O CAMPUS E A ENCOMENDA-II
SEGUNDO ATO

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(PERSONAGENS E SEUS TRAÇOS ASSINALADOS NO PRIMEIRO ATO)
CHEFE verificando o celular, demostrando preocupação e se dirigindo a Mr OLLISLYE.
CHEFE- Parece que esses 3 que vão entrar estão meio…(como vou dizer?) estressados e muito inseguros. Brinque com eles. Mr…o Sr sabe fazer isso como ninguém. O Sr sabe muito bem como os brasileiros são bobos com estrangeiros! Ficam logo orgulhosos com qualquer elogio de um gringo.
Os 3 entram e são apresentados pela secretária; sentam-se em disposição um pouco diferente (movimentação por conta da direção). Os 2 outros (O CHEFE e MR OLLISLYE) estão de pé, muito à vontade e se movimentando! Contrariamente à previsão da secretária, os dois estão de bom humor. A Secretária fica por trás de todos e apenas levantará placas com seus próprios pensamentos.
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CHEFE (depois dos cumprimentos)—Gostaria de apresentar a vocês Mr Ollislye que veio nos assessorar. Ele é uma espécie de Embaixador do Turismo Global…que hoje em dia tem um interesse CAPITAL, especialmente por aqui…
MrO- (Com um sotaque muito carregado, isolando cada fonema de maneira a ser entendido) Muito boas tardes! É com enorme prazer que estou de volta ao Brasil! Meu interesse no seu país é enorme! Dediquei-me tanto a aprender a sua língua que hoje consigo falar quase sem sotaque…como vs podem ver. O que nunca consegui foi aprender o sotaque do carioca…Vocês não respeitam a sua tão bela língua…É só um parêntesis! Eu, por exemplo, se for pedir um beijo a uma carioca, em vez de dizer “MI DÁ UM BEIJO!”…ou ir dando logo um beijo, sempre falo “DÁ-ME UM BEIJO, please!” …Mas…Não sei por que nunca ganhei um?! Desculpem o cacófato. Acho que vou começar a falar “Give me a kiss..please!”. Brasileiro adora gringo, não é mesmo?! (dirigindo-se a DO de maneira um tanto exagerada)
TODOS- Mas é impressionante mesmo! (entreolhando-se admirados)
MrO- Sabem o que sempre me perguntam quando ouvem meu português quase sem sotaque? “O Sr é do Sul? De que Estado o Sr é?”. Vejam…chegam a achar que eu sou brasileiro e aí eu até brinco um pouco: “Não! Eu sou do Norte, bem do Norte”. “Como assim?” Perguntam atônitos pelo meu português quase sem sotaque: “Do Norte, mas da América…do NORTE!” (risos ele se levanta, põe a mão no coração e soa o hino americano)…Todos riem e o bom ambiente está formado. Viram como nas piadas já sou quase um carioca (com trejeitos)? Mas.. vamos à APOTEOSE que estamos preparando para o turismo. Vai ser tão fácil quanto pedir um cafezinho! Um cafezinho please!
DO—Sim…chegou a hora daquele PAPO NO CAFEZINHO…com os bastidores que nós preparamos (juntando as duas mãos, imitando apresentadora da Gnews)…só para vocês (dirigindo-se a Mr Ollisley que parece sensibilizado).
