MAIS UM JOGO DE CENA “GLOBAL” CONTRA O IPUB!

(Jornalismo ou um jogo de artimanhas?)
…………………………………
Um repórter da GLOBO se dirigiu à Reitoria (recebida comunicação em 09/08) com um curioso pedido: “Solicito cópia integral..do processo administrativo de auditoria que apontou irregularidades em contratos do IPUB/UFRJ (continua)“. Quer dizer então, que a “super rede com seus super espiões”— que obtém cópias de atos e fatos sob sigilo grave—não conseguiu cópia de um Relatório de AUDITORIA que sequer se tem a certeza da exigência de sigilo! Mais do que isso: seus dirigentes mandaram um pobre repórter (uma “pegadinha”?) sabendo que a resposta seria NÃO. Era a resposta mais óbvia a esperar, mas o FIM fora alcançado: dizer à sociedade e especialmente a nossos colegas da UFRJ: “Viu! Nós não tivemos acesso antes! Nossa promiscuidade com a PF não foi tão longe e nossos olheiros na própria Reitoria não cometeram traição”. Acredite quem quiser!
…………………………………
NA CONTINUAÇÃO…REPETIÇÃO DA MISTURADA ANTERIOR
Continuando o texto do pedido:”Essa auditoria resultou na operação Pronta Emergência 1 da PF. Na segunda fase da mesma operação os sócios da Lled Soluções, foram presos.”
Antes de tudo, a referida AUDITORIA não teve qualquer relação com a empresa citada. Seu nome nem é citado lá. Aliás, não havia qualquer irregularidade na sua seleção em uma licitação sem problemas. Sua investigação se iniciou em outro Estado. Misturar seu nome na situação do IPUB é mais uma demonstração de que estavam juntando tudo o que fosse associado a nosso nome e fizesse pensar em “irregularidades”. Houve, sim irregularidades na assinatura de contratos (ditos emergenciais juntamente com outra unidade) sem licitação e também compras sem LEILÃO. Vinham de gestão anterior e eu publiquei a respeito aqui. A MISTURADA implica desinformação e isso “é o que mais se vê por ali”.
…………………………………
JORNALISMO X ARTIMANHAS (O GLOBO: “Muito Além do Papel de um Jornal”)
…………………………………
E o que seria fazer JORNALISMO nessa situação? Caso tivessem ido à Reitoria (ou ao IPUB diretamente) solicitar informações quanto às providências adotadas a partir da AUDITORIA e das DENÚNCIAS (qual o resultado de C. de Sindicância, afastamentos de outros servidores, possíveis novas irregularidades encontradas), nada haveria a reclamar. Isso sim, teria sido fazer JORNALISMO! As informações teriam sido dadas e eles cumprido seu papel de informar. Como porém já se denunciam no bordão de outros tempos…Convençamo-nos: quando a mídia quer ir “além do seu papel”, deixou de exercer o nobre papel de imprensa. Está manipulando os fatos em função de INTERESSES inconfessáveis. Ir à Reitoria pedir algo que poderia ser cobrado através do PORTAL DA TRANSPARÊNCIA e que sabiam, de antemão, não seria fornecido, é pura provocação e/ou manobra para escamotear outras intenções.
…………………………………
E o que fizeram nossos colegas na Reitoria? A AUDITORIA fora realizada a partir de demanda originada lá. LOGO, eles mesmos tinham a obrigação de responder ao pedido (com um sonoro NÃO, é claro). Posteriormente, até para nossa informação e atualização, era esperado que nos encaminhassem o material referente, inclusive sua RESPOSTA. Mas parecem tão afetados com a situação que sequer conseguem refletir. Parecem tremer quando ouvem a palavra “GLOBO”. Enviaram o curioso pedido à OUVIDORIA GERAL (nada tinha a ver com ela). Esta, por sua vez (e naturalmente) o enviou para nós. Teríamos nos tornado uma “batata quente” para a Reitoria? Tudo o que se refere a nós sofre uma espécie de “bate e volta” muito nervoso? Não estão cumprindo seu papel.
…………………………………
INSTÂNCIAS SUPERIORES PRECISAM SUPORTAR O PRIMEIRO TRANCO!
uma das funções das instâncias superiores, em geral, parece-me ser suportar os primeiros trancos das situações: estudar o material, fazer as discriminações obrigatórias e acionar os responsáveis mais diretos. Só assim, aliás, saberão o que deles cobrar. Uma Reitoria não deve ser mera “estação distribuidora acrítica” de demandas; ainda mais para material pelo qual é responsável direta. Estariam nossos colegas cultivando o mero “despachar” as situações vistas como mais delicadas? A demanda aqui discutida tem um quê de ridículo, é verdade, mas pode causar mal estar. De nossa parte (e das demais unidades certamente), até que tudo fosse bem escrutinado e entendido, gerou-se um stress absolutamente desnecessário. Esse filtro de primeiro embate me parece ser uma das funções primordiais das instâncias superiores. Mas, para isso, é preciso não ter MEDO da mídia… especialmente a “global”.