SINCRONISMO DA “SEGUNDA ONDA”: HIPÓTESES PARA ORIGEM!
(Haveria força terrena capaz de agir tão sincronicamente e à distância?)
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“Nosso julgamento pode ir além do conhecimento…Pessoas que se aplicam em fazer observações podem penetrar mais além, por meio de: probabilidades, observação exata e aparências devidamente reunidas emitindo conjecturas corretas sobre aquilo que a experiência ainda não demonstrou. Nesse caso, porém, não ultrapassam o âmbito das conjecturas”: GW LEIBNIZ (1646- 1716): “Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano”(livro IV-cap VI)
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O primeiro passo para a solução de algum problema é sua IDENTIFICAÇÃO. Deixando as Ilhas (de “isola”, no italiano) de lado, pois são um tanto isoladas por natureza (N. Zelândia, Cuba, Timor e outras*), novembro marcou um sincronismoassustador na PANDEMIA (com pequenas variações locais): um recrudescimento de contágios e mortes em países muito distantes, quase sem contato. Em comum tinham apenas a propagação generalizada do vírus, mas em momentos muito diferentes (Itália, França, Espanha, Alemanha, Suécia, EUA, Brasil e outros). E dizer que quase todos, baseados nas tendências verificadas, estavam se preparando para anunciar seu controle! E então uma questão se levantou: que fato ou força seria capaz de produzir esse sincronismo? Considerando que o saber constituído está como que “levando um BAILE da COVID”, há que avançar para hipóteses novas e um pouco para além, sem resvalar para o esoterismo ou crenças religiosas. Descartemos, de início e por óbvio (considerando os países), variações do tipo verão/inverno, localização Hemisférica (norte/sul), incidência de luz solar e outras e demonstremos a fragilidade das hipóteses ouvidas até agora. Para verificar esse sincronismo, basta escrever no GOOGLE: “Deads for COVID in…………..…(Sweden, Italy, France, Germany e outros). As curvas correspondentes aparecerão.
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1- “ABERTURAS PRECIPITADAS”: considerando que alguns lugares (Suécia, regiões nos EUA e do Brasil) nunca fecharam propriamente, a hipótese não se sustenta. A Suécia, p. ex., que mantinha número muito baixo de mortes diárias (de agosto até final de out: menos de 5 em média) apresentou, quase subitamente, subida a níveis do início da PANDEMIA.
2- MUTAÇÃO NO VÍRUS: considerando que mutações ocorrem em momentos e locais diferentes, a universalização de um vírus “mais letal ou contagioso” demoraria um tempo enorme e seria progressiva, facilitando proteções regionais. A assim chamada “nova cepa”, que teria se originado na GBR, seria algo bem diferente e comprovaria a tese da sua incapacidade de gerar o sincronismo. Aqui tratamos de uma mesma cepa desde sua origem.
3- VÍRUS COM “METAMORFOSE” PROGRAMADA (hipótese elaborada no curso dessa escrita e abraçada aqui): à maneira das lagartas que se tornam borboletas, esse vírus teria como que um “dispositivo de tempo” para sofrer modificações simultâneas. Como todos “pertencem” a UMA mesma CEPA, teriam levado consigo a capacidade e a duração do ciclo seria de um ano (circanual). A migração ANUAL das borboletas monarcas (do Canadá ao México e vice-versa) é um ótimo exemplo da capacidade da natureza para fazer programações muito complexas**. Na ida, fazem 2 paradas para reprodução, gerando borboletas de tamanho normal. Para a volta, é gerada uma “super borboleta”, bem maior, que faz todo o trajeto. Haveria, no caso do vírus, um CICLO CIRCANUAL, estudado em um ramo da Biologia, a CRONOBIOLOGIA, cujos princípios são aplicados principalmente no estudo de vegetais. Sendo assim, a hipótese que obrigatoriamente resulta é: o SARS-CoV-2teria tido sua origem no início de NOV/2019. Biólogos duvidam de que uma molécula tão pequena (RNA) possa carregar essa “programação”***. Uma investigação de possível sincronismo semelhante ocorrido na PANDEMIA de 1918 reforçaria muito a hipótese. E então, considerando que esse ciclo implica uma translação da Terra em torno no SOL, há que antecipar sua possível relação com ações extra terrenas.
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QUE FORÇAS TERRENAS SERIAM CAPAZES DE PRODUZIR O SINCRONISMO?!
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“Sabemos bem o quanto os animais e vegetais dependem da terra, do ar, do sol…Sabemos, porventura, se as estrelas muito afastadas não exercem influência sobre nós?…É impossível julgar seus efeitos sem conhecer a natureza interna do que nos toca ou atravessa.” (GW LEIBNIZ, IDEM).
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O PRINCÍPIO aqui aplicado é simples: não há força geológica, humana ou de natureza infecciosa capaz de produzir esse sincronismo. Por outro lado, a Terra é apenas um sistema com barreiras que NÃO a ISOLAM ou “protegem” de múltiplas influências externas. Sua origem se deu fora dela e seu fim se dará também por ação de fora. Toda a vida aqui existente teve sua origem ou preservação a partir da luz e/ou calor solares. No interior desse “sistema Terra”, o que mais se aproximaria de uma ação global seriam os super vulcões quando explodem em algum ponto: Havaí, Indonésia (Krakatoa) e Vesúvio principalmente. Há registros de efeitos generalizados no planeta a partir deles, mas sempre de avanço progressivo: escurecimento em 1883 (Krakatoa), mas acontecendo algum tempo depois e progressivamente na Europa. Também os efeitos do aquecimento global e do“El Niño” são globais, mas estão longe de ser sincrônicos. Podemos falar ainda de FATORES EXTRATERRENOS:
1-do meteoro que extinguiu os dinossauros, cujos efeitos também não foram sincronizados;
2-da mudança no eixo da Terra, produzindo (há dezenas de milhares de anos) era glacial progressiva.
