REITORIA IGNORANDO O CONSUNI…”TÁ TUDO ARTICULADO”!
(E o prefeitinho ignorando Câmara…Pensam que é só o BOZO?!)
“Brasil resumido em 2 minutos e meio! Nossas piores deformações e falta de espírito democrático em palavras cruas e diretas!”
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A Reitoria voltou à carga e aplicando os mesmos métodos; talvez melhor “articulada”*! Pobre Pallas Athenea! Pode acabar empalada! Se o projeto mudou (é a impressão que querem dar), a primeira medida de uma gestão democrática deveria ser colocá-lo em discussão com a COMUNIDADE ACADÊMICA, sem esquecer do CONSUNI, é claro. Afinal, por lá há de passar toda decisão. Em princípio, ninguém se furtaria a discutir um melhor destino a ser dado a áreas que não estão sendo aproveitadas (sic), especialmente para proveito da cidade. Decididamente INACEITÁVEL, porém, é que alguém entre pela porta de um Instituto, que ali está há quase 90 anos, e diga “Vs vão ter que sair daqui!”! E sem ter tido mandato claro para tanto, através do CONSUNI ou discussão eleitoral**. Mudaram o discurso, mas as práticas ANTIDEMOCRÁTICAS continuam. Conhecemos as pessoas pelas atitudes, logo, podemos concluir: é OPORTUNISMO, visando iludir incautos. Assim que esses estiverem “no papo”, os lobos vão retirar a pele de cordeiro. Algumas, entretanto, já grudaram e não sairão mais. Deixemos as propostas de lado (até porque não as conhecemos) e vamos discutir as atitudes antidemocráticas (aquelas que dizem com quem estamos tratando). Frases do vídeo:
1-“O primeiro passo é alterar a legislação…”. (repórter, autorizada e “articulada”).O CONSUNI, onde tudo será decidido, foi simplesmente ignorado, assim como a Câmara Municipal. Sequer falam em DISCUSSÕES! É o típico método do “a bola tá lá dentro: Avançam à revelia e depois apresentam o “prato feito” para os colegas (tratados como “bedéis com diploma”) assinarem e carimbarem. Na pressa, um olha pro outro meio envergonhado…afinal até aquele momento não tinham protestado …ficam com medo de parecerem “espírito de porco”…entram no espírito de corpo…e assinam constrangidos. Depois, sem suportar encarar o sentimento de vergonha, reafirmam peremptoriamente ter sido deles mesmos a decisão…consciente; uma espécie de “CONFIRMA” da tolice cometida. O que mais me entristece, nas UNIVERSIDADES, é ver como a maioria coloca suas próprias carreiras acima de tudo. Paciência!
2-“Estou à disposição da Reitora para mudar a legislação…alterar o zoneamento…”. (do prefeitinho, sem conseguir esconder certas semelhanças). No quesito desrespeito ao poder legislativo está agindo como um “federal”. Um democrata RESPONSÁVEL diria que montaria uma equipe para estudar o assunto; discutiria com a Câmara; estudaria os IMPACTOS no entorno, discutiria com moradores e assim por diante. Mas se tudo já estava bem ARTICULADO, prá que perder tempo? Fica a pergunta: o que esses “atores articulados” têm em comum? Resposta: intimidade com os interesses do GRANDE CAPITAL (os tais “parceiros”); “representantes informais”? Por isso “escorregam” sempre nas palavras revelando suas verdades.
3- “Áreas ociosas no Fundão para exploração por 50 anos…”. Curiosamente essa exploração por 50 anos é omitida quando falam do Campus PV. Lembram-se da “pele de cordeiro”? Tentando adular os moradores da área, esconderam a verdadeira intenção do projeto e seus perigos para a sociedade, especialmente em tempos de PANDEMIA: o fim das áreas verdes e dos espaços livres para a construção de um maciço de prédios depois do sacrifício de árvores centenárias. Se há uma conclusão que se pode tirar da PANDEMIA é a importância dos espaços abertos, arborizados e ensolarados. Mantê-las deveria ser um compromisso da UFRJ para com a cidade que a acolhe.
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“Cinzentas nuvens de fumaça/Umedecendo meus olhos/De aflição e de cansaço/Imensos blocos de concreto/Ocupando todos os espaços
Daquela que já foi a mais bela cidade” (AMOR À NATUREZA, P. DA VIOLA)
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PSOL NA UFRJ: “BURNOUT”OU SÍNDROME DE ESTOCOLMO?