PV e PF (muito preocupados, chegam mais perto dela e tentam fazê-la se calar, mas Mr Ollislye acha muito engraçado)
MrO—Muito boa…Essa eu vou aprender e repetir por aí…É como o “papo do cafezinho”…No papo! Tá tudo no papo! Assim todos vão ficar no papo, não é mesmo? Não é assim que vs dizem? Essa Sra é muito esperta, além de bonita! Repita, por favor, que eu quero aprender! (DO faz uma careta para os outros 2 e repete a cena, mais caricatural ainda. Vira-se para MrO e, com jeito sedutor, dirige as mãos juntas para ele especificamente, que parece tocado profundamente)
PF– Que bom que o Sr gostou, Mr…Mas o problema, Mr Oll..islye (olha para os lados prá ver se cometeu algum erro, PV faz um sinal positivo mandando continuar), é que tem uns caras lá no I…I…BU… naquele hospital de doidos ali da Urca…dizendo que não vivem sem as árvores…E as árvores são imensas, não dá prá lateralizar! Tem até um cara lá da rua do lado, da Associação de Moradores …meio doido também …que chega a dizer que as árvores são tão importantes quanto as pessoas…ou mais. Que as árvores são nossa ALMA. Já viu uma coisa dessas? Só faltaram dizer: “Nós somos as árvores…As árvores somos nós…”
DO– (levantando-se, como que em transe) “As árveres…somos nozes…Semos nozes as árveres…As árveres… (https://www.youtube.com/watch?v=uSaf28eS7d4). (luzes sobre ela e pode se alongar). Termina a cena fazendo o Exercício da Árvore que cresce (pode ser imitada parcialmente pela Secretária ao fundo, sem que os outros vejam). MrO parece muito admirado e embevecido de novo.
PF (depois da perplexidade)–-Rápido…liguem pro I…I..BU…Não! Pro PINEL…pro PINEL é mais fácil!
(Surpresa geral. PV intervém para acalmar os ânimos, cheio de gestos largos. D. Ondina se senta, mas continua movimentando os lábios de maneira inaudível. MrO se aproxima e encosta o ouvido tentando ouvir alguma coisa)
PV—Mil perdões…Mister! We apologize…Mister! Nem sei como explicar! É que ela tá cansada de ficar repetindo as mesmas coisas em todos os lugares! Ficou automático. Só que, de vez em quando, entra uma gravação errada na cabeça e ela desanda a falar coisas que não têm nada a ver…
MrO– No problem…No problem…Ela é sempre tão graciosa em tudo o que faz….!!!
PLACA: “LOVE IS IN THE AIR..”
PV- Mas…a grande verdade, é que nós estamos achando que os Srs deveriam reconsiderar essa decisão de ter TODO o Campus. Esse IPUB tá resistindo demais. Com essa insistência, estamos quase perdendo a CASA DA CONSCIÊNCIA…
(silêncio geral, a secretária levanta placa com os dizeres: “ATÉ TU…VALENTIS”)
PV- …Quer dizer…! CASA DA CIÊNCIA. Que coisa! Esse tal de Freud era um desgraçado mesmo! Não se pode errar uma coisinha que as psicólogas vão logo dizendo: ATO FALHO! Que mal tem em dizer PERDER A CASA DA CONSCIÊNCIA?
(Secretária com outra placa: “NADA! JÁ PERDERAM HÁ ÓÓÓ…!”)
PV––BEM…Voltando à …! (olhares) O pessoal todo tá se unindo no Campus e os moradores dali também. São só uns 8 mil metrinhos nesse tal de IPUB… Imagina só, os doidos disseram até que vão se sentar no chão e querem ver quem tira eles de lá; que tratores não bastarão, só com tanque e camburão. E reparem que os caras são meio malucos. Quase todos! Quem vai bancar isso? Tá muito difícil …por favor!
O CHEFE—Um momento…um momento! Vamos recapitular para eu poder entender: quando começamos esse projeto, todos estavam preocupados com os “radicais”. Eles iam fazer isso e aquilo; tinham já detonado a “EMBRAZÉ”, etc. etc. (PLACA: “AI…AI…AI”)…nunca entendi direito essa “sopa de letrinhas”…. (PLACA: EMPRESA BRASILEIRA ZERO À ESQUERDA)...Aí os “radicais” tiveram um poderzinho e foi o desastre que se viu: ficaram tão desmoralizados que pegaram nosso projeto como se fosse deles. Nem pelos nossos melhores sonhos isso tinha passado. Agora, bastou um hospital de doidos rosnar que vs tremeram todos. Foram lá; cantaram de galo e agora estão aí: piando feito pinto! Ora, eles nem tinham que estar lá; naquela área tão nobre. Aquilo lá é lugar prá doido? É só chamar aquela emissora que ela dá um jeito de de ir tirando os doidos de lá. Aplicam o seu decálogo de desmoralização de instituições e pessoas e logo logo eles estão fora de lá…
(LONGO SILÊNCIO. Pode-se até ouvir o zumbido de uma mosca…Aliás, na sonoplastia…zumbido até que Mr Ollislye faz um movimento no ar de pegar a mosca e o som para. Lançando olhar sedutor para DO).