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E ATRAVÉS DE QUE MECANISMOS A AÇÃO/EFEITO SE DARIA?!“…Lá se foi o homem…Lá se foi buscando a esperança que aqui já se foi…” Gilberto Gil,“Lunik 9”
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Considerando o exposto acima, não é ociosa a hipótese de alguma ação de múltiplos raios cósmicos sobre o vírus e/ou sobre nós provocando a nova onda sincrônica. Reduzir toda a reflexão à duração e/ou translação da Terra em torno do Sol não deve ser suficiente. Uma coisa é certa: a eventual AÇÃO desses raios seria global e seus EFEITOS sincrônicos. Muitos deles são bem conhecidos, a começar pela luz solar. O que dizer ainda dos raios desconhecidos e de outras possíveis origens para além do sol? São, certamente, em muito maior número. Assim, poderíamos supor: o próprio vírus teria essa disposição a sofrer a “metamorfose circanual” a partir de alguma ação desconhecida. E esperamos que seja apenas UMA. Um coisa é certa: há coerência interna na hipótese. Se tem correspondência com os fatos, só investigando.
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DE COMO OS CIENTISTAS FORAM COOPTADOS PELOS INTERESSES DO CAPITAL!
“estes selvagens de bata branca, que espalham sua palidez mortal pelo mundo…” (F. Nietzsche em “Minha Irmã e Eu”, sobre os médicos, durante internação: livro póstumo que muitos não reconhecem, mas com passagens que somente ele escreveria)
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Os cientistas estão sempre falando da necessidade de aproximar a gente do povo da ciência, etc. Seria muito bom! Mas, que tal se eles mesmos se aproximassem um pouco mais da VIDA; de suas necessidades e da maneira do povo de intuir e pensar!? Seria ótimo, além de um grande passo acreditar em alguma sabedoria popular intuitiva! Nunca, como nessa situação, aquela “palidez mortal”foi tão real e palpável. E como os cientistas estão lidando com o papel da luz solar?
1- reconhecem o papel essencial da Vit. D (hoje mais classificada como hormônio) para o bom funcionamento do sistema imunológico.
2- reconhecem que a luz do SOL (principalmente seus raios UV) é responsável pela produção de mais de 80% daquele hormônio.
3- um trabalho não refutado—China, início da PANDEMIA—associou concentração significativamente mais baixa de Vit. D nos pacientes que evoluíram para a morte.
E o que concluem? “Não há trabalhos que comprovem, de maneira cabal, um papel específico (ou relação direta e causal) da ação da luz solar na proteção contra o COVID!”. Talvez o problema seja que a luz do sol é de graça. O que os impede de promover essas pesquisas conclusivas? Parece não haver intere$$e nessa investigação por parte dos que se apossaram das ACADEMIAS e das publicações ditas científicas****. Pesquisas independentes e sem perspectiva de retorno contábil próximo não recebem financiamento, apenas aquelas que mais interessam ao CAPITAL.
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*O Japão, que não apresentou números muito altos inicialmente, parece estar sendo também “levado na segunda onda”. A China (em cujos dados não se pode confiar plenamente) teria conseguido impedir a generalização inicial e a Índia partia já de números muito altos no período (nov/20).
**Há outras bem mais simples, como os cães originários de regiões frias (“border collie”, por ex.) que continuam trocando pelos segundo o “programa inicial”, ainda que vivam em locais próximos ao equador.
***A constatação recente de que “o novo coronavírus possui habilidade similar à associada a retrovírus: integrar partes do seu material genético (RNA) no genoma (DNA) das nossas células” abriu novo caminho para a investigação, mas seu possível papel no que aqui é discutido não é claro.
Ver em (https://www.saberatualizadonews.com/2020/12/novo-coronavirus-pode-tambem-integrar.html)
****”A ERA DO CAPITAL IMPRODUTIVO” de LADISLAU DOWBAR. Eu preferiria dizer “Parasitário”.
Amigo Márcio, boa tarde… Quem vos escreve é o Alexandre (da UNIRIO e da Frente, embora eu esteja de lá [da Frente] um tanto ausente…). Escrevo de forma mais pessoal e informal, nada para ser publicado… Descobri, hoje, seus textos sobre os ‘sincronismos’. As hipóteses que vc levanta e as provocações político-metodológicas estão muito boas e… fortes. Confesso que, desde o ano passado, eu aventava uma hipótese (frágil, diga-se de passagem) a relacionar coronavírus e retrovírus. Nem mesmo cheguei a comentar [nada] com ninguém, pois era apenas uma espécie de ‘intuição’ científica que eu julgara pueril, fruto da minha ignorância (virologia não é meu campo). É a primeira vez que leio algo a respeito, ainda que tangencialmente. Enfim, para não me alongar, quero encerrar dizendo que gostei de ler seus textos e que estou a descobrir outros assuntos que podem nos unir (além da SM, da luta pelo SUS e… da poesia e do samba rs). Outra ‘confissão’ (rs): ao ler suas indagações e provocações, lembrei-me de Wilhelm Reich, sobre cuja obra psicanalítica acabei de escrever um curto ensaio (a título de conclusão de um estágio de pós-doutoramento no PPG Teoria Psicanalítica/UFRJ). Espero encontrá-lo em breve, pois esse tipo de conversa pede presença e um café… Abraços, Alexandre
“OBRIGADO E GDE ABRAÇO. Logo nos falaremos, Márcio”