações de afirmação do nosso dever de cuidar do território pelo qual somos responsáveis, convenço-me de que, efetivamente, o “FIFA…” já morreu. Só falta enterrar. Quem sabe faremos seu enterro simbólico no próprio CAMPUS PV? Há atos que não se devem esquecer.
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UFRJ: A “LATIFUNDIÁRIA DA Z. SUL”? O QUE A REITORA PENSA DISSO?
O vice-reitor tem mesmo fortes razões para sair rapidinho das reuniões (mais uma vez) sem sequer jogar areia sobre as porcarias que deixou para trás! Desculpem a dureza, mas é diretamente proporcional à ofensa. Acreditem! Ele assim classificou a UFRJ. Já fomos chamados, em outros tempos, de “patrimonialistas” e soou mal. Dessa vez foi bem pior. Mas é bom lembrar: ligar a “metralhadora giratória” (de dejetos, no caso) é sinal de naufrágio iminente. Parecia dizer: “Depois de mim o dilúvio”. Só que, pelo visto, esse “dilúvio” vai levar apenas algumas reputações! Tentando “refinar” seu raciocínio, disse o vice-reitor (mais uma vez atribuindo frases a AUSENTES): “Nem a Prefeitura se interessa em fazer parque ali! Eles querem fazer parque onde não tem. Aqui à volta já tem parques demais. Andamos 300m e estamos na P. Vermelha; 500m…no parque do FLAMENGO; outros 500m…Copacabana…”. (ver em 3hs e 50 min)
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Metragens à parte, falar em “parques demais”, em tempos de PANDEMIA, era esperado da boca dos membros de uma certa família tristemente proeminente! Há mesmo muitas afinidades escapando pelos poros por aí. O vice-reitor falou em latifúndio como se defendesse “pobres camponeses oprimidos pela UFRJ”, quando está advogando os interesses do CAPITAL. Antigamente, os defensores do “FIFA” (não consigo associar o verbo viver a essa coisa) fingiam lutar pelos interesses dos alunos pobres. Como os alunos também entraram na luta e repudiam o projeto, nosso colega nem sabe mais a quem apelar. Até por lógica, e se estivesse mesmo preocupado com os explorados, deveria defender (quem sabe?) a construção de um conjunto habitacional. Demagogia por demagogia…! Quem achava que não havia margem para ridículo maior do que o protagonizado por essas pessoas no pátio da Prefeitura—dando risinhos cínicos enquanto Crivella batia palminhas—enganou-se.
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FALANDO COMO SE REITOR FOSSE….DESMERECENDO O CONSUNI!
Pressionado pela divulgação dos “estudos” que estariam fazendo, disse: “O projeto está passando por onde tem que passar… (ele decidiu!)…será digerido pela BUROCRACIA** da UFRJ antes de ir ao CONSELHO…EU (!) não vou me apressar...”
Em algumas espécies, LOBOS e cães africanos, por ex., os adultos engolem as carnes das presas, digerem-na e a regurgitam para suas crias…tudo MUITO BEM DIGERIDO. É assim que o vice-reitor está tratando o CONSUNI, mas tudo tende a se agravar para o lado do seu projeto. Quanto mais fala, mais seus verdadeiros móveis aparecem. Sua fala final foi um coroamento de intimidade com o CAPITAL: “Não tem sentido ficar com um patrimônio parado!“. Nosso Campus já é muito utilizado, mas nosso projeto é utilizá-lo muito mais, só que em função da UNIVERSIDADE e da sociedade. Já o vice (que fala como se REITOR fosse, ou mais) todos sabemos que está falando pelo CAPITAL. Até já está papagueando sua linguagem! Por fim uma constatação bem humorada do nosso colega Carlos Vainer em resposta a mensagem:“….se ele se sente como um latifundiário, a gente entende essa vontade incontível de fazer aliança com o capital”.
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*Onde foi parar aquela arrogância e ar professoral?! A alegação para seu afastamento foi: “por problemas orçamentários”! Como se ela tivesse sido dispensada. Uma coisa é certa: admitiram, afinal, que o “PRÓ-LABORE” pago àquela pessoa estava muito mal empregado! Grande conclusão, mesmo que não seja a verdade dos fatos e intenções.
**A palavra carrega uma CONFISSÃO. Implica “governo do bureau”: quando se perdem os fins para os quais a boa ADMINISTRAÇÃO é necessária. Chamá-la de “burocracia” revela despreparo. A boa administração é imprescindível para a INSTITUCIONALIDADE Republicana. Resolver problemas institucionais em “redes sociais” é uma deformação.
REGISTRO POSTERIOR : a sentença “Não tem sentido ficar com um patrimônio parado!“. deve ser entendida como uma AMEAÇA a TUDO o que é TOMBADO na UFRJ e em geral. Que o capital imobiliário não respeita limites, sonhando com prédios por todo lado já o sabemos. Que um vice-reitor da UFRJ o diga, muito preocupante (a partir de conversa com aluno de HISTÓRIA da UFF).