Mr Ollislye (Sorrisinho…muito cheio de si, colocando a mão fechada no ouvido)—Desculpem outro parêntesis, só prá relaxar: Na minha terra, prá ser um “boxeur” tem que pegar mosca no ar, assim…Mão rápida…sabem? Mas…por aqui, mão rápida é outra coisa, não é mesmo? (com olhar malicioso). Por falar nisso, por que vocês não tomam logo esse tal CAMPUS na “mão rápida”? Ficam com muita reunião…falando…falando… D. ONDINA, com todo esse seu charme, se chamaria ORDINA: dava uma ORDEM, depois vinha o PROGRESSO! Quando o pessoal desse PUB reparar…a “NÊGA TÁ LÁ DENTRO!”, não é assim que vocês falam?
TODOS—O SR FOI UM BOXEUR!
MrO—Deixa prá lá…tempos passados…ancient times!! (Mais olhares sedutores)
Secretária, outra placa: “CONTA OUTRA, Mr…..ALL…IS…LIE!” .
O CHEFE—(se levantando e dominando a cena com pompa)- Vamos lá! Vou demonstrar aos Srs por que precisamos de toda aquela área para o projeto. Primeiro a gente pega um lado, joga uns contra os outros e constrói uns prédios. Depois que todos estiverem desmoralizados, tomamos o lado do grande projeto de TURISMO, o maior do mundo nas últimas décadas. Vai ser a redenção da cidade…o mundo todo vai passar por aqui…quer dizer…os ricos…e durante TODO o ano, não somente no Reveillon e Carnaval! Uma PLATAFORMA… é o que vamos construir!!! Estão falando de PÍER, mas isso é pouco! Sabem a plataforma que fizeram no “Museu”? Pois bem, vamos fazer uma parecida, perto do rio Carioca; de frente para a entrada da baía e com quase 1 Km. Vários Transatlânticos ancorados. Vocês podem perguntar “E o PORTO MARAVILHA?” Não se firmou! Não sei como aquele prefeitinho não se deu conta disso? Acharam que seria como em Barcelona…E foram para a…lona…lona…lona, por falar em boxeur, não é Mister (debochando)? Ora, Barcelona é bonita, mas não tem CORCOVADO, PÃO DE AÇÚCAR, COPACABANA, ARPOADOR, IPANEMA…
TODOS (meio infantilizados)- É mesmo…!
DO–-É por isso que ele agora só falta pagar prá alguém construir prédios de moradia por lá. Quer salvar seu projetinho de estimação….!
MO—Mas a Sra é mesmo impressionante! Uma sábia…sabia?…Uma sabiá! Ah! Essa língua brasileira! Quando ouvi a beleza desse simples deslocamento da tônica, me apaixonei por essa língua. Agora…essa paixão está de novo flutuando por aí! Quanta inspiração e quanta coisa boa poderíamos fazer juntos, D. Ondina, não é mesmo? Estou encantado! Vejam…um dia ouvi de um sábio brasileiro, homem do povo (solenidade e contraste): “Fez uma MERDA…PARA! A segunda Merda é sempre muito mais grave!”. Alguém tem que dizer isso pro prefeito!
