EBSERH—QUEM DIRIA?— TAVA SE FAZENDO DE ROGADA!!!
(Quem sabe está ameaçada? E vendo em nós sua possível salvação?)
NOTA: O diretor do HUCFF compareceu há poucos dias, acompanhado da Reitora, a uma entrevista com o Ministro da Saúde. Deixando de lado o fato de terem “bypassado” o C. Hospitalar (reproduzindo velhas práticas), é um reforço à tese apresentada abaixo: EBSERH está fazendo tudo para nos cooptar. Nossa REITORA teria ainda enviado whatsap no qual diz que o o HUCFF é construído por “GIGANTES”, etc.. Definitivamente, tudo o de que NÃO precisamos é de gigantes! Em todos os países totalitários encontram-se estátuas de…gigantes (anões de humanidade, em verdade). Deixemos essas coisas de gigantes, pois TODOS têm PÉS DE BARRO.
Quando recomeçaram os “rumores pró EBSERH”, as informações eram de que estávamos sendo “esnobados”; que nossos colegas andavam como quê “batendo continência”; ficando “pendurados no telefone”; que havia um déficit de 300 mi; etc. Bem…mais uma vez valeu o DITADO: “Quem desdenha…quer comprar!”. Era jogo de cena! E então ficamos sob a obrigação de entender o que está se passando nos bastidores da EBSERH apenas pelo seu “movimento das tropas”. NOTA: Napoleão, dizendo como derrotava os muito racionais alemães. Enquanto esses passavam a noite discutindo estratégias, Napoleão dormia. Antes de raiar o sol, ia para o ponto mais alto e, pelo MOV. DAS TROPAS deduzia o que fariam e tomava suas decisões. Ganhou todas! E por que querem tanto manter a EBSERH? É uma espécie de “cabide de SINECURA”, algo quase “sine cura” no Brasil!
SERÍAMOS O “CALCANHAR DE AQUILES” DA EBSERH!?E então tudo parece ser exatamente o OPOSTO do que querem aparentar: os da EBSERH sabem que, com uma quase certa mudança de governo, vão perigar e querem “fechar seu ponto mais frágil”: NÓS! Afinal, a maior UNIVERSIDADE FEDERAL demonstrou que pode sobreviver muito bem sem ela, desde que encontre unidade para enfrentar os adversários. A “sopa de letrinhas” quer apresentar aos governos uma unidade que, definitivamente, não existe. E o pior: estão falando…falando e não apresentam números que demonstrem sua superioridade na gestão. Por isso, a sentença, do documento assinado pelos DIRETORES DE HU, mais se parece com uma propaganda da própria EBSERH: “Considerando a implantação nestes (HUs) do modelo de governança que aperfeiçoa as iniciativas de monitoramento, controle e amplia os indicadores chaves de desempenho…”. E então, ficamos com a forte impressão de que nossos PROFESSORES agiram como COPISTAS de um texto DITADO de fora. Um pouco mais abaixo, a CONFISSÃO: “…dimensionamento justo do CAPITAL HUMANO…” . Agora me digam isso lá é linguagem de médico ou professor? “O gato se esconde, mas o rabo fica de fora!”
“NO INÍCIO ERA O VERBO! E O VERBO SE FEZ CARNE…”Desde tempos imemoriais, tem sido assim: tudo começa pela linguagem. E essa, a do “CAPITAL HUMANO”…é a mais EMPRESARIAL que se pode imaginar. Em se tratando de UNIVERSIDADE, sua implantação implicaria a destruição de finalidade, além de total submissão. Em vez do SABER…teremos o RENDIMENTO CONTÁBIL. Em vez das nossas próprias escolhas (até de gestores diretos), outros nos serão IMPOSTOS. Afinal, quando perdemos NOSSA própria linguagem perdemos IDENTIDADE. E então, quem pode acreditar em uma “auto governança”? Agora me digam: pode alguém ainda falar em AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA, quando aqueles que deveriam ser seus guardiões usam a linguagem empresarial?
“….E PASSOU A HABITAR ENTRE NÓS!”SIM! A EBSERH já está habitando entre nós! Quem sabe se, vencida novamente aqui e com a mudança de governo, decorrerá um movimento que resgate a AUTONOMIA por todo o Brasil? O bom da história é que nossos colegas e a EBSERH podem ter aprendido a fazer política, no melhor sentido da palavra (da POLIS grega*), pois estão abrindo um debate. Quem sabe essa discussão terá o condão de despertar tantas consciências que estão como BELAS ADORMECIDAS!? Por fim, aquela NOTA parte de múltiplos “Considerandos”, só que partindo de uma DESCONSIDERAÇÃO…para com a nossa própria linguagem e identidade. Que sirva de alerta a todos nós!
*Até os deuses gregos faziam assembleias; negociavam, etc. Zeus estava longe de ser “todo poderoso”.