PORQUE NIETZSCHE É O MAIS PROGRESSISTA DOS PENSADORES!

(Atacou socialistas e conservadores por tratarem pessoas como MASSA!)
Márcio Amaral (trecho do livro aqui anunciado)

NOTA: Tendo eu um olhar, para a vida e a política, permanente voltado ao que julgo os interesses da sociedade, sentia-me incomodado pelo fato de o pensador que mais admiro ser um crítico ferrenho dos movimentos socialistas de sua época. Pois bem, e mais uma vez, Nietzsche estava muito à nossa frente, especialmente pelo seu RESPEITO às individualidades, sem o que, nenhum movimento social pode ser consequente.

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“A história pertence àquele que…com fidelidade e amor, volta seu olhar ao lugar de onde vem e onde se formou…A história de sua cidade torna-se sua própria história…as festas populares…uma crônica ilustrada de sua própria juventude…É em tudo isso que encontra a si mesmo; sua força, sua atividade, sua alegria, seu juízo, sua loucura… (idem, capa: Fabrício Fernandes).
Se havia (e ainda há) uma deformação que atingia todo o espectro das lideranças políticas (da “Esquerda à Direita”) era esse tratamento das pessoas como MASSAS; sempre passivas, amorfas e manipuláveis. Trata-se de uma das maiores questões do mundo moderno: como lutar contra a massificação de pessoas e pelo desenvolvimento permanente de seu juízo crítico? Essa é a razão pela qual reafirmo: Nietzsche foi mesmo o mais progressista dos pensadores! E qual seria o maior instrumento para alcançar esse objetivo? RESPOSTA: a promoção das Culturas, regionais e populares, como o pensador aprofundou na mesma obra.

CADA SER HUMANO É UM MISTÉRIO ÚNICO!
“…Todo ser humano é um mistério único…até em seus movimentos musculares…Como estrita consequência de sua individualidade, é belo e digno de ser contemplado, por ser novo e surpreendente, como toda obra da Natureza, sem qualquer coisa de aborrecido.” (idem).
Deixar-se atingir por essas palavras há de renovar a vida de todos. Segundo muitas crônicas, Lutero teria ficado horrorizado com as obras de arte Renascentistas vistas em Roma e Florença, especialmente pela beleza e sensualidade dos corpos representados. Mas havia, entre eles, alguns assim chamados “aleijões” ou seres um tanto aparentemente bizarros. Pois o jovem Nietzsche levou a discussão a um novo patamar. Seu critério não era a “beleza formal”, mas a individualização de cada um. Já no extremo oposto, estariam os (as) assim significativamente chamados (as) “MODELOS”: pessoas que abdicaram da sua condição de ser humano individualizado, deixando-se manusear como massa amorfa. Sua denominação funciona como uma confissão da intenção com que foram produzidos…em série, como Nietzsche tão bem antecipou:  
“Quando Schopenhauer deprecia os seres humanos, despreza apenas sua covardia, pois parecem decorrer de uma fabricação em série; sem interesse…O homem que não quer tomar parte de uma MASSA precisa apenas deixar de a ela se adaptar, passando a obedecer à sua própria consciência que lhe diz ‘Seja você mesmo.’”

PORQUE “REVOLUCIONÁRIOS” FORAM UM DE SEUS ALVOS!
“Os tímpanos se entrechocam e se acumulam; todas as orelhas estão inundadas e são de acesso perigoso. É completamente impossível evitar a revolução dos átomos” (idem).
       A referência aos discursos da politicagem está evidente nos “tímpanos e orelhas”. Deles só poderia resultar a perda generalizada das individualidades: sua “atomização”. Trata-se de denominação interessante e só aparentemente paradoxal, pois implica isolamento. Sem poder compartilhar suas ideias e questões de forma individualizada, estariam todos como que “isolados na massa”. M. Tatcher sabia disso muito bem, quando afirmou: “Sociedade? Não sei o que é! Conheço pessoas!” Esse era o caminho trilado pelo militarismo e pelos grupos envolvidos na promoção de revoluções. 

Cada uma dessas duas formas de “organização” de pessoas (em função de um objetivo qualquer), implicaria perigos particulares. Que as pessoas “se deixassem conduzir” (por um “Füeher’: condutor) por quaisquer dos grupos não poderia resultar em boa coisa: “É em períodos semelhantes que a humanidade se encontra em maior perigo; mais até do que no torvelinho caótico” (idem). Nada exemplificou melhor essa afirmação do que a reunião de quase todos os alemães em torno de Hitler. E aqui a poesia da linguagem nietzschiana alcança píncaros quase intangíveis. Foi a mais bela confrontação do nazismo, antecipado em décadas:
“Nessas épocas de perigo, quem prestará à natureza humana (sua proteção)? Ao tesouro sagrado e intangível, que gerações sucessivas acalentaram pouco a pouco; quem lhes prestará seu ofício de guardião e de cavaleiro andante? Quem elevará a ‘imagem’ do ‘homem’, até que não sejamos atingidos pelo verme do egoísmo e do medo cínico…que nos fazem cair na animalidade (das guerras e revoluções) ou em uma rigidez mecânica (da indústria)?” 

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