CHEFE-...Vamos em frente! O tolo falou aquelas bobagens de Maricá, mas não entende nada da cabeça dos ricos. Eles estão sempre comparando. Não basta que uma coisa seja boa…ela tem que ser A MELHOR. E então, as outras, de imediato, viram PORCARIA. Se não têm O MELHOR (aspas com as mãos), o que têm não presta mais. PURA COMPETIÇÃO. Em verdade, não sabem desfrutar de nada! É assim esse pessoal. Vejam Niterói: debocham daquela beleza de litoral só porque acham (ou repetem) o outro lado mais bonito. E a tal “RODA GIGANTE” do “portinho” que tá lá de enfeite! Deviam era amarrar o prefeitinho nela, de costas e botar prá rodar, prá ele ver só. Aquele PORTO vai ficar pros turistas brasileiros que se acham ricos.
PV (muito surpreso)- É verdade…!!! Que nem com o Rock in Rio que só vive por causa dos que vêm do interior! Aproveitam prá passear no Rio e vão lá de passagem! É mesmo! O Rio agradece, mas se dependesse dos cariocas já tinha acabado, como as corridas, boliches, tobogã, parques de diversão…Essas coisas não vingam por aqui. Mas o Sr é um gênio mesmo!
CHEFE- ..Voltando à Plataforma: Imaginem um VLT girando, indo e voltando na plataforma, trazendo e levando o pessoal para esse tal Campus…! De repente, também um catamarã até o Iate Clube, nosso aliado de sempre. E ali, no agora nosso Campus: Cassino, Bingo, Casa de Shows…melhores do que os da Brodway …”UMA BROADWAY TROPICAL E À BEIRA MAR” (gestos com as mãos à maneira de um letreiro). Vai ser uma apoteose. Os navios chegando e vislumbrando as montanhas…imensas catedrais da natureza! E o SOL! Esse SOL que só o Brasil tem! Só gritando RÁ como diziam o egípcios!
PLACA: “RÁ…EU TAMBÉM TÔ MALUCO/RÁ…”
CHEFE- Mas antes…de madrugada, os navios passam por Abrolhos e pelas as baleias. O pessoal toma café e a costa ainda está um pouco distante…e então, o navio vai descendo…descendo…Búzios, Arraial e Cabo Frio…Até que aparece Ponta Negra…e as montanhas-catedrais ao longe (como que entrando em transe). Se aproximando…bem devagar… Passa Saquarema, Maricá, Itaipuaçu, Itacoatiara, Itaipu, Camboinhas, Piratininga… (em crescendo). E as florestas… e as montanhas… E O VERDE e o SOL!
PF- Parece até as cartas dos estrangeiros que vinham de navio em 1800 e poucos…!
CHEFE- …Maravilhas dos 2 lados, mas a grande maravilha está logo ali na frente…(movimentos de quem conduz uma embarcação): Como uma sentinela, guardando tudo, a Pedra da Gávea; depois o Corcovado, o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar se aproximando…Tamos entrando na baía e vendo a plataforma…Agora, só falta costear e avançar…lentamente. ATENÇÃO…devagarinho! Só mais um pouquinho e aportar (LONGA PAUSA). Entenderam agora porque precisamos de TUDO?
(SILÊNCIO, todos um tanto emocionados, menos Mr Ollislye que abre a mão e o zumbido volta)
MrO—My God! Esse diabo dessa mosca…! Estava na minha mão e me escapou! Tá tudo me escapando…! (DO vai até ele com um frasco de álcool gel. Surpresa geral (PLACA: “É O AMOOOR”). Todos se movem como em câmera lenta. DO borrifa suavemente em suas mãos. Ele leva as mãos ao rosto, inspirando fortemente. Como que desmonta apaixonado, quase bêbado de amor)
MrO-–-Ela veio do futuro…A Sra é o meu futuro…D. Ondina…quero me afogar em suas águas… Já levei até um CAIXOTE (virando para a plateia): Não assim que se fala?!
DO (levantando-se e vindo ao centro do palco, tudo na penumbra e o foco nela)- Agora entendo TUDO…Abrolhos abriu meus olhos (virando olhos como que entrando em TRANSE) ! Agora há brilho, finalmente…quanto brilho! Que REVELAÇÃO! Passamos por ABROLHOS, mas não passaremos por ABRÍLIO!
O Chefe- Mas…quem é esse tal de Abrílio?