Em verdade, tudo indica que o primeiro levou ao segundo. No “burnout” os valores são como que incendiados, restando apenas alguma cinza fria e o cinismo obrigatório (no sentido da escola filosófica grega): uma indiferença enorme. Depois, nesse sentimento de orfandade quase infinito, terminam por se “articular” com adversários históricos; aqueles que sempre defenderam propostas OPOSTAS às por eles mesmo propaladas. Aliás, por falar em “INCENDIADOS”, os incêndios cessaram na UFRJ; e não foi pela adoção de medidas preventivas muito especiais. Um gestor responsável, ligado ao interesse público em primeiro lugar e sabendo dos inimigos que tem a enfrentar, criaria de mediato 2 BRIGADAS: uma para prevenir incêndios e outra para INVESTIGAR suas possíveis causas e eventuais origens CRIMINOSAS. Quem impediria uma UFRJ verdadeiramente autônoma de ter essa brigada que acompanharia de muito perto todas as investigações? Afinal, nas grandes empreitadas há que se inspirar em Camões (Canto VIII-89):
“…Voar com o pensamento a toda parte,
Adivinhar perigos, e evitá-los:
Com militar engenho e subtil arte
Entender os inimigos, e enganá-los;
Crer tudo, enfim, que nunca louvarei
Comandante que diga: “Não cuidei”.”
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Para ilustrar, cito um exemplo: quase todos já ouviram falar no TEATRO VILLA LOBOS, ali na R. P. Isabel. Fica colado a vizinhos que dele não gostam nada: HOTÉIS, inclusive. Foi reformado três vezes e incendiado outras três até ser entregue ao abandono, depois de investigações nada confiáveis. Aqueles hotéis eram parte nos esforços para destruir a natureza no morro do LEME, brecada pela vizinhança. Quem quiser enfrentar inimigos capazes de tudo precisa ter malícia suficiente para antecipar e desarmar sua malícia.
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Voltemos a P. DA VIOLA:
“Relembro Momentos de real bravura
Dos que lutaram com ardor
Em nome do amor à natureza”
Vamos terminar lembrando do passarinhos:
“Uma semente atirada
Num solo tão fértil não deve morrer
É sempre uma nova esperança
Que a gente alimenta de sobreviver”

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*Dentre as funções que o CORIN-UFRJ anuncia como suas estaria a “ARTICULAÇÃO” com os órgãos governamentais (PF, MPs e outros). AXIOMA: quando um órgão (mas também aparelho, brinquedo, etc.) que dispõe de AUTONOMIA se articula com outros, perde AUTONOMIA. Não precisamos de qualquer “articulação”, mas de discussões e negociações respeitosas; às leis e às pessoas.**A rigor praticamente nem houve um processo eleitoral digno do nome. Tudo se deu sob o signo do medo que se instalou no país logo após a instalação do atual governo. Nem debates houve; sequer o segundo turno sempre obrigatório. Um desrespeito à nossa história.
Há muito tempo a chamada autonomia didático-financeira é para inglês ver. Vide os cortes unilaterias e compulsórios das rubricas que atingiram os servidores, cuja reversão a UFRJ nem poder nenhum. A famosa casa de shows Canecão fora utilizada por décadas para enriquecimento de entes privados e sem nenhum retorno financeiro e cultural para a instituição. Como.é típico do conceito de universidade, qualquer medida deve ser discuitidas nos foros adequados da estrutura da UFRJ. Reconhecemos que ela tem um perfil de soluçoes para as suas diversas demandas com uma inércia complicada que dificulta a eficiência e a eficácia.
Desde a sua origem, essa AUTONOMIA é fruto de uma luta permanente; de amplitude e duração variável. Se v. pensar no outro extremo: a UNIVERSIDADE como uma mera repartição pública, na qual o governo do momento decide (sempre com interesses PARTIDÁRIOS e não de ESTADO), talvez entenda que essa AUTONOMIA é do interesse da SOCIEDADE COMO UM TODO. Agora…se v. acha que somos apenas um braço de governos, então… Adeus pesquisas e teorizações FUNDAMENTAIS a médio prazo. Eu estarei SEMPRE nessa luta por elevar a AUTONOMIA; por isso, tendo a ser OPOSIÇÃO aos governos….TODOS, pois sei que, no dia seguinte à posse, já estarão fazendo tudo pensando na próxima eleição. Márcio Amaral.