POLILAMININA: CIÊNCIA “DANDO VOZ” À NATUREZA!

(Enquanto isso, os “Burocratas da Ciência” começaram a protestar)
Márcio Amaral (professor da UFRJ  e da UFF)

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NOTA: estava eu com um livro pronto (ver abaixo), sobre o papel das Culturas Regionais na promoção paz entre os povos, quando soube dos resultados da pesquisa chefiada pela bióloga Tatiana Sampaio. Nas suas “Considerações Extemporâneas“, afirma Nietzsche: somente a Cultura (a partir da gente simples do povo, não de “elites”) pode “dar voz à Natureza“, excluindo a CIÊNCIA desse papel, pois …é fria e seca; carece de amor e nada sabe de um profundo sentimento de imperfeição e de aspiração superior...”. As reações da Ass. Brasileira de Neurologia e da SBPC confirmaram a REGRA (sobre a frieza e secura da ciência), enquanto nossa pesquisadora é sua a mais bela exceção: “Consigo usar dois chapéus: um de pesquisadora, na bancada; outro de cidadã sintonizada com a vida das pessoas”. Nunca a afirmação “DAR VOZ À NATUREZA” encontrou representação tão viva, através de uma pessoa que bem representa os maiores valores de nossa CULTURA. 

RESPEITO À NATUREZA COMO PRINCÍPIO!

       Em suas entrevistas, a pesquisadora disse com frequência: “Tudo é muito simples…”,! Sim, é simples, mas apenas para quem cultivou uma certa prática por décadas, sempre se pautando pela…simplicidade! Pois bem, os pernósticos já começaram a protestar; brandindo métodos e protocolos científicos como se fossem uma “CAMISA DE FORÇA”; um cabresto que limita os esforços em função do interesse e da saúde das pessoas! Há situações nas quais os benefícios são tão óbvios e os retardamentos tão perigosos, que a dimensão humana como que OBRIGA à ultrapassagem de certos protocolos. Isso já aconteceu algumas vezes na HISTÓRIA.

“BUROCRATAS DA CIÊNCIA”: EM SUA FRIEZA, PERDERAM A HUMANIDADE COMO FIM!

         Se há um erro comum é tratar procedimentos ADMINISTRATIVOS, em geral, como “burocráticos”. São eles fundamentais, benéficos e obrigatórios para o controle, inclusive legal, de nossas atividades; implicando registros médicos e outros. Sem eles, nossa atividade literalmente se perde. Aqueles procedimentos só se tornam burocráticos quando perdem o princípio de ser uma ATIVIDADE MEIO, em função de um FIM, sempre ligado ao interesse da sociedade! É o que está acontecendo com os “burocratas da ciência”, que estão atacando os procedimentos adotados pela equipe de pesquisa: perderam a noção quanto aos enormes e imediatos benefícios alcançados…que poderiam se perder caso fossem adiados. 

PERNÓSTICOS COBRANDO EVIDÊNCIAS…MAS SÃO TANTAS!

     Os “burocratas” apresentaram 2 ressalvas à pesquisa: a “falta de evidências” (ABN) e a cobrança da aplicação da substância somente na pesquisa formal (SBPC). Em relação às evidências, os colegas não conhecem a origem da palavra: “E”, prefixo que implica “para o alto” (eclodir, edificar, emancipar…); 2- “VIDÊNCIA”. Curiosamente, a gente simples do povo criou uma expressão que resolve a questão: evidente é aquilo qu“salta aos olhos”. Mas a Ciência, na sua mais elevada expressão, não deve se contentar com evidências, podendo mesmo promover sua contradição. Se assim não fosse, estaríamos ainda achando que o Sol gira em torno da Terra, não fosse Copérnico demonstrar ser a evidência enganadora. Então, que os colegas passem a cobrar outras coisas da equipe, pois suas EVIDÊNCIAS estão transbordando e superando expectativas. Mas a cobrança mais ridícula foi de que fosse apontado seu “mecanismo de ação”. Em verdade, sabemos das AÇÕES de muitas drogas, mas a certeza de se tratarem de seus “mecanismos de ação” não é muito frequente. A resposta poderia ser, em relação à polilaminina: promove a recapitulação do que acontece no processo embrionário e desenvolvimento do feto. E então, os “burocratas” deveriam cobrar a resposta a DEUS ou à NATUREZA!

BBC FALANDO EM “DESCOBERTA POR ACASO….”! NÃO! UMA INTUIÇÃO CERTEIRA!

     O tal “primeiro mundo” (expressão perversa na origem) não vai nos perdoar pela descoberta. Por isso mesmo, é bom não ficar alimentando esperanças de “NOBEL”, etc. O reconhecimento de nossa Equipe de Pesquisa virá, mas diretamente das pessoas simples dos povos, enquanto os PERNÓSTICOS esperneiam! Há inúmeros casos de achados a partir daquelas intuições e elas só ocorrem com quem está preparado e profundamente envolvido na investigação. Vejam o caso de Mendeleiev (1869), que resolveu o problema da Tabela Periódica dos Elementos durante um sonho. Só tolos e invejosos poderiam atribuir essas descobertas a meros “acasos”. Por fim, uma citação que demonstra o quanto nossa pesquisadora é ligada à nossa CULTURA, sempre inclusiva: “O que mais importa são as pessoas que trabalham com você. Quando você é mais jovem tem o apoio dessas pessoas, no início da sua carreira e depois na medida em que vai progredindo…como você vai lidar com elas…”. (em entrevista).

NIETZSCHE: GÊNIOS DA CULTURA “DANDO VOZ À NATUREZA”

      Em sua luta pela afirmação das Culturas, regionais e populares, Nietzsche defendeu que os esforços precisavam se concentrar no desenvolvimento dos maiores talentos de uma comunidade (“Gênios da Cultura”). E esses como que germinariam a partir da gente simples dos povos. Sua argumentação se iniciou pela eliminação da “ELITES” como sua possível fonte:

1- os “SÁBIOS”, por não serem seres humanos plenos (usou Kant e sua “Razão Pura” por ex.);

2- os “ERUDITOS”, por serem formados em função do ESTADO para o qual trabalhariam;

3- os EDUCADORES (e a educação, em geral) por também servirem ao ESTADO, não à Cultura;

4- os CIENTISTAS (apesar dos elogios que a eles fez), pelas razões apontadas na citação acima.

A Alemanha acabara de vencer a Guerra Franco-Prussiana (1870), todos comemoravam e exaltavam o “IMPÉRIO ALEMÃO”, quando um jovem (29 anos) bradou: “O Alemão não tem Cultura. Sua educação o impede de a desenvolver. Querem a flor sem raiz e sem o talo…Esta é a verdade pura…”. E foi nesse vazio Cultural, preenchido por “flores de estufa” (“erudição e ilustrações) que o militarismo tudo dominou: “O que hoje chamamos ‘cultura’ não foi um empecilho para as exigências militaresse deixarmos crescer e se estender essa pretensa cultura…terá ela, então, força para extirpar o espírito alemão. Foi o que se passou e todos conhecemos suas consequências.

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