PF- É o homem das árvores.
MrO- Tarzan?
PF- Não Mister, muito pior, o Homem do Verde!
MrO: Ah! Já sei, O HULK!
DO- E vejam como tudo se encaixa e faz sentido: RÁ...o Sol… dos egípcios e ÍSIS…sua maior Deusa…RAÍZES…Só não vê quem não quer. Eles têm raízes. Se perderem…morrem…E eu…Cadê as minhas raízes?! Cadê…cadê?!
PLACA: “De Ondina a TSUNAMI”
MrO (curvando-se)- Uma sacerdotisa…uma Deusa! Minha ÍSIS deixe-me ser o seu OSÍRIS!
(MO abre os braços de entusiasmo e bate com a mão em uma aparelhagem de som (próxima e no alto) inadvertidamente. Ela se acende e soa a música causando impacto geral)
Ária da FLAUTA MÁGICA (Mozart), sintonizados na RÁDIO MEC: “Ô Isis und Osíris schenket/Der Weisheit Geist dem neuem Paar”). Alguém desliga o aparelho
TODOS COMO QUE PARALISADOS e admirados.
Mr OLLISLEY- Mas…O que significa isso? E o que estão dizendo? SILÊNCIO GERAL!
Secretária (pedindo licença ao Chefe, se aproximando e traduzindo com pompa. O Chefe, meio atordoado, quase pede a ela para tomar conta da situação): “Oh! Ísis e Osíris! Concedam o espírito da sabedoria a este novo casal!”. Ah! Meu “Goethe Institut”! (reforçando e exagerando as consoantes e volta para trás)
MrO- Não é possível! Não pode ser coincidência! Isso só poder ser divino mesmo! Minha Deusa! (caindo de joelhos diante de DO)
D. ONDINA (como que despertando)— Que é isso? Tô fora! Te esconjuro…! (fazendo gestos de quem tira um peso ou afasta quebrantos). É fake…É fake…É tudo fake!
TODOS—O que, Ondina, o que que é FAKE!
D. Ondina—Tudo…(apontando) eu, tu, ele, nós, vós, eles…! Tudo é FAKE!….Mas eu gosto mesmo é de um TAKE. Câmeras…AÇÃO! (pose de artista, levantando um joelho e o braço contralateral).
(Cai a luz…Quando volta, somente os 3 sentados em um banco, Ondina no meio, quase colados , como que “fora do mundo”)
(Grandes silêncios entre as falas, à maneira de “ESPERANDO GODOT”)
PF- Acho que já passou o transe dela.
PV- É…parece…(olhando de lado, meio desconfiado)…Espero que sim.
DO- É…sei lá…não sei…Queria lembrar…Ainda bem que ninguém filmou! (Inconsolada). Mas…pensando bem, acho que não tava tão ruim assim. (poética e lírica). Engraçado…estou me sentindo muito melhor agora! Parece que tirei um peso enorme das costas!…É como se eu estivesse envolvida por um sonho bom…Mas…Se foi, não me lembro mais!
OS 2 em uníssono- (muito admirados, olhando pelos cantos dos olhos e se benzendo)- Vixe…! Pé de pato mangalô 3 vezes.
PV- O que esses caras vão pensar da gente!?
DO– Queria tanto ser hipnotizada!!! Será que lá no I……PUB eles hipnotizam a gente? (parece falar sozinha; os outros apenas fazem expressão de desgosto e muxoxo)
PF- Sabem porque eu gosto de vir aqui? O Chefe consegue até me convencer de que estamos fazendo uma coisa boa!
DO- É……mas…Por falar em PESO NAS COSTAS….
Levanta-se subitamente e vira em direção a PV. Tem nas costas uma dessas caixas de entrega de COMIDA e encomendas (rosa) e diz (vira para os lados enquanto fala, batendo nas cabeças)
“MAS….ALGUÉM SABE….(a rigor pode levantar nesse momento) ONDE É MESMO QUE EU ENTREGO A ENCOMENDA?”
FIM!!!